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quarta-feira, 11 de março de 2026

8 dicas infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro

Especialista em comportamento canino explica como desafios mentais e estímulos diários impactam diretamente o bem-estar e o comportamento dos cães


Foto: Freepik


Estimular a inteligência do cachorro vai muito além de ensinar comandos básicos como “sentar” ou “dar a pata”. Cães são animais altamente cognitivos, que precisam de desafios mentais, experiências sensoriais e estímulos diários para manter o equilíbrio emocional. Quando a mente do cão é estimulada, comportamentos indesejados tendem a diminuir, a ansiedade é reduzida e a qualidade de vida do animal melhora de forma significativa.


Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, muitos problemas de comportamento estão ligados à falta de estímulos adequados no dia a dia. “Um cão precisa ser desafiado mentalmente. Estimular a inteligência é uma necessidade básica, não um luxo”, explica.


A seguir, a especialista lista dicas práticas e infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro no dia a dia:


1. Varie os passeios e os ambientes desde cedo

Passear sempre pelo mesmo caminho limita os estímulos do cão. Quando o tutor varia rotas e ambientes, como ruas diferentes, parques, trilhas ou até espaços pet friendly, o cachorro é exposto a novos cheiros, sons e imagens. Essas experiências enriquecem o repertório cognitivo e ajudam no desenvolvimento emocional, especialmente quando iniciadas ainda na fase de filhote", explica. 


2. Aposte em brinquedos interativos

Brinquedos que exigem solução de problemas, como os que liberam petiscos aos poucos, estimulam raciocínio, foco e persistência. Eles ajudam a gastar energia mental, reduzem o tédio e são grandes aliados no controle da ansiedade, principalmente para cães que passam parte do dia sozinhos", diz a especialista.


3. Transforme a alimentação em um desafio

Oferecer comida sempre no mesmo pote elimina uma grande oportunidade de estímulo mental. Tapetes olfativos, brinquedos dispensadores e jogos de busca transformam a refeição em uma atividade cognitiva, além de respeitarem o instinto natural de caça do cão. Comer também pode ser uma forma de aprender", complementa. 


4. Ensine novos comandos, mesmo os mais simples

Aprender algo novo ativa conexões cerebrais. Não é preciso ensinar comandos complexos: desafios simples como ‘deitar’, ‘girar’ ou ‘tocar a mão’ já estimulam memória, atenção e concentração. O mais importante é a constância do treino, e não o nível de dificuldade", analisa Denise.


5. Use mais o corpo e menos a voz

Os cães aprendem muito mais por meio da observação do que da fala. Gestos claros, postura corporal e movimentos bem definidos facilitam o entendimento e mantêm o cão mais atento. Trabalhar comandos com sinais corporais fortalece a comunicação e torna o aprendizado mais eficiente", completa.


6. Invista em enriquecimento ambiental

Caixas de papelão, caixas de ovos, garrafas adaptadas, varais de petiscos, diferentes texturas e objetos seguros espalhados pelo ambiente desafiam o cérebro do cão. O enriquecimento ambiental combate o tédio, reduz comportamentos destrutivos e contribui para a estabilidade emocional", diz.


7. Promova interação social de forma equilibrada

O contato com outros cães e pessoas, quando bem conduzido, estimula habilidades sociais, confiança e adaptação. No entanto, é fundamental respeitar o perfil do animal. Cães inseguros precisam de uma introdução gradual e sempre em ambientes controlados", esclarece a especialista. 


8. Estabeleça uma rotina com estímulos

A inteligência do cão se desenvolve melhor em ambientes previsíveis. Horários definidos para passeio, brincadeiras, descanso e treino organizam o cérebro do animal e facilitam o aprendizado. A rotina traz segurança emocional e cria um terreno fértil para o desenvolvimento cognitivo", completa.


Para Denise, investir em estímulos diários é também uma forma de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. “Quando o cachorro é desafiado de forma saudável, ele se torna mais equilibrado, confiante e feliz. Estimular a inteligência é cuidar da mente, das emoções e da relação entre humano e animal”, finaliza.


Fonte: Dog Corner

terça-feira, 10 de março de 2026

Como cuidar de gatos idosos?

 Por Nathali Vieira*


Foto: Freepik


Quem convive com um gato idoso sabe muito bem como a rotina se transforma para garantir a saúde e qualidade de vida a esse pet. E, por mais que muitos tutores apenas percebam esse envelhecimento através de alguns comportamentos clássicos, como miados mais baixos, pelos mais claros ou sono aumentado, como exemplo, a terceira idade felina começa antes do aparecimento desses sinais mais evidentes, pedindo um ajuste no dia a dia desse animal para garantir seu bem-estar dentro do lar. 

São cerca de 30 milhões de gatos nos lares brasileiros, segundo o PetCenso 2025. Dos 11 anos 14 anos, já podem ser considerados idosos, enquanto, após os 15 anos, são classificados geriátricos - em uma tendência natural de mudanças de comportamentais com o avançar da idade que, inevitavelmente, exigirá um olhar mais atencioso dos tutores quanto sua qualidade de vida. 

Além da alteração da cor do pelo e menor atividade do gato no dia a dia, a mobilidade reduzida e presença de tártaro também são bem comuns no envelhecimento felino. Então, para aumentar a expectativa de vida e garantir que se mantenha em boas condições de saúde, é preciso se atentar a alguns pontos importantes nessa fase. 

A alimentação específica para o pet idoso é crucial, com rações direcionadas a essa faixa etária que contenham todas as vitaminas e nutrientes necessários para seu corpo. Afinal, muitos animais idosos têm necessidades nutricionais especiais, ainda mais aqueles que tiverem algum problema de saúde nesse sentido como, por exemplo, maior dificuldade digestiva. Uma ótima opção para esses gatos, inclusive, são os sachês com fácil absorção. 

Mesmo que os felinos sejam conhecidos por serem bem limpos, o cuidado com sua higiene não pode ficar de fora em sua fase idosa. Isso envolve não apenas os pelos em si, escovando e removendo a pelagem mais velha, como, acima de tudo, a limpeza de seus dentes, a fim de evitar o tártaro e qualquer problema bucal que gere dor e desconforto ao pet. 

O check-up no veterinário não pode ficar de fora dessa lista de cuidados, algo que, inclusive, é indispensável por toda a vida de qualquer animal. Quando falamos do envelhecimento felino e da natural tendência de doenças crônicas, o gato idoso precisa de acompanhamento constante nesse sentido, incluindo a realização de exames preventivos a cada seis meses. Caso tenha uma doença específica, a frequência no médico veterinário deve ser maior, conforme recomendações e orientações do especialista. 

Por fim, o enriquecimento ambiental é outro ponto que faz muita diferença para que o lar esteja adaptado às necessidades e rotina do pet idoso. Isso inclui desde proteger a casa contra qualquer risco à sua saúde, inserindo, por exemplo, tapetes antiderrapantes; ao estímulo de exercícios como forma de evitar que fiquem sedentários. Aposte em brinquedos para gatos, como varas, bolinhas e outros objetos interativos – o que não só ajuda a evitar o sobrepeso, mas também a aliviar dores nas articulações. 

A velhice não precisa ser sinônimo de sofrimento ou de problemas de saúde desgastantes ao animal. O cuidado preventivo faz muita diferença para que os gatos cheguem à terceira idade com qualidade de vida e bem-estar, dando o máximo de conforto ao lado dos tutores. Não espere os sinais da velhice aparecerem, procure, desde já, manter a constância com o acompanhamento veterinário e garantindo que o lar esteja sempre adaptado para garantir o conforto, segurança e diversão do pet. 

*Nathali Vieira é médica veterinária na Pet de TODOS


sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carnaval: 7 sinais de que seu pet não deve ir ao bloco e como protegê-lo do barulho e da folia

Especialista em comportamento animal alerta para riscos físicos e emocionais e orienta tutores sobre como garantir segurança e bem-estar dos pets durante o Carnaval


Foto: Freepik

O Carnaval é sinônimo de alegria, música e aglomeração para os humanos, mas para cães e gatos pode representar um período de alto risco. Barulho excessivo, calor intenso, multidões e mudanças bruscas na rotina estão entre os principais fatores que afetam o bem-estar físico e emocional dos animais. Segundo Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet, o Carnaval já é a segunda data mais estressante para os pets, perdendo apenas para o Ano Novo por conta dos fogos de artifício.

O tutor precisa entender que o que é diversão para ele pode ser uma verdadeira tortura para o animal. Falta empatia em muitas situações. O pet não escolhe estar ali”, afirma o especialista.

A seguir, Cleber lista 5 sinais claros de que seu pet não deve ir ao bloco, além de orientações práticas para protegê-lo do barulho e da folia.

1. Sensibilidade extrema a sons altos

Os cães possuem uma audição muito mais aguçada do que a humana. Apitos, caixas de som, batuques e gritos comuns nos bloquinhos podem causar estresse intenso, medo e até danos auditivos. Animais que já apresentam reações negativas a fogos de artifício ou trovões estão entre os mais vulneráveis, pois entram em estado de alerta muito rapidamente. Mesmo locais próximos aos blocos não são indicados. O animal não consegue identificar a origem do barulho, não entende que aquilo é temporário e passa a viver em alerta constante, o que impacta diretamente o emocional e o comportamento”, explica Cleber.

2. Sinais de estresse, medo ou tentativa de fuga

Tremores, respiração ofegante, choros, vocalizações excessivas, agressividade repentina ou tentativas de se esconder são sinais claros de sobrecarga emocional. Em ambientes cheios, com muitas pessoas e estímulos, o instinto de fuga pode ser acionado. Fuga não é desobediência, é desespero. Muitos acidentes graves acontecem porque o pet está tentando apenas sobreviver ao medo, correndo risco de atropelamentos, quedas ou ferimentos ao tentar escapar por portas, portões ou janelas”, alerta.

3. Risco elevado de hipertermia e desidratação

Os cães têm, em média, dois graus a mais de temperatura corporal do que os humanos. O calor excessivo, somado ao asfalto quente, à aglomeração e à dificuldade de acesso à água, pode levar rapidamente à hipertermia e à desidratação. Se está quente para você, está ainda pior para o pet. Algumas raças, como o Spitz Alemão, podem ter queda de glicose, desmaios e até convulsões em situações de calor intenso associado ao estresse emocional”, explica o especialista.

4. Exposição a perigos físicos invisíveis

Vidros quebrados, lixo no chão, restos de comida, bebidas alcoólicas derramadas e objetos pontiagudos fazem parte dos riscos invisíveis do Carnaval de rua. Além disso, o excesso de pessoas aumenta o risco de pisoteamento e machucados. Fantasias, adereços e acessórios também podem causar dermatites, feridas, assaduras e desconforto térmico. Muitas vezes, o tutor só percebe o problema quando o dano já está feito”, pontua Cleber.

5. Mudanças bruscas na rotina e excesso de pessoas

Reuniões com muitos amigos e familiares, casas cheias e movimentação fora do comum afetam diretamente o emocional dos pets. Animais que vivem em ambientes tranquilos podem se sentir acuados, inseguros ou reagir de forma defensiva ao tentar proteger o território. Muitas casas ficam vazias o ano inteiro e, de repente, recebem 20 pessoas para uma festa de carnaval, por exemplo. O animal não está preparado emocionalmente para essa mudança brusca de rotina e estímulos, o que pode gerar ansiedade, medo e comportamentos indesejados”, diz.

6. Perigo de ingestão de alimentos durante os blocos

Em bloquinhos de Carnaval, é comum haver restos de comida no chão, além de pessoas oferecendo petiscos sem autorização do tutor. Alimentos como chocolate, doces, carnes temperadas, ossos, frituras e até bebidas alcoólicas podem ser ingeridos rapidamente pelo pet, causando vômitos, diarreia, intoxicação e, em casos mais graves, risco de vida. O animal come por impulso, não por escolha. Por isso, levar o pet para ambientes com comida espalhada representa um risco real e imediato à saúde”, alerta.

7. Risco de ferimentos com objetos nas ruas

O chão dos blocos costuma ficar coberto de vidro quebrado, latinhas, tampinhas, espetinhos e outros objetos cortantes. Mesmo com atenção, é impossível controlar todos os passos do animal em meio à multidão. Cortes nas patas, perfurações, ferimentos na boca e infecções são ocorrências comuns nesse tipo de ambiente. Muitas lesões só são percebidas horas depois, quando o pet já está mancando ou sentindo dor”, explica o especialista.

Como proteger o pet durante o Carnaval

A recomendação do especialista é direta: se a ideia for curtir a folia fora de casa, o mais seguro é deixar o pet em um ambiente preparado para isso. Creches, hotéis pet ou serviços de day use estruturados oferecem supervisão, rotina e cuidados adequados, reduzindo significativamente o risco de estresse, acidentes e sobrecarga emocional. Já para quem vai passar o Carnaval em casa, alguns cuidados simples fazem toda a diferença. 

Manter portas e janelas fechadas ajuda a reduzir os ruídos externos e evita fugas, enquanto abafar o som da rua com televisão ligada, música ambiente ou até o barulho do ventilador contribui para diminuir o impacto dos estímulos sonoros. Também é importante criar um espaço seguro para o pet, com caminhas, brinquedos e água sempre disponíveis, permitindo que ele se recolha quando se sentir ameaçado", comenta.

“O Carnaval pode ser divertido para todos, mas só quando o tutor entende que o bem-estar do pet vem antes da fantasia ou da foto. Amor também é saber deixar o animal em paz e fazer escolhas responsáveis”, finaliza Cleber Santos.

Fonte: Comportpet


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Do boato à evidência: o que a ciência explica sobre a nutrição de gatos e cães

Veterinário reúne informações essenciais para orientar escolhas nutricionais mais seguras e bem fundamentadas




Alguns conceitos difundidos sobre como gatos e cães devem ser alimentados ainda geram dúvidas entre tutores e podem influenciar escolhas relacionadas ao bem-estar dos pets. Para ampliar essa discussão, a ROYAL CANIN®, marca referência em Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, reforça a importância de buscar orientações confiáveis sobre o manejo nutricional.

Um dos equívocos mais comuns é a comparação direta entre pets e seus ancestrais selvagens. Após milhares de anos de domesticação, gatos e cães desenvolveram características fisiológicas, anatômicas e comportamentais próprias, que os diferenciam significativamente de lobos e felinos selvagens. Por isso, decisões baseadas apenas nessa analogia não refletem as necessidades atuais dessas espécie

Outro ponto frequentemente levantado é a presença de carboidratos nos alimentos completos e balanceados para pets. Como parte dessas formulações, esses macronutrientes contribuem para a oferta adequada de energia. Condições de saúde como sobrepeso e obesidade, por exemplo, estão muito mais associadas ao consumo calórico total ao longo do dia do que ao tipo isolado de nutriente presente na dieta.

As proteínas vegetais também geram muitas dúvidas. No entanto, quando escolhidas corretamente, podem ser fáceis de digerir e fornecer todos os aminoácidos essenciais que o animal precisa. O mais importante é o equilíbrio nutricional do alimento como um todo, e não apenas a origem da proteína: animal ou vegetal.

Para o Médico-Veterinário Dr. Luciano Trevizan, especialista em nutrição de gatos e cães e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), compreender esses pontos é essencial para apoiar escolhas responsáveis. “A nutrição é um dos pilares da saúde dos pets. Muitos tutores ainda são influenciados por percepções que não refletem a realidade atual. Quando explicamos como os gatos e os cães evoluíram e quais são as suas necessidades hoje, abrimos espaço para decisões mais conscientes, que favoreçam, acima de tudo, a qualidade de vida dos animais”, afirma.

Os subprodutos de origem animal, por sua vez, são frequentemente mal interpretados. Eles recebem esse nome por não serem comumente destinados ao consumo humano, mas são ingredientes seguros e nutritivos, que desempenham papel relevante na composição de dietas completas e equilibradas, além de contribuírem para cadeias produtivas mais eficientes e sustentáveis.

Segundo Carla Pistori, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil, há um grande perigo quando a nutrição animal é discutida sob a ótica humana. “Gatos e cães possuem necessidades nutricionais muito diferentes das nossas, por isso, um dos princípios centrais da ROYAL CANIN® é priorizar os nutrientes, e não ingredientes específicos, e a formulação de nossos alimentos é pautada na ciência. Para a produção de nossos produtos, a seleção dos ingredientes é baseada em critérios rigorosos, como qualidade nutricional, digestibilidade, segurança e sustentabilidade - sempre com foco no que é recomendado para a saúde de cada pet que alimentamos”, explica.

A ROYAL CANIN® reforça seu compromisso em desenvolver soluções nutricionais formuladas sob medida para atender às necessidades dos pets em diferentes fases da vida e condições de saúde. Além disso, apoia a prática veterinária por meio de ferramentas e conteúdos científicos que promovem o aprimoramento do conhecimento em nutrição animal.

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa. https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/ace474b8-6a5b-40df-d744-08de327bb5df/http%253a%252f%252fwww.royalcanin.com%252fbr/70a89200-5bfd-46c9-94ba-9ea2746b2447/mapadaculturarj@gmail.com/True

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Veterinário orienta sobre cuidados essenciais nas viagens de férias com os pets

Identificação, saúde preventiva, transporte seguro e hidratação adequada ajudam a garantir deslocamentos tranquilos nas viagens


Foto: Freepik


Com a chegada das férias de verão, muitas famílias viajam com os seus pets. Para que os deslocamentos sejam tranquilos e seguros, alguns cuidados prévios fazem toda a diferença, desde a preparação do animal até a escolha da forma de transporte.

Médico-Veterinário da Vetnil®Kauê Ribeiro, reforça que viajar com pets exige planejamento e atenção aos detalhes. “Quando nos organizamos com antecedência, evitamos contratempos e proporcionamos uma experiência muito mais confortável tanto para nós quanto para o pet”.

Identificação, a etapa que não pode ser ignorada

Viajar aumenta a chance de desorientação dos pets, especialmente por se tratar de uma situação que foge da rotina do animal. Por isso, a identificação deve ser tratada como prioridade. Plaquinhas com nome e telefone dos responsáveis pelos animais são opções práticas, assim como modelos com QR Code. A microchipagem também é altamente recomendada para quem viaja com frequência.

Em caso de perdas ou fugas, a identificação é um dos fatores que mais contribui para o retorno seguro do animal, pois facilita substancialmente reencontrá-lo. É uma medida simples, mas essencial, e que ganha ainda mais importância quando estamos longe de casa”, ressalta Ribeiro.

Saúde preventiva: consultas, vacinas e vermifugação

Antes de qualquer viagem, o ideal é levar o pet ao Médico-Veterinário para uma avaliação completa. A atualização das vacinas, o controle de vermes e a proteção contra pulgas e carrapatos precisam estar em dia. Além disso, cada região pode apresentar riscos específicos daquele ambiente, exigindo cuidados adicionais que podem ser diferentes dos já conhecidos pelos responsáveis pelos animais.

Durante as viagens, é comum que o pet tenha acesso a ambientes externos e entre em contato com outros animais, o que pode aumentar as chances de exposição a agentes infecciosos, vermes e ectoparasitas. A prevenção é sempre o caminho mais seguro, porém também é importante tratar o animal contra doenças já presentes, como verminoses ou presença de ectoparasitas (pulgas, carrapatos), previamente, garantindo saúde e bem-estar. Esses cuidados de prevenção e tratamento consequentemente envolvem o uso de vacinas, vermífugos e produtos ectoparasiticidas adequados para cada espécie e necessidade”, explica Kauê. A Vetnil® possui em seu portfólio o Vetmax® Plus, um vermífugo de amplo espectro de ação indicado nos casos de diversas infecções por nematelmintos (vermes redondos) e platelmintos (vermes chatos) em cães e gatos

Transporte seguro, do carro ao avião

Para viagens de carro, além de documentos como carteira de vacinação e atestado de saúde, é obrigatório que o pet esteja corretamente acomodado. As opções incluem caixa de transporte, cinto peitoral, cadeirinha ou grade de segurança para animais maiores.

Já em deslocamentos aéreos, o cuidado deve começar bem antes do embarque. “Cada país e cada companhia aérea têm exigências específicas. Em viagens internacionais, isso se intensifica. Planejar com antecedência evita atrasos, transtornos e estresse para os responsáveis pelos animais e para o pet”, afirma o Médico-Veterinário.

Hidratação e alimentação: atenção especial no verão

No Brasil, janeiro é marcado por altas temperaturas, o que deve reforçar os cuidados com a hidratação. Paradas ao longo do trajeto ajudam o pet a beber água, se movimentar e aliviar o calor. É importante sempre oferecer água fresca e pode-se contar com um suporte eletrolítico para estimular à hidratação do pet, especialmente quando, apesar do calor, o pet começa a ficar indisposto para beber água espontaneamente. Para suporte adicional, a Vetnil® oferece o Eletrolítico® Pet, uma solução de reposição rápida de eletrólitos indicada para manter o equilíbrio hídrico antes, durante ou após atividades e deslocamentos. Consulte sempre seu Médico-Veterinário para orientações mais específicas para as necessidades do seu pet.

Para evitar náuseas, recomenda-se não oferecer alimentos nas horas que antecedem a viagem. Em trajetos longos, o ideal é programar paradas para garantir uma rotina segura sem prolongar o jejum. Quanto mais os responsáveis pelos animais se prepararem para esse momento, mais tranquila será a experiência do pet e de todos os que estiverem em sua companhia”, conclui Ribeiro.

Fonte: https://vetnil.com.br/noticia/viagem-nas-ferias-vetnil-r-orienta-sobre-cuidados-com-os-pets


sábado, 3 de janeiro de 2026

Os segredos do bem-estar dos gatos

Enriquecimento ambiental, rotina estruturada e estímulos certos fazem a diferença no comportamento e na qualidade de vida dos felinos




Os gatos têm uma forma única de enxergar o mundo. Mesmo vivendo dentro de casa, mantêm instintos herdados de seus ancestrais, ligados à caça, ao movimento e à observação. Para eles, estímulo físico e mental é uma necessidade diária. Quando o ambiente oferece poucas oportunidades de exploração, é comum surgirem sinais de tédio, estresse e mudanças de comportamento.

Por isso, o bem-estar felino está diretamente ligado à qualidade do ambiente em que ele vive. O chamado enriquecimento ambiental é uma das formas mais eficazes de promover esse equilíbrio. Ele pode ser criado com itens simples, como caixas de papelão, arranhadores e bolinhas, ou ser mais elaborado, com prateleiras altas, túneis e circuitos que incentivem o gato a subir, pular e investigar. A ideia é permitir que ele exercite seus instintos com segurança, gastando energia e mantendo a mente ativa.

As brincadeiras também têm papel fundamental. Itens que imitam presas, como penas ou varinhas, despertam reflexos naturais e ajudam o gato a liberar tensão. Períodos curtos ao longo do dia já são suficientes para melhorar o humor e reduzir comportamentos ligados ao tédio. “Os gatos precisam de estímulos que conversem com o jeito deles de explorar. Quando isso falta, eles tendem a ficar entediados, o que pode gerar miados excessivos, lambedura fora do comum ou desinteresse geral pelas atividades”, explica a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

Outro ponto essencial é a rotina. Gatos se sentem mais seguros quando o dia segue um fluxo previsível. Horários relativamente estáveis, locais definidos para dormir, brincar e se alimentar e um ambiente organizado ajudam a diminuir estresse e favorecem um comportamento equilibrado. Não se trata de rigidez, mas de constância, algo que os felinos valorizam muito.

Dentro dessa rotina, os snacks são aliados interessantes. Quando usados da maneira correta, ajudam a reforçar comportamentos desejados, incentivam o gato durante brincadeiras mais desafiadoras e tornam o enriquecimento ambiental ainda mais envolvente. Esconder pequenas porções de petiscos em brinquedos interativos, por exemplo, transforma a atividade em um jogo de caça que estimula o olfato, a curiosidade e a capacidade de resolver problemas.

Bruna reforça que os snacks cumprem um papel mais amplo do que apenas agradar o paladar. “O uso de petiscos dentro do enriquecimento ambiental tem muito valor. Eles ajudam a direcionar o comportamento do gato, aumentam o engajamento nas brincadeiras e fazem com que o animal associe a atividade a algo positivo. Além disso, quando utilizados em desafios, como brinquedos recheáveis ou trilhas de busca, estimulam o raciocínio e o instinto de caça, que são fundamentais para o bem-estar dos felinos”, comenta a profissional.

No fim, o segredo do bem-estar felino está nos detalhes: uma prateleira extra para observar a casa do alto, alguns minutos a mais de brincadeira ou um petisco oferecido como recompensa na hora certa. São pequenas ações que, somadas, transformam a rotina e fortalecem a relação entre o tutor e o seu gato.

Fonte:  Pet Nutrition


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Estresse Felino: Como proteger o bem-estar dos gatos

Situações comuns do dia a dia podem ser suficientes para gerar tensão como mudanças de casa, reformas, novos móveis ou mesmo a chegada de visitas


Alterações repentinas de comportamento podem sinalizar estresse. Foto: Divulgação


Os gatos são animais extremamente sensíveis e territoriais, capazes de perceber até mesmo pequenas mudanças em seu ambiente. Alterações repentinas de comportamento, como se esconder, miar em excesso ou demonstrar agressividade, podem ser sinais de que o felino está passando por estresse – um problema que vai muito além de simples reações comportamentais.

O estresse prolongado pode comprometer a saúde física, enfraquecer o sistema imunológico e até desencadear doenças urinárias, problemas de pele e alterações no apetite”, alerta a médica-veterinária Marina Tiba, gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

Causas do estresse em gatos

Situações comuns do dia a dia podem ser suficientes para gerar tensão. Mudanças de casa, reformas, novos móveis ou mesmo a chegada de visitas ou novos moradores alteram o território que o gato reconhece como seguro, provocando desconforto.

A convivência com múltiplos gatos também merece atenção: disputas por caixas de areia, brinquedos, água, comida ou locais de descanso são gatilhos frequentes para conflitos. “Nesses casos, oferecer múltiplos recursos para cada gato é fundamental para reduzir disputas e criar um ambiente mais harmonioso”, explica Marina.

Além disso, fatores externos como barulhos intensos, fogos de artifício, visitas frequentes ou a ausência prolongada do tutor podem afetar diretamente o equilíbrio emocional dos felinos.

Sinais de alerta

Identificar os sinais de estresse é o primeiro passo para proteger a saúde emocional dos gatos. Entre os mais comuns estão agressividade, vocalização excessiva, perda de apetite, tendência a se esconder e lambedura compulsiva, que pode levar à queda de pelos. “Esses comportamentos indicam que o animal está tentando lidar com uma situação que não consegue controlar, reforçando a importância de ajustes no ambiente, no manejo diário e da busca por orientação de um médico-veterinário especializado”, destaca Marina.

Estratégias para reduzir o estresse

Existem diversas formas de promover o bem-estar felino em casa. O enriquecimento ambiental é uma das principais: arranhadores, brinquedos interativos, prateleiras e esconderijos ajudam o gato a explorar o espaço de forma segura e estimulante. Além disso, o tempo de brincadeira com o tutor fortalece o vínculo, proporciona diversão e segurança emocional, reduzindo consideravelmente o estresse.

Outro recurso eficaz é o uso de feromônios sintéticos. “Os feromônios são sinais químicos naturalmente produzidos pelos felinos, que transmitem mensagens de segurança, bem-estar e território. As versões sintéticas, que imitam esses sinais, ajudam na adaptação a situações desafiadoras, trazendo mais serenidade e equilíbrio”, explica a veterinária.

Mais confiança, menos estresse

Ao reconhecer os sinais de estresse e adotar estratégias de prevenção, é possível transformar a rotina dos gatos, tornando-os mais confiantes, relaxados e felizes.

Fonte: www.ceva.com.br


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Como cuidar da pele e da pelagem do seu pet

Pequenos cuidados diários, aliados a nutrientes e suplementos estratégicos, auxiliam na manutenção da saúde da pele e redução da queda de pelos


O cuidado com a pele e a pelagem vai muito além da beleza. Foto: Divulgação

Quem convive com cães e gatos sabe: nada é mais preocupante do que ver o pet se coçando sem parar, perdendo tufos de pelo ou apresentando vermelhidão na pele. Esses sinais podem parecer simples, mas muitas vezes escondem alergias, dermatites e até carências nutricionais. O cuidado com a pele e a pelagem vai muito além da beleza — é uma questão de saúde e bem-estar.

O primeiro passo é sempre manter uma rotina de higiene adequada. O banho deve ser feito com produtos próprios para pets, que respeitam o pH da pele dos animais e não causam ressecamento. Shampoos que tenham na composição a aveia coloidal, conhecida por suas propriedades calmantes, hidratantes e protetoras, podem ser usados por cães e gatos que possuam disbiose cutânea. “A aveia tem ação antioxidante, reduz irritações e ajuda a manter a barreira cutânea íntegra, sendo especialmente indicada para animais com tendência a alergias e coceiras, e com infecções de pele recorrentes devido à disbiose cutânea. Produtos que utilizam esse tipo de ativo, proporcionam limpeza suave sem remover os lipídios naturais da pele, garantindo hidratação e conforto após o banho, além de auxiliar na recomposição do microbioma cutâneo”, conta Lucas Piza, médico- veterinário coordenador de produtos da Avert Saúde Animal.

Além da higiene, a hidratação é essencial. Existem loções e sprays formulados especialmente para pets, contendo ativos que nutrem e fortalecem a pele, além de reduzir a perda de água, deixando-a mais resistente e saudável.

Mas não é só por fora que se cuida da pele dos pets: a alimentação e a suplementação também têm papel fundamental. “Fórmulas ricas em cistina que ajudam na produção de queratina e ceramidas (que são proteínas estruturais fundamentais para o crescimento saudável dos pelos), além do extrato de levedura e vitaminas B5 e B1 que auxiliam na integridade da barreira cutânea e na regeneração cutânea, são especialmente úteis na prevenção da queda de pelos e em fases de troca sazonal, promovendo uma pelagem mais densa, brilhante e resistente”, detalha o profissional.

Os probióticos também desempenham um papel estratégico no cuidado com a pele, ajudando a equilibrar a microbiota intestinal e fortalecendo a barreira imunológica cutânea. Suplementos com extrato de Euglena gracilis que atua como um prébiotico também contribuem, além dos probióticos, para o suporte imunológico da pele de cães e gatos, promovendo saúde de dentro para fora e auxiliando nas defesas naturais da pele e na manutenção da integridade cutânea.

Na prática, o tutor pode potencializar os cuidados com a pele e pelagem do pet com pequenas mudanças no dia a dia: escolher shampoos adequados, dar banhos na frequência indicada pelo médico-veterinário, escovar a pelagem regularmente, oferecer uma alimentação de qualidade e, quando necessário, incluir suplementos que reforcem a saúde cutânea.

Cuidar da pele e da pelagem não é apenas uma questão estética, um pet sem coceiras, pele saudável e pelagem brilhante é também um animal mais confortável, ativo e feliz. E hoje, com produtos e ativos específicos desenvolvidos para eles, é possível oferecer um cuidado muito mais eficaz e seguro. Afinal, quando o assunto é saúde da pele, suavidade e ciência precisam andar de mãos dadas.

Fonte: www.avertsaudeanimal.com.br e www.vidamaisromrom.com.br

 

domingo, 17 de agosto de 2025

Idosos de Quatro Patas: cuidados especiais com pets na terceira idade

Mudanças físicas e comportamentais exigem atenção redobrada, cuidados e adaptações na rotina para garantir mais conforto, saúde e qualidade de vida a cães e gatos idosos


 A longevidade animal vem acompanhada de novas necessidades e desafios. Foto: Daniela Calcia / Bonde da Bardot


Com o avanço da medicina veterinária, da nutrição e dos cuidados diários, os pets estão vivendo mais – e melhor. É cada vez mais comum encontrar cães e gatos que ultrapassam os 12, 15 ou até 20 anos de idade; mas, assim como acontece com os humanos, a longevidade animal vem acompanhada de novas necessidades e desafios. A terceira idade dos companheiros de quatro patas exige uma rotina adaptada, mais empatia e atenção aos sinais muitas vezes sutis.

A partir dos 7 anos (em média), cães e gatos começam a apresentar alterações fisiológicas naturais do envelhecimento. A pelagem pode perder brilho, a visão e a audição tendem a diminuir, os músculos ficam menos firmes e as articulações mais sensíveis. Em alguns casos, surgem doenças crônicas, como problemas renais, cardíacos, osteoartrite e até alterações cognitivas, que afetam o comportamento e a interação com o ambiente”, conta a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

Compreender essas mudanças é o primeiro passo para proporcionar uma vida mais confortável e feliz ao pet idoso. A alimentação, por exemplo, precisa ser repensada; rações específicas para a fase sênior contêm menor teor calórico, maior digestibilidade e podem conter ingredientes como condroitina, ômega-3 e antioxidantes, que contribuem para o suporte nessa etapa da vida. Além disso, pets com doenças crônicas podem exigir dietas terapêuticas, de acordo com a condição clínica, formuladas sob orientação veterinária.

Outro aspecto essencial é o conforto e bem-estar. Colchonetes ortopédicos, potes de comida elevados, acesso facilitado a ambientes e pisos antiderrapantes fazem toda a diferença no dia a dia de um animal com mobilidade reduzida. Pequenas adaptações na casa ajudam a prevenir acidentes e reduzem o esforço físico, promovendo maior autonomia para o pet.


Animal pode se tornar mais quieto. Foto: Daniela Calcia / Bonde da Bardot


No comportamento, mudanças também são comuns. “O animal pode se tornar mais quieto, dormir mais horas, interagir menos ou demonstrar irritação em situações antes rotineiras. Em gatos, é frequente a diminuição da limpeza corporal ou o uso incorreto da caixa de areia. Esses sinais não devem ser ignorados, pois podem estar associados ao envelhecimento natural e a possíveis alterações cognitivas típicas da senilidade”, explica a profissional.

E é justamente nesse ponto que os petiscos ganham protagonismo, pois muitas vezes, os animais idosos se tornam seletivos ou perdem parte do apetite – seja por dor, perda de olfato ou alterações digestivas. Petiscos palatáveis e saudáveis podem estimular o interesse pela alimentação, tornando o momento da refeição mais atrativo. Além disso, quando oferecidos de forma estratégica, os snacks ajudam a fortalecer o vínculo afetivo e facilitar momentos desafiadores, como administração de medicamentos, consultas veterinárias ou mudanças na rotina.

Existem, inclusive, petiscos formulados especialmente para essa fase da vida, com baixo teor de sódio, ingredientes funcionais e texturas adaptadas para dentes mais sensíveis. Esses produtos se tornam verdadeiros aliados no bem-estar dos cães idosos, proporcionando prazer sem abrir mão da segurança nutricional”, cita Bruna.

O enriquecimento ambiental continua sendo importante nessa fase. Brinquedos interativos mais leves, estímulos mentais moderados e passeios tranquilos, respeitando o ritmo do animal, mantêm o pet ativo e previnem o declínio cognitivo. E os petiscos podem ser parte desse processo: escondê-los em locais acessíveis, associá-los a jogos de olfato ou usá-los como recompensa são maneiras simples e eficazes de estimular o corpo e a mente.


Cães e gatos idosos continuam sendo excelentes companheiros. Foto: Daniela Calcia / Bonde da Bardot


A visita ao médico-veterinário deve se tornar mais frequente: pelo menos a cada seis meses. Check-ups regulares ajudam a identificar precocemente qualquer alteração de saúde e permitem intervenções mais eficazes e menos invasivas. Exames laboratoriais, avaliações cardíacas e exames de imagem podem ser incluídos no acompanhamento, dependendo do histórico do pet.

Envelhecer é um processo natural – e, com os cuidados certos, pode ser uma fase tranquila, afetuosa e cheia de conexão. “Cães e gatos idosos continuam sendo excelentes companheiros, muitas vezes ainda mais dóceis, sensíveis e ligados aos seus tutores. Oferecer atenção especial nessa etapa é uma forma de retribuir todo o amor e lealdade recebidos ao longo da vida”, afirma a médica-veterinária.

O segredo está na adaptação: ajustar a alimentação, garantir conforto, oferecer estímulos adequados, manter o acompanhamento veterinário em dia e, claro, incluir os petiscos como uma ferramenta de prazer, motivação e carinho. Com isso, a terceira idade dos pets pode ser vivida com alegria e bem-estar – exatamente como eles merecem.

Fonte: Pet Nutrition


quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Dia Internacional do Gato: Você conhece o seu gato?

Para comemorar a data, festejada no dia 8 de agosto, a ROYAL CANIN® ajuda a decifrar os mistérios que cercam os felinos


Gatos mantêm comportamentos ligados ao instinto de caça. Foto: Pixabay


Observadores, seletivos e independentes, os gatos conquistam tutores ao redor do mundo com seu comportamento único. Sua trajetória ao lado dos humanos começou há milhares de anos e foi marcada por diferentes simbolismos culturais, avanços na domesticação e descobertas científicas. Ainda assim, muitos de seus traços seguem despertando fascínio.

As características fisiológicas e comportamentais únicas dos gatos influenciam diretamente a forma como se alimentam, interagem com o ambiente e se relacionam com os humanos. Quanto mais os tutores compreendem esses aspectos, mais preparados estarão para oferecer os cuidados necessários ao longo de toda a vida dos pets”, explica Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil.

Para celebrar a data, a ROYAL CANIN®, marca que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães e comprometida com o bem-estar animal, reuniu uma série de fatos interessantes que contribuem para uma melhor compreensão dos felinos. Confira!

Origem

O gato doméstico (Felis catus) descende do Felis lybica, felino selvagem que habitava regiões desérticas do norte da África e do sudoeste da Ásia. A convivência com os humanos teve início de forma gradual, favorecida pela habilidade desses animais em controlar roedores nos assentamentos. A adaptação a ambientes áridos também explica a baixa ingestão espontânea de água. Esse comportamento é herdado de seus ancestrais, que obtinham grande parte da hidratação por meio dos alimentos. Embora hoje os gatos vivam em ambientes totalmente diferentes de seus habitats de origem, é fundamental estimular o consumo hídrico por meio da oferta de alimentos úmidos e de diferentes fontes de água acessíveis ao longo do dia.


Seu paladar é altamente específico e adaptado às particularidades da espécie. Foto: Divulgação 


Paladar seletivo, ausência de percepção doce e olfato apurado

Seu paladar é altamente específico e adaptado às particularidades da espécie. Os gatos possuem um número reduzido de papilas gustativas e não têm receptores para o sabor doce, sendo biologicamente incapazes de percebê-lo. Além disso, têm o olfato bastante desenvolvido e utilizam principalmente esse sentido para avaliar se um alimento é atrativo ou não. Essas características influenciam diretamente suas preferências alimentares e reforçam a importância de oferecer alimentos formulados especialmente para atender tanto às suas necessidades nutricionais quanto sensoriais.

Longos períodos de sono

Gatos costumam dormir entre 12 e 16 horas por dia, podendo chegar a até 20 horas em certas fases da vida. Esse comportamento está ligado à conservação de energia e ao padrão natural de atividade, mais intenso ao amanhecer e ao entardecer — momentos em que suas presas costumavam estar mais ativas na natureza. O hábito também é herdado de seus ancestrais caçadores, que alternavam repouso e vigília com estratégia e eficiência. Por isso, o descanso prolongado é parte natural da rotina felina.

Vibrissas como ferramentas sensoriais

Os bigodes dos gatos, chamados de vibrissas, estão presentes não só nas laterais do focinho, mas também acima dos olhos, nas bochechas e nas patas dianteiras. Altamente sensíveis, essas estruturas funcionam como sensores táteis e ajudam o animal a perceber variações sutis no ambiente, como correntes de ar, obstáculos e espaços estreitos. Também contribuem para a orientação e o equilíbrio, mesmo em locais pouco iluminados.


Ronronar também pode ocorrer em situações de dor, medo ou estresse. Foto: Reprodução da Internet

Ronronar nem sempre indica prazer

Embora frequentemente associado ao bem-estar, o ronronar também pode ocorrer em situações de dor, medo ou estresse. Trata-se de um comportamento com diferentes funções, que pode ter efeito calmante e auxiliar na autorregulação emocional. Observar o contexto em que o ronronar acontece é essencial para compreender o estado emocional do animal e oferecer os cuidados apropriados.

Visão adaptada à baixa luminosidade

Seus olhos contam com uma estrutura chamada tapetum lucidum, que reflete a luz e amplia a capacidade de enxergar em ambientes com pouca iluminação. Isso os torna mais ativos ao entardecer e durante a noite. Sua visão periférica também é mais ampla do que a dos humanos, o que favorece a detecção de movimentos ao redor. Essa habilidade é especialmente importante para a caça.

Visão adaptada à baixa luminosidade

Seus olhos contam com uma estrutura chamada tapetum lucidum, que reflete a luz e amplia a capacidade de enxergar em ambientes com pouca iluminação. Isso os torna mais ativos ao entardecer e durante a noite. Sua visão periférica também é mais ampla do que a dos humanos, o que favorece a detecção de movimentos ao redor. Essa habilidade é especialmente importante para a caça.

Comunicação olfativa avançada

O olfato é um dos sentidos mais desenvolvidos dos gatos e exerce papel fundamental na forma como se relacionam com o mundo. Além de odores comuns, eles captam feromônios, substâncias químicas utilizadas na comunicação entre indivíduos da mesma espécie. Essas informações são processadas por um órgão especializado chamado órgão de Jacobson, ou vomeronasal, ativado durante a expressão conhecida como flehmen, quando permanecem com a boca entreaberta após cheirar algo intensamente.


Gatos ajustam seu comportamento à convivência doméstica. Foto: Pixabay 

Miado é voltado à comunicação com humanos

Ao contrário do que muitos imaginam, gatos adultos quase não miam entre si. O miado é uma vocalização direcionada principalmente aos humanos, usada para expressar desejos, chamar atenção ou manifestar desconforto. Entre si, eles se comunicam por meio de sinais corporais, posturas, expressões faciais, vocalizações específicas como rosnados e silvos, além de marcas olfativas. Essa adaptação demonstra a inteligência e a capacidade da espécie de ajustar seu comportamento à convivência doméstica.

Organização territorial estruturada

Os felinos dividem seu ambiente em zonas específicas para atividades como alimentação, descanso, eliminação e brincadeiras. Essa setorização é instintiva e essencial para o bem-estar emocional, pois permite que o gato se sinta seguro e no controle do seu território. Mudanças bruscas ou desestruturação desses espaços podem gerar estresse. Por isso, é fundamental respeitar seu território e manter rotinas previsíveis.

Instinto de caça preservado

Mesmo bem adaptados à vida doméstica, os gatos mantêm comportamentos ligados ao instinto de caça. Perseguir, agarrar e capturar objetos durante brincadeiras são formas naturais de expressão desse comportamento. Estimular essas atividades com brinquedos interativos promove saúde física, equilíbrio emocional e fortalece o vínculo com o tutor.

Apesar de todas as evoluções e mudanças às quais foram submetidos, o instinto de caça e as necessidades naturais dos gatos permanecem intactos. Conhecê-los, compreendê-los e respeitá-los é essencial para assegurar seu bem-estar.

Entendemos que é responsabilidade dos tutores adaptar o ambiente e até mesmo seu próprio comportamento às necessidades dos pets. Não apenas para promover bem-estar e uma boa convivência, mas também para prevenir problemas comportamentais e impactos negativos na saúde a longo prazo. A missão da ROYAL CANIN® vai além de desenvolver e fornecer uma nutrição adaptada a cada animal — é também compartilhar conhecimento e torná-lo acessível para o maior número possível de pessoas”, complementa Priscila.

Fonte: ROYAL CANIN®


quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Mitos e verdades sobre os petiscos para pets

Descubra por que os snacks podem (e devem) fazer parte da rotina dos cães e gatos com equilíbrio e muito mais bem-estar


O tema ainda gera dúvidas em muitos tutores, mas a chave é o equilíbrio. Foto: Divulgação


Durante muito tempo, os petiscos foram vistos apenas como pequenos agrados, , oferecido sem maiores pretensões além de agradar o paladar dos pets. Mas esse olhar vem mudando – e com razão. Com a evolução do mercado de pet food, o aumento na variedade de produtos e a valorização do bem-estar animal, os snacks passaram a ocupar um papel mais estratégico na rotina de cães e gatos, sendo utilizados para momentos de carinho, recompensa, cuidado e interação com os nossos companheiros.

Porém, o tema ainda gera dúvidas em muitos tutores. Por isso, para auxiliar a desmistificar o assunto, a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, listou alguns mitos e verdades sobre os snacks.

Verdade: Quando oferecidos com moderação e escolhidos com critério, os petiscos são benéficos

A chave é o equilíbrio. Os, snacks devem representar até 10% da ingestão calórica diária do animal. No entanto, é fundamental que a oferta de petiscos siga sempre a orientação do médico-veterinário, considerando a condição clínica e as necessidades específicas de cada pet. Atualmente, o mercado oferece opções com fórmulas funcionais que vão além do sabor. Existem, por exemplo, petiscos que contribuem para o cuidado oral, entre tantos outros benefícios.

Mito: Petiscos só servem como agrado

Além dos benefícios nutricionais, os petiscos também têm impacto comportamental. São ferramentas valiosas de reforço positivo: ao associar o snack a um comportamento desejado, como sentar, responder a comandos ou voltar para a caminha, o animal aprende de forma mais leve e motivada. Isso os torna aliados importantes no adestramento, na criação de novos hábitos e até mesmo em processos de socialização ou ambientação.

Verdade: Os snacks também são benéficos para os gatos

Os felinos, muitas vezes considerados mais seletivos, também se beneficiam dos petiscos. Quando utilizados de forma criativa – escondidos pela casa, dentro de brinquedos ou em momentos de desafio mental – os snacks estimulam os instintos naturais do gato, ajudam a combater o tédio e podem auxiliar o manejo em situações de estresse, como mudanças no ambiente ou visitas ao médico-veterinário. Além disso, os petiscos podem ser grandes aliados na criação de uma rotina de interação entre tutor e gato. Oferecê-los em momentos como a chegada ou saída de casa, ou incorporá-los a brincadeiras diárias, fortalece o vínculo afetivo, contribui para o bem-estar do felino e transforma a experiência em algo positivo para ambos.

Mito: Petiscos não têm impacto no relacionamento com os pets

Oferecer um snack não é apenas uma forma de agradar – é um gesto de conexão. É nesse pequeno momento que se fortalece o vínculo entre tutor e pet, criando experiências positivas que fazem diferença no bem-estar geral do animal. Quando utilizados com responsabilidade, os petiscos deixam de ser um simples snack e passam a ser uma extensão do cuidado, da atenção e do carinho.

Deixar os mitos para trás e enxergar os petiscos com uma nova perspectiva é essencial. Eles complementam o dia a dia com sabor, estímulo e afeto. E para os nossos amigos de quatro patas, isso se traduz em qualidade de vida”, afirma a profissional

Outro ponto que merece destaque quando o assunto são os petiscos é a personalização. Hoje existem snacks formulados para diferentes condições e fases da vida: filhotes em fase de crescimento, adultos ativos, idosos, ou até mesmo animais com dietas restritivas. Isso amplia ainda mais as possibilidades de uso e reforça que, com orientação veterinária, os petiscos podem e devem ser incluídos na rotina, respeitando sempre a condição clínica individual de cada pet

Fonte: https://www.petnutrition.com.br/


terça-feira, 5 de agosto de 2025

Vacinação evita a morte prematura de cães e gatos*

Doenças infecciosas são as que mais matam pets no Brasil, junto com câncer e traumatismo; médicos veterinários listam vacinas indispensáveis


Vacinar é um ato de amor e responsabilidade. Foto: Divulgação

As doenças infecciosas estão entre as principais causas da mortalidade de cães e gatos, especialmente filhotes ou adultos não vacinados. Entre os cães, a cinomose e a parvovirose são as mais comuns. Para os gatos, a grande vilã é a Felv (leucemia viral felina), mas há uma infinidade de outras doenças infecciosas e contagiosas que são preocupantes.

De acordo com a médica veterinária Ana Elisa Arruda Rocha, a forma mais eficaz de prevenção das doenças evitáveis são as vacinas. Associada aos cuidados veterinários adequados, a vacinação pode reduzir drasticamente a taxa de mortalidade dos pets.

Apesar dos avanços na medicina veterinária, milhares de cães e gatos ainda morrem anualmente no Brasil por doenças que poderiam ser prevenidas com a vacinação”, alerta a professora do curso de Medicina Veterinária do UniCuritiba.

A falta de informação dos responsáveis ou falta de acesso a cuidados básicos são agravantes. A parvovirose, altamente contagiosa e fatal para filhotes, é responsável por quase metade das mortes de cães não vacinados nos primeiros meses de vida.

Já a cinomose, outra doença grave, tem taxa de mortalidade ainda superior em casos não tratados. E mesmo com tratamento, muitos cães podem vir a óbito ou ficar com sequelas importantes.


Vacinar é mais seguro e menos oneroso. Foto: Divulgação


Entre os gatos, além da leucemia viral, a panleucopenia felina (conhecida como cinomose felina) também figura como uma ameaça silenciosa. "A vacinação é uma forma eficaz de prevenção de doenças. O problema é que negligenciam esse cuidado e só buscam ajuda quando o animal já está em estágio crítico”, comenta a professora.

Ela diz que a função preventiva da vacina acaba sendo de baixo custo quando comparada ao atendimento veterinário de suporte, caso o animal fique doente. “Nesses casos, além da consulta, serão necessários exames, medicamentos, internação e, em alguns casos, UTI veterinária. O tratamento pode ser longo, oneroso e sem garantias de sucesso”.

Campanhas públicas de vacinação gratuita contra a raiva, por exemplo, são comuns em algumas cidades, mas outras imunizações essenciais ficam de fora do radar de muitas famílias. “Apesar das dificuldades, vacinar será sempre mais seguro e menos oneroso”, afirma a médica veterinária e professora do UniCuritiba.

Os protocolos, continua Ana Elisa, devem ser individualizados, pois existem orientações que variam de acordo com idade, raça, espécie, estilo de vida e condição de saúde dos animais.

Para ajudar os responsáveis a organizarem o esquema vacinal de seus pets, o médico veterinário Luís Felipe Kühl, professor e responsável técnico da Clínica Escola de Medicina Veterinária do UniCuritiba, lista as vacinas indispensáveis para cães e gatos. “Vacinar é um gesto de amor e de responsabilidade”, diz.

Para cães

● Polivalente: conhecida popularmente como V8 ou V10, protege contra diversas doenças, incluindo cinomose, parvovirose, leptospirose, entre outras. Ela pode ser aplicada a partir dos 42 dias de vida e, geralmente, requer três a quatro doses, que devem ser completadas depois de quatro meses de idade. Após essa fase inicial, o reforço é anual. Também existe a vacina bivalente, que oferece proteção contra cinomose e parvovirose. Ela pode ser administrada a partir dos 28 dias de vida, ou seja, já na quarta semana de vida do filhote.

● Antirrábica: obrigatória em muitas regiões e situações. Deve ser aplicada em dose única a partir dos 4 meses de idade, com reforço anual para garantir a proteção contínua.

● Vacina contra o Complexo Respiratório Canino (Tosse dos Canis): recomendada para reforçar a imunidade contra doenças respiratórias. É especialmente indicada para cães que frequentam creches, hotéis, parques ou ambientes com grande circulação de animais.

Para Gatos

● Polivalente: é essencial para a prevenção de doenças comuns nos felinos e está disponível em diferentes versões: a V3 protege contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose; a V4 inclui também a clamidiose, e a V5 oferece proteção adicional contra a Leucemia Viral Felina (FeLV).

O protocolo vacinal deve ser iniciado ainda nos primeiros meses de vida, com a dose final aplicada após os quatro meses de idade e com o reforço anual. Além disso, existe uma vacina individual contra a Leucemia Viral Felina, que pode ser indicada conforme o estilo de vida e o risco de exposição do animal.

● Antirrábica: assim como em cães, é obrigatória e requer dose anual.

*Em caso de dúvidas, consulte um médico-veterinário de confiança.

Fonte: UniCuritiba 


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Como voltar à rotina do pet após as férias?

Adaptação gradual ajuda os cães e gatos a superarem a mudança e retomarem o equilíbrio emocional


Ideal é retomar gradualmente a rotina anterior as férias. Foto: Divulgação


Após o período de férias, marcado por maior convivência, passeios e brincadeiras, o retorno à rotina pode ser um momento desafiador para muitos pets. A mudança brusca no ritmo e na presença do tutor pode desencadear sinais de estresse, ansiedade e alterações comportamentais, especialmente em animais mais sensíveis.

A médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, explica que essa transição precisa ser feita com cuidado e paciência. “Durante as férias, o pet se acostuma com uma rotina diferente, muitas vezes com mais estímulos e companhia. Quando o tutor retoma as atividades profissionais e escolares, o pet pode sentir-se solitário, o que pode levar a comportamentos de agitação ou apatia”, afirma.

Para minimizar os efeitos dessa mudança, o ideal é retomar gradualmente a rotina anterior as férias. Reestabelecer horários fixos para alimentação, passeios e descanso ajuda o pet a entender e aceitar a nova dinâmica familiar. Além disso, a oferta de enriquecimento ambiental é fundamental nesse momento. Brinquedos interativos, desafios alimentares e espaços seguros para explorar contribuem para manter o pet ocupado e reduzir a sensação de tédio.

O uso de petiscos como reforço positivo também é uma excelente estratégia. Eles podem ser oferecidos quando o pet demonstra comportamentos calmos ou se entretém sozinho, incentivando atitudes que favorecem sua adaptação”, sugere a profissional.

É importante que o tutor esteja atento a sinais de que o pet não está lidando bem com a mudança, como perda de apetite, alterações no sono, comportamento agressivo ou destrutivo. Nesses casos, pode ser necessário o suporte de um profissional especializado em comportamento animal.

Com afeto, paciência e as estratégias adequadas, o retorno à rotina pode ser tranquilo, preservando o bem-estar do pet e fortalecendo ainda mais o vínculo com o tutor. “Os pets são altamente adaptáveis, desde que sintam segurança e apoio. Cabe ao tutor facilitar essa transição, garantindo que o animal se sinta amado e protegido mesmo diante das mudanças”, finaliza Bruna.

Finte: Pet Nutrition


domingo, 3 de agosto de 2025

Zoonoses exigem atenção das famílias multiespécies e dos profissionais de saúde

Com o aumento da família multiespécie cresce também o desafio de conscientizar a população sobre cuidados preventivos, vacinação, higiene e visitas regulares ao médico-veterinário


Toxocaríase e ancilostomíase são verminoses comuns, causadas por parasitas intestinais de cães e gatos, com maior incidência em regiões de vulnerabilidade social e entre crianças. Foto: Freepik


A convivência próxima entre humanos e animais de estimação é uma realidade consolidada no Brasil, onde estatisticamente há 1,8 animal de estimação por residência, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do IBGE. Apesar dos pontos positivos dessa interação é essencial o alerta sobre a necessidade de conhecimento e prevenção de zoonoses, como leptospirose, esporotricose, febre maculosa e toxoplasmose.

Cada vez mais vivemos em famílias multiespécies, com vínculos afetivos profundos entre pessoas e animais. No entanto, essa proximidade impõe responsabilidades, especialmente quando falamos de zoonoses. A saúde dos pets está diretamente conectada à saúde dos humanos”, alerta a médica-veterinária e country manager da VetFamily no Brasil, Stella Grell. Dentre suas atuações, a maior comunidade global e nacional de médicos-veterinários busca fortalecer o conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental. 


Vacinação periódica, controle de ecto e endoparasitas, manejo ambiental e visitas ao médico-veterinário são medidas preventivas para zoonoses. Foto: Freepik


Principais zoonoses 

Leptospirose
Transmitida pela bactéria Leptospira, a doença tem grande disseminação após chuvas intensas e alagamentos, sendo transmitida aos seres humanos pela urina de animais infectados, principalmente de roedores, que são capazes de carrear leptospiras patogênicas causadoras de infecção humana.

Os sintomas em humanos incluem febre, dores musculares, vômitos, icterícia e, em casos graves, podem causar insuficiência renal, hemorragias e até a morte. Em pets, os sinais são semelhantes, podendo evoluir rapidamente. A prevenção envolve vacinação, controle e higiene ambiental, descarte correto de resíduos e controle de roedores. 

Esporotricose
Causada por fungos do gênero Sporothrix encontrados em solo e vegetação em decomposição, pode ser transmitida por contato com o meio contaminado e, principalmente, por arranhões, mordidas ou secreções de gatos infectados, que são os principais reservatórios urbanos da doença. Ela atinge pele e mucosas e, em alguns casos, olhos, ossos, pulmões e até o sistema nervoso central.

No início de 2025, a esporotricose humana passou a fazer parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória e deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Raiva

Prevenida por meio de vacinação, a raiva está entre as mais graves zoonoses e é transmitida através da mordida de animais infectados, como cães, gatos, primatas e morcegos. A raiva é causada por um vírus que atinge o sistema nervoso central, com alta taxa de mortalidade após o surgimento dos primeiros sintomas. A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação regular de cães e gatos e atenção a casos suspeitos em animais silvestres. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), entre 2010 e 2025 foram registrados apenas 50 casos de raiva humana no Brasil, reforçando a importância de campanhas de imunização e vigilância epidemiológica.

Febre maculosa brasileira
É transmitida por carrapatos-estrela (Amblyomma cajennense) infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os sintomas da doença incluem febre alta, dores no corpo, manchas avermelhadas e mal-estar e pode ser fatal, se não tratada nas primeiras 48 a 72 horas. O controle de carrapatos, hospedeiros comuns de capivaras e cães, e a exposição cuidadosa a ambientes com potencial de risco são medidas essenciais.

Toxoplasmose
A doença é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e sua transmissão ocorre principalmente através da ingestão de alimentos contaminados como carnes malpassadas ou cruas, verduras e legumes não higienizados corretamente. Embora muitos casos sejam assintomáticos, pode ser grave em gestantes, com risco de aborto ou malformações fetais. A prevenção está diretamente ligada aos cuidados com a higiene alimentar: cozinhar bem as carnes, lavar corretamente frutas e vegetais e manter bons hábitos de preparo dos alimentos. Consultas veterinárias regulares também são importantes no controle da infecção em animais de estimação e o médico-veterinário tem um papel importante no processo de educação e informação em saúde.


Toxocaríase e ancilostomíase
São duas verminoses intestinais causadas por parasitas de cães e gatos, com maior incidência em regiões de vulnerabilidade social, especialmente entre crianças. A toxocaríase ocorre quando humanos, geralmente crianças, ingerem ovos do parasita presentes em solo ou areia contaminados com fezes de animais infectados. Já a ancilostomíase é adquirida pelo contato direto da pele com larvas presentes no solo contaminado, que penetram ativamente através da pele, principalmente ao andar descalço.

Leishmaniose visceral
Transmitida pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia spp.) infectado pelo protozoário Leishmania infantum, agente causador da leishmaniose visceral no Brasil, a doença acomete cães e humanos, provocando sintomas como febre persistente, emagrecimento, aumento do baço e do fígado, podendo levar à morte, se não tratada.

Os cães não transmitem diretamente a doença, mas atuam como principais reservatórios para o mosquito vetor. Por isso, a prevenção é fundamental, tanto para a saúde humana quanto animal, e deve incluir uso de repelentes específicos nos cães, controle da população de vetores e cuidados ambientais, como evitar o acúmulo de matéria orgânica onde o mosquito possa se reproduzir.  


A saúde dos pets está diretamente conectada à saúde dos humanos_Imagem_Freepik


Prevenção é responsabilidade compartilhada

Boa parte das zoonoses pode ser prevenida com medidas simples, como vacinação periódica, controle de ecto e endoparasitas, manejo ambiental e visitas regulares ao médico-veterinário. Há no mercado soluções seguras e eficazes contra pulgas, carrapatos e vermes intestinais que contribuem com a prevenção”, explica Stella.

A abordagem integrada entre humanos, animais e meio ambiente é essencial para mitigar os impactos das zoonoses, inclusive aquelas que ainda podem emergir. “Prevenção e exames regulares são essenciais tanto para humanos como para animais. Check-ups veterinários devem ser feitos ao menos uma vez ao ano ou em intervalos menores para pets idosos ou com comorbidades. Médicos-veterinários não cuidam apenas de pets – cuidam da saúde coletiva”, finaliza Stella.

Fonte: VetFamily