terça-feira, 10 de março de 2026

Como cuidar de gatos idosos?

 Por Nathali Vieira*


Foto: Freepik


Quem convive com um gato idoso sabe muito bem como a rotina se transforma para garantir a saúde e qualidade de vida a esse pet. E, por mais que muitos tutores apenas percebam esse envelhecimento através de alguns comportamentos clássicos, como miados mais baixos, pelos mais claros ou sono aumentado, como exemplo, a terceira idade felina começa antes do aparecimento desses sinais mais evidentes, pedindo um ajuste no dia a dia desse animal para garantir seu bem-estar dentro do lar. 

São cerca de 30 milhões de gatos nos lares brasileiros, segundo o PetCenso 2025. Dos 11 anos 14 anos, já podem ser considerados idosos, enquanto, após os 15 anos, são classificados geriátricos - em uma tendência natural de mudanças de comportamentais com o avançar da idade que, inevitavelmente, exigirá um olhar mais atencioso dos tutores quanto sua qualidade de vida. 

Além da alteração da cor do pelo e menor atividade do gato no dia a dia, a mobilidade reduzida e presença de tártaro também são bem comuns no envelhecimento felino. Então, para aumentar a expectativa de vida e garantir que se mantenha em boas condições de saúde, é preciso se atentar a alguns pontos importantes nessa fase. 

A alimentação específica para o pet idoso é crucial, com rações direcionadas a essa faixa etária que contenham todas as vitaminas e nutrientes necessários para seu corpo. Afinal, muitos animais idosos têm necessidades nutricionais especiais, ainda mais aqueles que tiverem algum problema de saúde nesse sentido como, por exemplo, maior dificuldade digestiva. Uma ótima opção para esses gatos, inclusive, são os sachês com fácil absorção. 

Mesmo que os felinos sejam conhecidos por serem bem limpos, o cuidado com sua higiene não pode ficar de fora em sua fase idosa. Isso envolve não apenas os pelos em si, escovando e removendo a pelagem mais velha, como, acima de tudo, a limpeza de seus dentes, a fim de evitar o tártaro e qualquer problema bucal que gere dor e desconforto ao pet. 

O check-up no veterinário não pode ficar de fora dessa lista de cuidados, algo que, inclusive, é indispensável por toda a vida de qualquer animal. Quando falamos do envelhecimento felino e da natural tendência de doenças crônicas, o gato idoso precisa de acompanhamento constante nesse sentido, incluindo a realização de exames preventivos a cada seis meses. Caso tenha uma doença específica, a frequência no médico veterinário deve ser maior, conforme recomendações e orientações do especialista. 

Por fim, o enriquecimento ambiental é outro ponto que faz muita diferença para que o lar esteja adaptado às necessidades e rotina do pet idoso. Isso inclui desde proteger a casa contra qualquer risco à sua saúde, inserindo, por exemplo, tapetes antiderrapantes; ao estímulo de exercícios como forma de evitar que fiquem sedentários. Aposte em brinquedos para gatos, como varas, bolinhas e outros objetos interativos – o que não só ajuda a evitar o sobrepeso, mas também a aliviar dores nas articulações. 

A velhice não precisa ser sinônimo de sofrimento ou de problemas de saúde desgastantes ao animal. O cuidado preventivo faz muita diferença para que os gatos cheguem à terceira idade com qualidade de vida e bem-estar, dando o máximo de conforto ao lado dos tutores. Não espere os sinais da velhice aparecerem, procure, desde já, manter a constância com o acompanhamento veterinário e garantindo que o lar esteja sempre adaptado para garantir o conforto, segurança e diversão do pet. 

*Nathali Vieira é médica veterinária na Pet de TODOS


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