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quarta-feira, 11 de março de 2026

Promessas de bem-estar animal em publicidade entram no radar do debate sobre direito do consumidor

Organizações da sociedade civil alertam para o uso crescente de alegações de bem-estar animal em campanhas publicitárias sem transparência verificável sobre as práticas adotadas pelas empresas



De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), toda informação publicitária deve ser clara, verdadeira e passível de comprovação. Quando mensagens institucionais apresentam compromissos ou práticas éticas sem transparência sobre sua implementação, surge o risco de caracterização de propaganda enganosa ou potencialmente enganosa.


Para o movimento Stop Humane Washing (SHW), que monitora compromissos públicos de bem-estar animal assumidos por empresas, a ausência de dados verificáveis sobre essas alegações tem se tornado uma preocupação crescente.


“O consumidor tem direito de saber se aquilo que aparece na publicidade corresponde de fato às práticas adotadas pelas empresas. Quando compromissos são anunciados publicamente, é fundamental que haja transparência sobre prazos, metas e evolução da implementação”, afirma Lucas Galdioli, que realiza a gerência da iniciativa.


O fenômeno conhecido internacionalmente como “humane washing” descreve situações em que empresas utilizam o tema do bem-estar animal como estratégia de reputação ou marketing sem fornecer informações claras que permitam verificar o cumprimento dessas promessas.


Segundo Yuri Lima, mestre em Direito Animal, o comportamento do consumidor exerce papel central nesse processo: “O consumidor sempre dita as regras do mercado. À medida que cresce a preocupação com questões éticas, aumenta também a exigência para que as empresas sejam mais transparentes sobre toda a sua cadeia produtiva e sobre a rotulagem de seus produtos”, afirma em sua dissertação.


Pesquisas acadêmicas indicam que o uso de mensagens associadas ao bem-estar animal pode ter forte impacto sobre a percepção do consumidor. Estudos apontam que muitas pessoas têm conhecimento limitado sobre as condições reais de produção de alimentos de origem animal, o que pode torná-las mais suscetíveis a mensagens publicitárias que evocam imagens de cuidado ou respeito aos animais.


Para Karynn Capilé, pós-doutora em Bem-Estar Animal pela Universidade Federal do Paraná, a associação entre marketing e bem-estar animal também pode ter motivações estratégicas: “Passar a mensagem de que os animais são felizes é um bom negócio para o marketing. Essa narrativa ajuda a proteger as empresas de críticas, atrai consumidores dispostos a pagar mais por produtos considerados éticos e tranquiliza aqueles que querem agir de forma mais favorável aos animais e ao meio ambiente, mas sem mudar radicalmente seus hábitos de consumo”, explica em sua tese.


Estudos sobre comportamento do consumidor também indicam que o crescente conhecimento científico sobre emoções e cognição animal, aliado às críticas à produção animal intensiva, abriu espaço para o uso mais frequente do tema do bem-estar animal na comunicação de marcas. Em muitos casos, porém, pesquisadores apontam que o discurso publicitário pode recorrer a termos técnicos ou expressões associadas ao bem-estar animal sem que haja mudanças significativas nas práticas produtivas, fenômeno que vem sendo comparado a estratégias semelhantes ao chamado “greenwashing”.


A partir de 2016, diversas empresas do setor alimentício passaram a anunciar compromissos públicos relacionados ao bem-estar animal, especialmente no que se refere à substituição de ovos produzidos em sistemas de confinamento em gaiolas por ovos provenientes de sistemas livres de gaiolas (cage-free). A maioria dessas empresas estabeleceu 2025 como prazo para a transição completa em suas cadeias de fornecimento.


Contudo, segundo a Stop Humane Washing, em muitos casos não há informações públicas atualizadas sobre o progresso dessas metas, como percentuais de implementação, relatórios de acompanhamento ou eventuais revisões de prazo. Para o movimento, a questão central não é apenas a adoção ou não de determinadas práticas, mas a transparência sobre compromissos assumidos publicamente.


“O problema começa quando compromissos são anunciados e utilizados na comunicação institucional das empresas, mas não existem dados públicos verificáveis que permitam acompanhar sua implementação. Isso cria uma assimetria de informação que prejudica o consumidor”, afirma a organização.


Além das possíveis implicações reputacionais, o tema também pode ter impactos jurídicos, especialmente quando mensagens institucionais ou publicitárias induzem o consumidor a acreditar que determinadas práticas já foram implementadas ou estão em estágio avançado sem evidências públicas que confirmem essa informação.


O debate também dialoga com agendas globais de sustentabilidade e governança corporativa. A transparência na comunicação de compromissos socioambientais está diretamente relacionada aos princípios de consumo e produção responsáveis e integridade institucional, temas previstos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.


Nesse contexto, movimentos da sociedade civil têm ampliado o monitoramento de compromissos corporativos e buscado estimular maior transparência na comunicação das empresas com consumidores.


A Stop Humane Washing afirma que continuará acompanhando compromissos públicos de bem-estar animal e cobrando maior clareza sobre sua implementação: “O objetivo é fortalecer o direito à informação e incentivar que compromissos públicos sejam acompanhados de dados verificáveis. “Quando empresas transformam compromissos em argumento de marketing, a transparência deixa de ser opcional. Sem dados verificáveis, o consumidor não consegue distinguir a promessa de realidade.”


Mais informações e análises sobre bem-estar animal, transparência corporativa e alegações de bem-estar animal na comunicação de empresas podem ser consultadas em portavozanimal.org. Atualizações da iniciativa também estão disponíveis no Instagram @stophumanewashing e na newsletter da Stop Humane Washing: https://stophumanewashing.ipzmarketing.com/f/4kk6e-fbbX8.


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Lançamento do Observatório de Políticas para Alimentação Sustentável acontece durante a COP 30

Iniciativa reúne The Pollination Project Foundation, ProVeg Brasil e Sociedade Vegetariana Brasileira para monitorar políticas públicas sobre alimentação sustentável no Brasil 




O Observatório de Políticas para Alimentação Sustentável será lançado no dia 15 de novembro, das 9h30 às 10h30, no Action on Food Hub, localizado na Zona Azul da COP 30.


A iniciativa é resultado de uma parceria entre The Pollination Project Foundation (TPPF), ProVeg Brasil e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). O projeto tem como objetivo monitorar, de forma acessível, políticas públicas e ações nos níveis municipal, estadual e federal relacionadas à redução do incentivo à produção e ao consumo de produtos de origem animal.


O Observatório se orienta por princípios que incluem o incentivo a dietas ricas em vegetais, a promoção da alimentação saudável conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira, o apoio à agricultura familiar e à agroecologia, além da valorização da biodiversidade e do desmatamento zero.


Na etapa inicial, o levantamento concentrou-se em proposições da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, incluindo também iniciativas estaduais e municipais que serão aprofundadas nas próximas fases. As proposições analisadas foram apresentadas a partir de 2001 e estão organizadas em nove eixos temáticos:


Políticas Alimentares

Direito Vegano e Alimentação Inclusiva

Meio Ambiente

Alimentação Escolar

Rotulagem e Informação ao Consumidor

Sistemas Alimentares

Benefícios e Incentivos Fiscais

Movimento Cultural e Gastronômico

Suplementação Vitamínica


Foram compiladas mais de 180 proposições, das quais 22 Projetos de Lei serão monitorados e atualizados conforme seu andamento legislativo. Todas as informações estarão disponíveis no site alimentacaosustentavel.org.br, com lançamento oficial durante a COP 30.


O Observatório busca ampliar a transparência nas políticas públicas relacionadas ao sistema alimentar, democratizar o acesso a informações sobre leis e ações em andamento e fortalecer a participação social por meio da disponibilização de dados e evidências acessíveis.


Sobre as organizações parceiras

 

ProVeg Brasil

Organização sem fins lucrativos que promove a alimentação sustentável e incentiva dietas ricas em vegetais como forma de ação climática e de promoção da saúde pública. Atua com escolas, produtores rurais, governos e comunidades na transição para sistemas alimentares mais equilibrados.

 

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)

Fundada em 2003, é uma organização sem fins lucrativos que atua junto aos setores público e privado para promover a segurança alimentar e reduzir o impacto ambiental, com foco em práticas alimentares baseadas em vegetais.


The Pollination Project Foundation (TPPF)

Fundação que apoia iniciativas de base em mais de 120 países por meio de pequenos grants voltados a indivíduos e comunidades. Desde sua criação, já apoiou mais de 6 mil agentes de mudança, fortalecendo ações voltadas à transformação de sistemas alimentares e sociais.


Serviço

Evento: Lançamento do Observatório de Políticas para Alimentação Sustentável

Data: 15 de novembro de 2025

Horário: 9h30 às 10h30

Local: Action on Food Hub – Zona Azul da COP 30

Site: alimentacaosustentavel.org.br


segunda-feira, 11 de agosto de 2025

NotCo entra na trend e ensina como preparar o morango do amor com ingredientes de origem vegetal

Receita que viralizou na internet ganha versão com o sabor e a cremosidade irresistíveis de NotCreme


Morango do amor ganha opção vegana. Foto: Divulgação


O Morango do Amor virou febre nas redes sociais, e não é à toa. A combinação do azedinho da fruta com a doçura e a cremosidade do brigadeiro branco conquistou corações e paladares. De olho nessa trend deliciosa, a NotCo, referência em inovação de alimentos, ensina como preparar essa receita com um toque especial: NotCreme, o creme de leite vegetal que entrega sabor e textura incríveis.

A proposta é transformar um doce queridinho em uma experiência ainda mais surpreendente, prática e deliciosa. Ideal para quem busca uma sobremesa afetiva, fácil de fazer e que combina com diferentes estilos de alimentação. Confira a receita completa e aproveite essa tendência com muito mais sabor e inovação: 

Morango do Amor com Brigadeiro Branco de NotCreme

Ingredientes – Brigadeiro Branco de NotCreme

  • 200 g NotCreme
  • 40 g óleo de coco
  • 40 g manteiga de cacau
  • 100 g açúcar
  • 40 g glucose
  • 10 g amido pré-gelatinizado
  • 20 g proteína de grão-de-bico
  • 5 g pasta de baunilha

Modo de Preparo - Brigadeiro Branco:

Para preparar o brigadeiro branco, adicione todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio, mexendo sempre até atingir uma consistência firme, porém cremosa. Em seguida, transfira a mistura para uma bandeja untada ou forrada, espalhe bem e deixe esfriar completamente. Com o brigadeiro já frio, modele pequenas porções em forma de bolinha, esticando levemente a massa para envolver os morangos lavados e bem secos. Depois de rechear os morangos, leve-os à geladeira para firmar

Ingredientes – Calda de Açúcar Vermelha:

  • 2½ xícaras (aprox. 270 g) de açúcar refinado
  • 1½ xícara (aprox. 360 ml) de água
  • 2 colheres de sopa (aprox. 30 ml) de vinagre branco
  • Corante vermelho em gel (a gosto)

Modo de Preparo – Calda:

Em uma panela, misture o açúcar, a água, o vinagre e o corante. Leve ao fogo médio e, após aquecer, evite mexer. Deixe cozinhar até atingir o ponto de bala dura, cerca de 145 a 150 °C, ou faça o teste do vidro na água gelada. Assim que atingir esse ponto, retire do fogo.

Montagem:

Retire os morangos recheados da geladeira e espete cada um em um palito. Em seguida, mergulhe-os rapidamente na calda quente, cobrindo completamente. Escorra o excesso e disponha os morangos sobre uma superfície untada ou sobre papel-manteiga para secar. Deixe esfriar em temperatura ambiente até que a casquinha fique firme.

Dica de acabamento: para brilho extra e textura uniforme, trabalhe com a calda no ponto certo e banhe os morangos rapidamente, sem deixar a calda resfriar demais.

Sobre a NotCo

A NotCo é uma foodtech, empresa de tecnologia alimentícia, que utiliza inteligência artificial proprietária para desenvolver produtos inovadores em sabor, textura e alta performance. É proprietária de marcas como NotMilk, NotShake Protein, NotMayo e NotCreme de Leite. Com sua frente B2B, a NotCo Tech, a foodtech amplia sua inteligência artificial para elevar e acelerar a inovação na indústria, colaborando com outras marcas e empresas do setor. Reconhecida como um dos unicórnios mais promissores da América Latina, a NotCo lidera a evolução dos alimentos, tornando a produção mais eficiente e sustentável para atender às novas demandas do mercado e dos consumidores.


sábado, 9 de agosto de 2025

Wanessa Camargo fala sobre veganismo, família, Big Brother e espiritualidade no programa Zona V, confira o vídeo

A cantora participou do programa Zona V e compartilhou experiências veganas, falou sobre sua participação no Big Brother Brasil e refletiu sobre sua trajetória pessoal e familiar



A cantora Wanessa Camargo, participou do programa Zona Vapresentado por Ricardo Laurino, vice-presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira e comentou sobre a recepção de sua escolha alimentar pela família, mencionando que, no início, consideravam o veganismo uma fase passageira. Wanessa relatou que seu pai, Zezé Di Camargo, embora não vegano, resgata cachorros e não suporta presenciar o sofrimento de animais. Ela também lembrou de um episódio, antes de se tornar vegana, de conflito entre os dois após a morte de um rato na fazenda da família. Segundo Wanessa, Zezé contribui com causas voltadas à proteção animal e que ele a alertou sobre práticas da indústria de foie gras, produto que ela consumia anteriormente.

Na entrevista, a artista abordou os desafios alimentares enfrentados durante sua participação no reality show Big Brother Brasil. Relatou episódios de mal-estar e fome pela escassez de opções veganas no programa. De acordo com ela, os demais participantes consumiam as poucas opções disponíveis, como pastéis, o que dificultava sua alimentação. Wanessa contou que recorria ao feijão como principal fonte de proteína e fazia trocas de alimentos com outros participantes para manter sua dieta.


Wanessa comentou ainda sobre os impactos do veganismo em sua vida espiritual e emocional. Falou sobre a mudança de percepção em relação aos cavalos e recordou que parou de comer carne de porco após presenciar o abate de um animal na fazenda do pai. Ela mencionou a energia dos animais no momento da morte e o estresse vivenciado pelos trabalhadores da indústria da carne como pontos de reflexão importantes.


A entrevista também abordou questões de saúde e alimentação. Wanessa compartilhou como era sua dieta antes da transição alimentar, mencionando indulgências e problemas de saúde. Disse que seu namorado, Dado Dolabella, teve papel importante no processo, preparando pratos variados, incluindo queijos veganos. Ela afirmou que seus exames estão em dia e destacou o colesterol baixo, comparando os índices ao de uma criança de 8 anos, embora admita consumir alimentos industrializados com frequência.


O programa também discutiu o crescimento do interesse por dietas à base de vegetais no Brasil. Dados do Instituto Datafolha apontam que cerca de 74% da população brasileira deseja reduzir o consumo de carne e 7% já se consideram vegetarianos. A participação de figuras públicas como Wanessa no debate sobre alimentação e ética animal contribui para ampliar a visibilidade do tema.

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Confira o vídeo:


O episódio com Wanessa Camargo foi ao ar nesta terça-feira no canal Zona V, apresentado por Ricardo Laurino e pode ser assistido no link: https://www.youtube.com/live/8Gw_tNgmYJ0?si=tRGuKz40G79jUsFI



quarta-feira, 7 de maio de 2025

Associações divulgam nota de repúdio sobre parecer contrário a projeto de lei que visa proibir o abate de jumentos na Bahia

Nota de repúdio ressalta que animais correm risco de extinção e que seu abate é proibido pela Constituição Federal


Jumentos estão ameaçados de extinção Crédito: Chiara Albano/FNDJ

Diversas associações de defesa dos direitos animais divulgaram uma nota de repúdio ao parecer do Deputado Paulo Câmara, da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), sobre o PL nº 24.465/2022, que visa proibir o abate de jumentos em todo o estado da Bahia.

As associações rebateram os argumentos do deputado que refutam a informação de que, caso os abates continuem no Brasil, poderiam extinguir os jumentos no país em 2026. No texto, o parlamentar refuta as informações técnicas oriundas do Conselho Regional de Medicina-Veterinária da Bahia (CRMV/BA). No entanto, diz a nota de repúdio, “o CRMV/BA está robustamente amparado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e do Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA”, além de uma nota técnica embasada com artigos científicos publicada na Revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). O documento explica que a prática do abate de jumentos também contraria o artigo 225 da Constituição Federal, que veda práticas que levem uma espécie à extinção.

É fato notório e inconteste que os jumentos estão em agressivo declínio no Brasil e no mundo, em razão da atividade extrativista em que consiste o comércio internacional de pele de jumentos. Ao contrário do que dá a entender o parecer, não existe cadeia produtiva de jumentos no Brasil ou em qualquer lugar do mundo”, diz o texto.

A prática do abate tem levado à extinção dos animais de maneira progressiva. Entre 2018 e 2024, apenas na Bahia, foram 248.298 jumentos abatidos. Dados da FAO apontam que existem, em 2025, apenas 78.916 animais, representando uma perda de 94% do efetivo populacional. A nota também rebate diversos argumentos do parecer do deputado que tratam sobre prejuízos econômicos, desemprego e perdas de receita para o estado e ressalta que apenas três abatedouros possuem autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para a exportação da pele do jumento, que vai para a China para a fabricação do eijao. Dessa forma, não há produtores dessa atividade nem mesmo perdas econômicas ou desemprego.

A nota de repúdio também critica o parecer após aprovação em comissão na Assembleia Legislativa da Bahia. “O PL em questão já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). É aviltante e inaceitável que o parecer ora repudiado ignore e desrespeite parecer anteriormente dado, em patente invasão da competência de comissão existente justamente para averiguar a constitucionalidade dos projetos de lei”, finaliza.

O texto é assinado pela Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, pela Confederação Nacional de Entidades de Defesa dos Direitos Animais, pela Associação Nacional dos Advogados Animalistas, entre outros órgãos e instituições.


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Veganos são fracos? Não caia nessa mantira!

SVB lança campanha para desmistificar a nutrição vegana no esporte


Foto: Divulgação


No dia 1º de abril, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) divulgou uma impactante ação de comunicação para desmistificar um dos maiores mitos sobre a alimentação vegana: a suposta fragilidade dos veganos. Com a mensagem "Veganos são fracos? Não caia nessa mentira!", a campanha foi veiculada por meio de vídeos exibidos em painéis, backlights nas estações de metrô de São Paulo, aeroportos e academias, destacando atletas veganos de alta performance que são a prova viva de que a dieta 100% vegetal é compatível com alto rendimento esportivo.

A ação contou com atletas consagrados que demonstram que a dieta vegana é plenamente compatível com alto rendimento. Guilherme Abomai se tornou o primeiro fisiculturista vegano a conquistar o "pro card" ao vencer a categoria Open no peso acima de 102 kg do Mr. Olympia Brasil. Amanda Schott, destaque no Levantamento de Peso Olímpico, é medalhista de bronze em campeonatos mundiais e tetracampeã brasileira. Já Macris Carneiro, levantadora da seleção brasileira de vôlei, tem um histórico repleto de conquistas, incluindo três títulos da Superliga, quatro do Sul-Americano de Clubes e medalhas olímpicas. Esses atletas demonstram que é possível competir e vencer em alto nível seguindo uma alimentação baseada exclusivamente em vegetais. “Ações como essa tem o poder de desmistificar ideias equivocadas sobre o veganismo. E usar o 1o de abril como pano de fundo é mais um elemento que reforça o quanto de mentiras se fala sobre a força dos veganos!”, afirma Ricardo Laurino, vice-presidente da SVB.

A iniciativa ocorreu em um contexto de crescente interesse pela alimentação baseada em vegetais. Segundo uma pesquisa publicada pelo Instituto Datafolha em março deste ano, 7% dos brasileiros se consideram veganos, enquanto 74% demonstram interesse em reduzir ou eliminar o consumo de carne. A principal motivação para essa mudança, segundo os entrevistados, é a saúde.


Foto: Divulgação


Ciência e esporte lado a lado

A alimentação vegana é frequentemente debatida e tem ganhado espaço tanto nas buscas da internet quanto no dia a dia das pessoas, seja através da presença de produtos veganos ou do aumento do número de adeptos. A ciência tem reforçado os benefícios de uma dieta baseada em vegetais para a saúde humana. Estudos sólidos e de grande abrangência mostram que a alimentação vegana não apenas é viável, mas também pode ser um fator determinante para uma vida mais longa, saudável e ativa.

Para complementar a campanha, a SVB também apresenta o "Guia de Nutrição Esportiva Vegana", o primeiro do gênero no Brasil e um dos poucos no mundo. Escrito pelo nutricionista Filipe Testoni, coordenador do Departamento de Nutrição Esportiva da SVB, e organizado pela nutricionista Alessandra Luglio, diretora do Departamento de Saúde e Nutrição da instituição, o guia explora, de forma abrangente, a nutrição esportiva sob a perspectiva vegana. A obra fornece diretrizes práticas e embasadas cientificamente para desmistificar a relação entre veganismo e performance esportiva.



Atletas veganos de alta performance
Mitos e evidências

A relação entre nutrição vegana e desempenho esportivo já é tema de documentários internacionais, como "Dieta dos Gladiadores" (2019) e "Dieta dos Gêmeos – Você é o que você come" (2023), que contribuíram para a disseminação de informações sobre o assunto. No entanto, ainda persistem dúvidas e preconceitos, especialmente entre praticantes de atividades físicas e profissionais da área da saúde.

Segundo Filipe Testoni, autor do guia: "Embora ainda haja resistência, a ideia de que uma dieta baseada em vegetais é insuficiente para um bom desempenho esportivo tem perdido força. O que falta, muitas vezes, é informação sobre como estruturar essa alimentação de forma eficiente. O Guia de Nutrição Esportiva Vegana da SVB vem para preencher essa lacuna".

Confira o vídeo da ação: 



Acesso gratuito ao conhecimento

Para ampliar o acesso ao conhecimento sobre nutrição vegana no esporte, a SVB disponibiliza gratuitamente a versão digital do guia, que pode ser acessada no site www.nutricaoesportivavegana.com.br.

A campanha "Veganos são fracos? Não caia nessa mentira!" busca provocar reflexão e incentivar o público a conhecer mais sobre os benefícios da alimentação vegana, especialmente no esporte, mostrando que a escolha por um estilo de vida baseado em vegetais pode estar diretamente ligada à saúde, performance e bem-estar.


terça-feira, 5 de novembro de 2024

Bemsei lança bebida vegetal em embalagem SIG produzida com polímeros de base florestal

O objetivo  é oferecer produtos saudáveis, saborosos e com menor impacto ao meio ambiente


O produto plant based é envasado em embalagem também feita de plantas


A Bemsei, nova marca do mercado de saudabilidade, anuncia o lançamento de sua linha de bebidas vegetais em parceria com a SIG, utilizando a inovadora embalagem SIG Terra Midibloc Polímeros de Base Florestal de 1 litro. Com o propósito de oferecer produtos saudáveis, saborosos e com menor impacto ao meio ambiente, além de promover um estilo de vida equilibrado, a Bemsei é pioneira no Brasil ao trazer para o segmento um produto plant based envasado em uma embalagem também feita de plantas.

Outro grande diferencial do lançamento é a embalagem SIG Terra MidiBloc Polímeros de Base Florestal, que contém 95% de matéria-prima renovável e é 100% certificada pelo padrão ISCC PLUS. Esse formato garante uma redução de 35% na pegada de carbono da embalagem, quando comparado às embalagens cartonadas padrões, promovendo um ciclo sustentável de materiais que minimiza os impactos ao meio ambiente. A embalagem também oferece praticidade, proteção ao produto e um design moderno, que permite uma comunicação clara com o consumidor sobre as características e benefícios da bebida. A Bemsei é a primeira marca do Brasil a utilizar essa embalagem, reforçando o compromisso da marca em oferecer produtos mais saúdaveis e com menor impacto ao meio ambiente.

Foto: Divulgação
O mercado de bebidas vegetais está em pleno crescimento, com uma projeção de expansão de 58% até 2027 em relação a 2022, atingindo um valor estimado de 5 bilhões de dólares, conforme dados do Euromonitor, e a Bemsei pretende se destacar nesse segmento ao unir sabor e saúde, oferecendo produtos livres de glúten, lactose, colesterol, açúcares adicionados e com preço acessível. Além disso, a versão original da bebida possui sabor neutro, ideal para beber e cozinhar, podendo ser utilizada como substituto do leite em diversas receitas.

De acordo com Alexandre Moreno, CEO da Hyde Alimentos: "A marca Bemsei foi desenvolvida com enorme carinho e cuidado. Ela tem a alma da família Uchinaka (sócio e herdeiros) e é cheia de personalidade. Bemsei é para todos e trata a saudabilidade na medida certa, com equilíbrio. Estamos muito felizes em poder inaugurá-la com produtos deliciosos, em embalagens sustentáveis, em parceria com a SIG, em categoria tão promissora. No Brasil, as bebidas vegetais ainda representam apenas 2% das vendas do leite comum. Nos Estados Unidos esse número chega a 20%. O potencial de crescimento local é enorme e os produtos Bemsei vem fortes para ocupar esse espaço”.

O lançamento da Bemsei aconteceu em 16 de outubro, com distribuição inicial no estado de São Paulo, e previsão de expansão para todo o Brasil ao longo do próximo ano. As bebidas estarão disponíveis em diversos canais de vendas, incluindo o atacado, distribuidores e varejo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Pastéis Eco-friendly: 10 PASTÉIS trabalha com opções veganas e descarte consciente de óleo

Em média, anualmente, rede entrega 93.840 litros de óleo que são transformados em produtos de limpeza; No cardápio, oferece opções de carne e frango, ambos vegetais


Foto: Divulgação 


Em um cenário no qual o IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas alerta para o fato de que a humanidade tem apenas três anos para impedir consequências irreversíveis à Terra devido ao aquecimento global, nunca se fez tão necessário ser eco-friendly como agora. Neste quesito, a 10 PASTÉIS, maior rede de pastéis do Brasil, é exemplo de que todos os tipos de negócios podem e devem contribuir com o meio ambiente. Para fazer a sua parte, a franqueadora trabalha com uma linha de pastéis veganos, além de fazer o descarte consciente do óleo utilizado no preparo dos pratos.

Segundo Marcos Nagano, sócio-fundador e Diretor da 10 PASTÉIS, o descarte do óleo é feito por todas as unidades da marca por meio de empresas coletoras com licença ambiental. “Apesar de não conseguirmos ter um controle preciso, estimamos que entregamos, anualmente, uma média de 93.840 litros de óleo para as coletoras que transformam esse elemento em itens de limpeza”, comenta o executivo.

Para se ter uma ideia, de acordo com a Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água em caso de descarte incorreto. Isso porque, segundo a corporação, o óleo, quando despejado no curso da água, causa o descontrole do oxigênio, provocando a morte de peixes e outras espécies. Em contato com o solo, o elemento gera contaminação devido à sujeira.

Produtos veganos e o consumo consciente

No que diz respeito aos produtos ofertados, a marca trabalha em parceria com a Fazenda do Futuro desde 2021, quando desenvolveu a linha Bem Veg, que é composta por 2 sabores diferentes de pastéis. O primeiro é de carne vegana, milho e azeitona. Já o segundo, é de frango e além da proteína vegetal, leva em sua receita ingredientes como brigadeiro de castanha de caju, requeijão e mussarela veganos.

De acordo com Nagano, a marca sempre atuou com massas isentas de ingredientes de origem animal, mas além de pensar no meio ambiente, também visa oferecer produtos mais sadios para os consumidores. “A preferências dos clientes têm mudado muito e cada vez mais busca-se por produtos saudáveis e que sejam realmente gostosos, por isso criamos a linha Bem Veg e passamos a fabricar as massas de pastel com gordura de palma, que é zero trans”, explica.

Ainda de acordo com o executivo, a 10 PASTÉIS está trabalhando no desenvolvimento de novos produtos e além de sabores inéditos, que estão em teste para a linha Bem Veg, também está sendo desenvolvido uma opção de refeição vegetariana e, em paralelo, elaborado um estudo sobre versões veganas.

A rede, que olha mais à frente da questão financeira, sempre teve preocupação com o meio ambiente e faz questão de repassar esse olhar para os franqueados. Segundo Nagano, todas as receitas da marca são pensadas de forma a aproveitar ao máximo possível os insumos e por meio de treinamentos operacionais, que ocorrem todos os meses, e através de fiscalizações, a 10 PASTÉIS promove o consumo consciente para reduzir o desperdício de alimentos. Vale ressaltar que, de acordo com a Organização das Nações Unidas - ONU, 27 milhões de toneladas de alimentos vão para o lixo por ano no Brasil.

Para além dos produtos veganos, descarte consciente do óleo e incentivo do consumo consciente, a 10 PASTÉIS está desenvolvendo outros projetos sustentáveis. Um exemplo, foi uma ação em que a rede recolheu todos os banners das unidades para transformar em bags. “É crucial que cada um faça a sua parte, afinal, são pequenas ações que vamos incluindo no dia a dia que fazem total diferença”, finaliza Nagano.

Sobre a 10 PASTÉIS

Fundada em 1996, na cidade de Curitiba (PR), é a maior rede de pastéis do Brasil com 66 unidades em operação e oferece no cardápio pastéis feitos com massa vegana, disponíveis nos sabores tradicional, pimenta e chocolate. Pioneira na criação da borda recheada, a marca também comercializa pastéis coloridos, pratos simples, panquecas e saladas. A 10 PASTÉIS, rede para os apaixonados por pastel, faturou R$ 65 milhões em 2023 e prevê, em 2024, inaugurar mais 36 lojas. Saiba mais aqui

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Dia Mundial do Veganismo: organizações no Brasil intensificam ações em prol dos animais e do planeta

Dia Mundial do Veganismo reforça urgência de mudanças globais em prol dos animais, do meio ambiente e da saúde




No dia 1º de novembro, o mundo celebra o Dia Mundial do Veganismo, data que nasceu em 1994 pela The Vegan Society com o intuito de conscientizar as pessoas sobre o impacto da exploração animal e promover uma mudança de paradigma na relação entre humanos e animais. Neste ano, as principais organizações que atuam no Brasil em defesa do veganismo e dos direitos dos animais – Mercy For Animals (MFA), Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (Fórum Animal) e a Geração Vegana (Gen V) – intensificam suas ações em meio a um cenário de urgência ambiental e de sofrimento crescente dos animais criados para consumo.


A crise climática, que se agrava a cada dia, é um lembrete de que a transição para uma alimentação à base de vegetais não é apenas uma escolha ética, mas uma necessidade urgente para a sobrevivência do planeta. Pesquisas científicas confirmam que a pecuária industrial é uma das maiores responsáveis pela degradação ambiental, poluição de recursos hídricos e emissão de gases de efeito estufa que agravam a crise climática. Além disso, há uma crescente preocupação com a saúde humana, com estudos apontando a dieta vegana como uma forma eficaz de prevenir diversas doenças crônicas.


A Mercy For Animals, que atua globalmente para acabar com o sofrimento dos animais explorados para alimentação, destaca o impacto brutal do atual sistema de produção de alimentos. A organização realiza investigações na indústria, atua em políticas públicas e corporativas e promove diversificação proteica visando transição para uma alimentação rica em vegetais para reduzir a demanda por produtos de origem animal. "Precisamos transformar radicalmente o sistema alimentar. Enquanto ele continuar a existir, animais presos nesse ciclo de exploração viverão uma vida de dor. A transição para um sistema mais ético e sustentável é urgente, não apenas pelos animais, mas pelo futuro do nosso planeta", afirma Cristina Mendonça, diretora executiva da MFA no Brasil.


A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), uma das maiores organizações veganas do país, recentemente lançou o site www.querovirarvegano.com.br, que oferece suporte prático e contínuo para quem deseja fazer a transição para o veganismo. A plataforma inclui desde cardápios veganos até vídeos educativos e guias de nutrição. “Reconhecemos que a integração social é decisiva para a permanência no veganismo. Nosso novo site foi desenhado para oferecer dicas práticas e criar uma rede de apoio para ajudar nessa jornada. Nosso objetivo é que essa transição seja um passo firme em direção a um mundo mais pacífico e justo”, destaca Mônica Buava, presidente da SVB.


O Fórum Animal, por meio do seu projeto VegMonitor, tem investido em educação e formação vegana, com a oferta de cursos abertos sobre veganismo e sustentabilidade em parceria com diversas universidades. O curso "Veganismo: um modo de viver justo para todos" já formou mais de 2 mil pessoas e continua a democratizar o acesso ao conhecimento. Taylison Santos, diretor executivo do Fórum Animal, reforça: “Nosso objetivo é capacitar as pessoas com informações sólidas, desmistificando o veganismo e mostrando como ele pode ser fundamental na construção de um futuro mais justo e sustentável para todos os seres.”


A Geração Vegana, por sua vez, estreou recentemente o curta-metragem de animação "Santuário", com narração de Xuxa Meneghel na versão brasileira. O filme busca sensibilizar o público para a realidade dos animais resgatados de fazendas e transmitir uma mensagem de compaixão e respeito. “Os nossos esforços na produção do curta visam revelar, de forma sensível e delicada, o sofrimento que os animais enfrentam na indústria alimentícia”, comentou Isabel Siano, diretora no Brasil da Geração Vegana. “É um filme muito interessante. E não é só para a galera que é vegana. É uma mensagem muito bacana para todas as idades ", comentou a apresentadora Xuxa sobre o projeto. A organização acredita que a arte tem o poder de transformar corações e mentes, promovendo um veganismo mais acessível e empático.


Neste Dia Mundial do Veganismo, essas organizações reiteram a urgência de uma mudança de hábitos em prol dos animais, do meio ambiente e da saúde humana. O veganismo, que tem crescido significativamente em todo o mundo, é visto por muitos como uma solução viável e necessária para mitigar os danos causados pela pecuária industrial e construir um futuro mais ético e sustentável.


Serviço:

Data: 1º de novembro

O que é comemorado: Dia Mundial do Veganismo

Organizações participantes: Mercy For Animals, Sociedade Vegetariana Brasileira, Fórum Animal, Geração Vegana


Sites para mais informações:

Geração Vegana: www.geracaov.org

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Livros: Revolução dos humanos: por essa Orwell não esperava

 Gatilho! Violência extrema, crueldade, estupro e política atual. A distopia "O Bicho" revela uma face egoísta e covarde da sociedade

 

E se os humanos nunca tivessem dominado o mundo?  

O que George Orwell não pensou, André L. Nascimento elucidou em sua obra “O Bicho”, publicada pela editora Flyve. Este livro fará com que o leitor repense em tudo que acredita ser certo dentro da sociedade atual, cruel e desequilibrada. 

A distopia é relatada pela história de Dakota, uma cachorra que cansou de ver o mundo maltratando os bichos – que neste caso são os humanos. Engordados em granjas para o abate, com seus couros arrancados para produção de roupas, sugados para ordenhas e vivendo em um mundo no qual são tradados como escória, as pessoas são consideradas seres sem alma. 

A história se desenrola por meio de mentiras, invasões, protestos, perseguições, explosões, estupro, mortes, inteligência artificial e investigações. O autor faz da protagonista uma verdadeira guerrilheira em prol da humanidade, que se torna braço direito do algoz, o ditador. A intenção é implodir o sistema.  

Vegano na luta, André não acredita que os animais devem servir ao homem, portanto, a epifania seguiu seus instintos de justiça, e incitou nessa obra a via contrária. A partir disso, sua escrita vem para expor a crueldade que acontece com os bichos. 

 Humanos nus e de quatro, imundos, saíam pelos bueiros e aberturas entre calçadas e ruas por onde a água da chuva escoava, cautelosos, mas felizes, pois era a única hora em que podiam andar pelo breu dos becos e revirar os lixos, matar a fome. (O Bicho, p. 56) 

Paralelo a todos os sentimentos que esta obra provoca, como repulsa, indignação e, até mesmo, compaixão, o humor ácido é tema com trocadilhos de nomes de políticos, personalidades e influenciadores.   

O Bicho” revisita as inquietações inerentes àqueles que ousam pensar, e não só a causa animal e o consumo de carne desenfreado são a motivação e o assunto. André também aborda a posição das mulheres, identidade de gênero, negacionismo, destruição do meio ambiente, política ditatorial e muito mais. Esta obra é uma leitura necessária em tempos sombrios. 

Ficha Técnica: 
Título do livro: O Bicho
Editora: Flyve   
ISBN/ASIN: 978-65-00-95230-8  
Formato: 14x21cm  
Páginas: 290  
Onde comprar: R$ 61,90 - Amazon

Sobre o autor: Formado em Matemática pela UEMG, em Letras pela UNIMES e pós-graduado em Ensino de Língua Inglesa pela Cruzeiro do Sul, leitor ávido desde que alfabetizado, André cresceu participando e ganhando concursos de redação e poesia, além de escrever peças teatrais para escolas. Aos 14, compôs a letra do hino da E. M. Dr. Manoel Patti. Em 2013, escreveu o roteiro do musical Aladdin da principal escola de música de Passos. Após retornar de um curso de inglês na Oxford College House, em Londres, iniciou a escrita de O Coelho, seu primeiro livro, inspirado, de forma sombria, em Alice no País das Maravilhas. O livro, já em sua segunda edição, foi publicado pela Editora Cabana Vermelha e lançado na Bienal Internacional de SP em 2022. Foi o responsável pelo aparecimento do autor, pela primeira vez, em muitos meios de comunicação pelo país, desde rádios e jornais, até o Portal dos Famosos, UOL, UAI, e IG Queer. Em 2023, o livro foi finalista nos prêmios Reflexo Literário e Ecos da Literatura, em 3º lugar em ambos como melhor fantasia nacional de 2022. Atualmente, André, vegano, atua como professor de inglês e tradutor, vivendo em Passos, Minas, com seus cães resgatados das ruas e auxiliando na luta pelos direitos animais e LGBTQIAPN+. 

terça-feira, 19 de março de 2024

Aumenta em 75% a quantidade de brasileiros adotando o estilo de vida sem carne

Neste Dia Mundial Sem Carne, lembrado em 20 de março, a Bio Mundo relembra que parar ou reduzir o consumo de carne reduz riscos de doenças cardiovasculares, emagrece, diminui o colesterol e melhora a microbiota intestinal

Foto: Divulgação

Um levantamento realizado pelo The Good Food Institute Brasil (GFI Brasil) indicou que o consumo das carnes bovina, suína, de frango e de peixe caiu 67% entre os brasileiros na sua última pesquisa em relação ao ano anterior. Isso ocorreu diante do impacto dos preços mais altos dos produtos e da busca por hábitos mais saudáveis, que passam por maior adoção das proteínas de origem vegetal. A pesquisa também notou que, do total de consumidores que diminuíram a carne na alimentação, 47% pretendiam reduzir ainda mais em 2023.

Esses dados sofrem influência devido ao leque de denominações para os diversos tipos de dietas em consequência da restrição alimentar e escolha por estilos de vida. Veganismo, vegetarianismo, crudivorismo, apivegetarianismo e frugivorismo são algumas dessas dietas que a carne fica totalmente de fora do cardápio.

Tanto que o Brasil está experimentando uma explosão no número de adeptos ao veganismo e vegetarianismo. Uma pesquisa recente do Ibope Inteligência revelou que 14% da população, cerca de 30 milhões de brasileiros, já se considera vegetariana. Esse número representa um aumento notável de 75% em comparação com os dados de 2012, indicando uma mudança significativa nos hábitos alimentares do país. 

Foto: Divulgação
Segundo a nutricionista Fernanda Larralde, especializada em Nutrição Esportiva, Saúde da Mulher e Fitoterapia, formada em Coaching Nutricional e palestrante, parceira da Bio Mundo (rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva), as mudanças de hábitos partem de algo ainda maior. "O que leva as pessoas a mudarem o estilo de vida, principalmente em relação a alimentação está muitas vezes associada a uma ideologia, seja a preocupação com os animais e o meio ambiente, a influência de familiares, motivos religiosos ou espirituais e, em alguns casos, isso ocorre em decorrência de alguma condição clínica. Porém, cada uma delas tem o seu valor e peso individual," afirma.

O mesmo levantamento realizado pelo The Good Food Institute Brasil (GFI Brasil) indicou também que, mais da metade (52%) dos brasileiros reduziu o consumo de carne nos últimos 12 meses por escolha própria. Além disso, praticamente dois em cada três consumidores (65%) consomem alguma alternativa vegetal (legumes, grãos, frutas) em substituição aos produtos de origem animal pelo menos uma vez por semana, enquanto no ano anterior esse percentual era de 59%.

De acordo com a Fernanda, a carne vermelha se destaca principalmente por proporcionar ferro e vitamina B12 - dois nutrientes que, caso estejam em falta no organismo, causam anemia (ferropriva e perniciosa, respectivamente).

"Parar de comer carne tem suas vantagens e desvantagens. A carne é uma das principais fontes de proteínas, cálcio, vitamina B12, minerais extremamente importantes como o ferro e outros. Por exemplo, no caso do ferro, o chamado ferro heme (Fe 2+), também chamado de ferro ferroso ou orgânico, é encontrado apenas em alimentos de origem animal, como carnes, aves e frutos do mar, a partir da hemoglobina e da mioglobina provenientes desses produtos. Então, ao passar para uma dieta mais restrita, a pessoa precisa ter um acompanhamento nutricional para assim compensar esses nutrientes e fazer uma suplementação adequada", continua ela.

Por outro lado, a carne possui gordura e colesterol que, quando consumida em excesso, pode fazer mal ao corpo a longo prazo. A escolha por parar de comer carne pode contribuir para reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, emagrecimento, diminuição do colesterol, melhora da microbiota intestinal, entre outros.

Agora, o maior desafio é não só deixar de consumir a carne, mas saber escolher o melhor alimento para substituir e compor a necessidade nutricional diária. "As dúvidas sobre os alimentos que substituem a carne são frequentes, por isso, é extremamente necessário fazer avaliações clínicas regularmente. Através de exames é possível identificar a necessidade de suplementar e repor cada nutriente de maneira correta, mas é claro, alguns alimentos já são indicados de forma tabelada nas consultas, que podem complementar a alimentação de qualquer pessoa adepta da dieta mais variada", informa a nutricionista.

É claro que os alimentos importantes para compor um prato nutritivo independe da restrição alimentar adotada, é sempre possível fazer substituições ou suplementação adequada de acordo com as indicações médicas.

Edmar Mothé, CEO da Bio Mundo, afirma que o setor foi fortemente impactado por essa onda de conscientização por melhores escolhas na hora de encher as sacolas. " Sempre vemos alguns alimentos como protagonistas de quem opta por substituir a carne. Temos a soja, ervilha, grão-de-bico, amêndoa e cereais em geral. Com essa alta na demanda, sentimos na pele a subida das vendas de todos esses itens e outros mais em toda a rede. Foi uma alta de mais de 38% nos últimos 3 anos" afirma ele frente aos dados das mais de 150 lojas espalhadas pelo país. Isso vale para todo o portfólio das unidades que giram em torno da alimentação saudável, suplementação e o mais variado granel para atender os diversos tipos de públicos. 

"É importante abrir o leque alimentar e investir em leguminosas, como a soja, a lentilha, a ervilha e o grão-de-bico, que são úteis na tarefa de ingerir proteínas. Além disso, é importante incluir cereais integrais, hortaliças, cogumelos, algas e, claro, gorduras saudáveis como a do azeite de oliva, sementes e oleaginosas. E para facilitar a absorção do ferro contido nos legumes, a recomendação é incluir na refeição uma fonte de vitamina C, que pode ser uma fruta cítrica como a laranja, o limão, a acerola e o morango", finaliza Fernanda.

No caso da carne, alimentos para substituí-la são fáceis de encontrar, mas quanto maior a variedade e qualidade no sabor, melhor será, e o desejo de consumir produtos de origem animal também será menor. O fato é que o segredo está na diversidade, por isso, a Bio Mundo pensou em proporcionar uma grande variedade e qualidade dos produtos, e assim assegurar que os adeptos das mais diversas dietas possam encontrar todos os itens necessários para o dia a dia, para a saúde e suplementação em um só lugar.

Sobre a Bio Mundo: A Bio Mundo, rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva, foi fundada em 2015, em Brasília, pelo empresário Edmar Mothé ao lado dos filhos Rafael, Bruna e Adriana. Suas filhas, em especial, já consumiam e "faziam parte" do universo mais saudável e fitness, o que colaborou e incentivou o início de toda a criação.

Possui mais de 150 lojas espalhadas em 19 estados do Brasil em apenas 8 anos de história. Conta com 3.000 produtos em prateleira e mais de 300 opções de produtos à granel.

É a vencedora do Prêmio Líderes do Brasil, com case de expansão regional e nacional e dona do Selo de Excelência em Franchising pela Associação Brasileira de Franchising - ABF.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Sereno de Campo Grande leva o Veganismo para Sapucaí em Ala Vegana!


Com o enredo "4 de Dezembro" a @Sereno de Campo Grande terá a primeira ala vegana/vegetariana do Carnaval Carioca em desfile deste sábado (10/02) na Sapucaí!

A escola da Zona Oeste Carioca, cujo mascote, é a coruja, abre os desfiles da segunda noite da Série Ouro do Carnaval 2024. Entre as novidades, uma ala composta por veganos e vegetarianos residentes no bairro de Campo Grande e adjacências.

A iniciativa de uma ala vegana na Sereno não é nova, estreia ocorreu no carnaval 2023, no desfile da conquista da Série Prata do Carnaval 2023, e como em time que está ganhando não se mexe, a ala vegana / vegetariana segue firme e forte no #carnaval2024, agora, pela Série Ouro e na Av. Marques de Sapucaí!

A coruja (símbolo da sabedoria), é a mascote da Sereno e por conta disso, a escola também é conhecida por Corujinha da Zona Oeste. Importante visar, que nem todos os componentes da escola são veganos ou vegetarianos, porém, a agremiação possui a consciência em não utilizar adereços que explorem animais, especialmente penas de aves em suas fantasias e carros alegóricos.

A ala vegana conta com 50 componentes, porém, a escola terá outros militantes do veganismo em outras alas, passistas e percussionistas. Entre os participantes veganos, estão alguns militantes da causa animal no subúrbio carioca, entre eles; @clau_shimizu (da @vegazô ), @gabrielapetris (da @academiamagarca ), @anpaulrj (coordenadora de ala), @michaelmenesesfotografia (editor do @portalrockpress, diretor do documentário @vermaisofilme e criador do Selo Cultural @Parayba Records), @titoverso, @isacastrox ... entre outros. Ao todo, a Sereno terá cerca de 1200 componentes em seu desfile e que terá início às 21 horas com transmissão ao vivo da TV Band. Vale conferir!

Sobre o Enredo 2024:

Para o Carnaval 2024, o G.R.E.S. Sereno de Campo Grande vai homenagear o orixá Iansã, a Santa Barbara do catolicismo, com o enredo: "4 de Dezembro", de autoria de: Claudio Russo, Jaci Campo Grande, Sérgio Alan, André Baiacu, Beto BR, Laio Lopes, Fabinho Rodrigues, Marcelinho do Cavaco, Reinaldo Chevett, Aurélio Brito e Fábio Bueno Intérpretes: Antônio Carlos e Igor Pitta. OUÇA: www.youtube.com/watch?v=DOW3wJln_Qc 

Relembrando: A ala vegana da G.R.E.S. Sereno de Campo Grande foi pauta do Fabio Chaves no Carnaval 2023: www.instagram.com/reel/CpdTeUGvW_Y/?igshid=MDJmNzVkMjY=

SIGA AS REDES SOCIAIS DO G.R.E.S SERENO DE CAMPO GRANDE: 


FONTE: @vegazô e @paraybarecords

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Manifestação em Copacabana pede o fim do abate dos jumentos brasileiros por chineses

Produto extraído da pele dos animais é usado na China como medicamento, porém não há comprovação de sua eficácia



A Frente Nacional De Defesa Dos Jumentos, formada por ativistas da proteção animal, com o objetivo de lutar jurídica e politicamente de impedir o abate de jumentos brasileiros no Nordeste por matadouros chineses, realizou neste domingo (30/07), manifestações em diversas capitais em nível nacional, inclusive no Rio de Janeiro.

Na capital fluminense, a manifestação se deu na Praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace e reuniu pelo menos 70 ativistas, que realizaram protesto e divulgaram informações sobre o caso.

Compareceram à manifestação diversos representantes de comissões de defesa dos animais da OAB, como da Leopoldina e da Barra da Tijuca, dirigentes de ONGs, protetores independentes, a atriz Alexia Dechamps e diversos ativistas que não economizaram críticas à situação. 

Segundo a advogada animalista Giovana Poker, os abatedouros chineses estão no Brasil para adquirir o 'ejiao', produto extraído do colágeno da pele do jumento, que tem alto valor de comercialização nos países orientais, porém sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia. 

Giovana destaca que "os chineses compram esses jumentos por até 5 Reais, além da despreocupação com a reprodução e a continuidade da espécie, que corre sério risco de extinção, esse abate não movimenta a economia brasileira. E ainda fere a Constituição Federal, que veda expressamente a crueldade contra os animais. A exploração e o abate são regulamentados por diretrizes de bem-estar, estabelecidas pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. No abate chinês os animais ficam confinados sem água e comida e muitos, já debilitados por terem sido explorados anteriormente, morrem antes do abate. Além de ser cruel, essa prática viola a nossa cultura, pois o jumento é um ícone nacional".

Para o advogado Vinicius Cordeiro, ex secretário municipal de Proteção e Defesa dos Animais do Rio de Janeiro, "foi muito importante realizar a manifestação que tem caráter nacional porque ainda é grande a desinformação quanto ao tema, que é grave, já que não somente trata da defesa do animal em si, mas também tema de saúde pública e envolve grave descumprimento a decisão judicial".

Para a advogada Jomara Knoff, presidente da Comissão De Defesa e Proteção Dos Animais da OAB Barra, toda a sociedade deve se unir contra os maus-tratos sofridos pelos jumentos: "Fiquei estarrecida ao saber o que o Nordeste do Brasil tem feito com os nossos jumentos e eu não poderia deixar de participar desta manifestação, unindo minha voz a essa corrente de união e defesa a estes animais. Estão praticando crueldades e maus-tratos ao matá-los em prol de alguns trocados, vendendo-os para a China que desenvolveu um produto que nem eficácia comprovada tem. Todos nós temos a obrigação de pedir socorro pelos jumentos, chamando a atenção para que seja cumprida a liminar concedida em uma ACP em Salvador, intentada pela Frente Nacional De Defesa Dos Jumentos, onde a Juíza entendeu que deve ser proibido o abate a estes animais".

Para saber mais sobre as ações da Frente Nacional De Defesa Dos Jumentos, acompanhe as redes sociais: @frentedefesajumentos. E o site: www.salveosjumentos.org.br