Mostrando postagens com marcador políticas públicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador políticas públicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de março de 2026

Tráfico digital: como grupos de WhatsApp, Facebook e marketplaces impulsionam o comércio de animais no início do ano

Plataformas digitais funcionam como vitrines e canais de negociação para o comércio ilegal de fauna


Foto: Divulgação

Pesquisas acadêmicas mostram que redes sociais e aplicativos de mensagens se tornaram uma das principais infraestruturas do tráfico de animais silvestres. Grupos privados, perfis temporários e anúncios disfarçados permitem que vendedores ofereçam aves, répteis e mamíferos com entrega por transporte rodoviário ou correio informal, muitas vezes durante o período de férias, quando há maior circulação de pessoas.

Esses ambientes digitais dificultam a fiscalização porque perfis e grupos podem ser recriados rapidamente após denúncias. O resultado é um mercado fragmentado, porém constante, que conecta áreas de captura a consumidores urbanos em poucos cliques.


O Instituto Líbio, organização que recebe e reintroduz animais vítimas desse sistema, integra a Campanha Agora Você Sabe para alertar sobre a dinâmica do tráfico online e os riscos de interagir com esse tipo de conteúdo.


O comércio digital reduziu a distância entre quem captura e quem compra, o que amplia o número de animais retirados da natureza”, diz Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Informar o público sobre esses canais é parte da prevenção.”


Conheça a campanha no link: https://www.instagram.com/reel/DRk25ZyDy_h/?igsh=OHgya2h2ODBveXFt


Referências: Northumbria University — Wildlife trafficking via social media.


Promessas de bem-estar animal em publicidade entram no radar do debate sobre direito do consumidor

Organizações da sociedade civil alertam para o uso crescente de alegações de bem-estar animal em campanhas publicitárias sem transparência verificável sobre as práticas adotadas pelas empresas



De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), toda informação publicitária deve ser clara, verdadeira e passível de comprovação. Quando mensagens institucionais apresentam compromissos ou práticas éticas sem transparência sobre sua implementação, surge o risco de caracterização de propaganda enganosa ou potencialmente enganosa.


Para o movimento Stop Humane Washing (SHW), que monitora compromissos públicos de bem-estar animal assumidos por empresas, a ausência de dados verificáveis sobre essas alegações tem se tornado uma preocupação crescente.


“O consumidor tem direito de saber se aquilo que aparece na publicidade corresponde de fato às práticas adotadas pelas empresas. Quando compromissos são anunciados publicamente, é fundamental que haja transparência sobre prazos, metas e evolução da implementação”, afirma Lucas Galdioli, que realiza a gerência da iniciativa.


O fenômeno conhecido internacionalmente como “humane washing” descreve situações em que empresas utilizam o tema do bem-estar animal como estratégia de reputação ou marketing sem fornecer informações claras que permitam verificar o cumprimento dessas promessas.


Segundo Yuri Lima, mestre em Direito Animal, o comportamento do consumidor exerce papel central nesse processo: “O consumidor sempre dita as regras do mercado. À medida que cresce a preocupação com questões éticas, aumenta também a exigência para que as empresas sejam mais transparentes sobre toda a sua cadeia produtiva e sobre a rotulagem de seus produtos”, afirma em sua dissertação.


Pesquisas acadêmicas indicam que o uso de mensagens associadas ao bem-estar animal pode ter forte impacto sobre a percepção do consumidor. Estudos apontam que muitas pessoas têm conhecimento limitado sobre as condições reais de produção de alimentos de origem animal, o que pode torná-las mais suscetíveis a mensagens publicitárias que evocam imagens de cuidado ou respeito aos animais.


Para Karynn Capilé, pós-doutora em Bem-Estar Animal pela Universidade Federal do Paraná, a associação entre marketing e bem-estar animal também pode ter motivações estratégicas: “Passar a mensagem de que os animais são felizes é um bom negócio para o marketing. Essa narrativa ajuda a proteger as empresas de críticas, atrai consumidores dispostos a pagar mais por produtos considerados éticos e tranquiliza aqueles que querem agir de forma mais favorável aos animais e ao meio ambiente, mas sem mudar radicalmente seus hábitos de consumo”, explica em sua tese.


Estudos sobre comportamento do consumidor também indicam que o crescente conhecimento científico sobre emoções e cognição animal, aliado às críticas à produção animal intensiva, abriu espaço para o uso mais frequente do tema do bem-estar animal na comunicação de marcas. Em muitos casos, porém, pesquisadores apontam que o discurso publicitário pode recorrer a termos técnicos ou expressões associadas ao bem-estar animal sem que haja mudanças significativas nas práticas produtivas, fenômeno que vem sendo comparado a estratégias semelhantes ao chamado “greenwashing”.


A partir de 2016, diversas empresas do setor alimentício passaram a anunciar compromissos públicos relacionados ao bem-estar animal, especialmente no que se refere à substituição de ovos produzidos em sistemas de confinamento em gaiolas por ovos provenientes de sistemas livres de gaiolas (cage-free). A maioria dessas empresas estabeleceu 2025 como prazo para a transição completa em suas cadeias de fornecimento.


Contudo, segundo a Stop Humane Washing, em muitos casos não há informações públicas atualizadas sobre o progresso dessas metas, como percentuais de implementação, relatórios de acompanhamento ou eventuais revisões de prazo. Para o movimento, a questão central não é apenas a adoção ou não de determinadas práticas, mas a transparência sobre compromissos assumidos publicamente.


“O problema começa quando compromissos são anunciados e utilizados na comunicação institucional das empresas, mas não existem dados públicos verificáveis que permitam acompanhar sua implementação. Isso cria uma assimetria de informação que prejudica o consumidor”, afirma a organização.


Além das possíveis implicações reputacionais, o tema também pode ter impactos jurídicos, especialmente quando mensagens institucionais ou publicitárias induzem o consumidor a acreditar que determinadas práticas já foram implementadas ou estão em estágio avançado sem evidências públicas que confirmem essa informação.


O debate também dialoga com agendas globais de sustentabilidade e governança corporativa. A transparência na comunicação de compromissos socioambientais está diretamente relacionada aos princípios de consumo e produção responsáveis e integridade institucional, temas previstos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.


Nesse contexto, movimentos da sociedade civil têm ampliado o monitoramento de compromissos corporativos e buscado estimular maior transparência na comunicação das empresas com consumidores.


A Stop Humane Washing afirma que continuará acompanhando compromissos públicos de bem-estar animal e cobrando maior clareza sobre sua implementação: “O objetivo é fortalecer o direito à informação e incentivar que compromissos públicos sejam acompanhados de dados verificáveis. “Quando empresas transformam compromissos em argumento de marketing, a transparência deixa de ser opcional. Sem dados verificáveis, o consumidor não consegue distinguir a promessa de realidade.”


Mais informações e análises sobre bem-estar animal, transparência corporativa e alegações de bem-estar animal na comunicação de empresas podem ser consultadas em portavozanimal.org. Atualizações da iniciativa também estão disponíveis no Instagram @stophumanewashing e na newsletter da Stop Humane Washing: https://stophumanewashing.ipzmarketing.com/f/4kk6e-fbbX8.


sexta-feira, 7 de novembro de 2025

SES-RJ emite mais de 200 carteirinhas de cães de suporte emocional

Anúncio foi feito durante programação no estande da Saúde RJ no FisWeek 2025




A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) anunciou, nesta quinta-feira (6/11), durante a participação no FisWeek, a marca de mais de 200 carteirinhas de cães de suporte emocional emitidas desde fevereiro de 2022. As informações  foram passadas durante a roda de bate-papo “O papo agora é”, realizada dentro do estande da SES-RJ no evento.


A certificação, que garante aos cães o direito de acompanhar seus tutores em espaços públicos e privados, é fruto de uma política pioneira no país. O processo é coordenado pela Subsecretaria de Bem-Estar Animal, vinculada à SES-RJ, e exige documentação médica válida, carteira de vacinação atualizada e certificado de adestramento do animal.

Idealizadora da lei estadual que regulamenta o uso dos cães de suporte emocional no Rio de Janeiro, Danielle Cristo, destacou a importância da iniciativa. A tutora do golden retriever Rudá, símbolo do projeto dentro da secretaria, contou sobre o apoio dado pelo animal.

O cão de suporte emocional é um apoio no tratamento de pessoas com depressão, ansiedade e outros transtornos. Ele não substitui o tratamento, mas auxilia a reduzir sintomas e a melhorar a convivência social. O Rudá trouxe visibilidade para essa causa dentro da Secretaria de Saúde, e isso tem ajudado muita gente a conhecer seus direitos”, explicou Danielle.

Processo simples e seguro

De acordo com ela, o processo para obtenção da carteirinha é simples e gratuito. Os tutores devem enviar a documentação por e-mail para a secretaria, que analisa os dados e, em até 40 dias, emite o crachá que identifica o animal como cão de suporte emocional.

A gente já ultrapassou a marca de 200 carteirinhas emitidas e continuamos recebendo novos pedidos todas as semanas. É um trabalho sério, que exige laudo médico atualizado a cada seis meses e comprovação de adestramento. O cão precisa estar preparado para esse tipo de convivência”, completou.

A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, ressaltou que a iniciativa reforça a visão ampliada de saúde defendida pela SES-RJ, que vai além da ausência de doenças.

Quando falamos de saúde, falamos também de bem-estar emocional. Os cães de suporte emocional representam esse olhar integral sobre o cuidado com as pessoas. É uma política que une saúde mental, acolhimento e respeito”, afirmou a secretária.

A SES-RJ mantém um canal de atendimento exclusivo para o tema, onde é possível tirar dúvidas e solicitar a emissão das carteirinhas: suporte.emocional@saude.rj.gov.br.


Mudança de cultura 

A secretaria também orienta que apenas cães devidamente treinados e com documentação em dia podem receber a certificação, incluindo os sem raça definida (SRDs), que são igualmente aceitos no programa.

Para Danielle, a expansão do projeto reflete uma mudança cultural importante. “Tem muito cachorro adotado que se torna um excelente cão de suporte emocional. A gente recebe muitas histórias lindas. O que importa é o vínculo e o preparo do animal. Essa é uma lei que nasceu de uma vivência pessoal, mas que hoje transforma a vida de muitas pessoas”, concluiu.

Crédito das fotos: Mauricio Bazilio/SESRJ

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Senado terá audiência pública sobre riscos e impactos da exportação de animais vivos

Comissão de Meio Ambiente do Senado recebe diretores de ONGs e especialistas para discussão sobre o tema nesta terça-feira, dia 19 de agosto, a partir das 9h



A exportação de animais vivos pela via marítima, seus riscos e impactos, será o tema de uma importante audiência pública no Senado, prevista para ocorrer na Comissão do Meio Ambiente nesta terça-feira, dia 19 de agosto, às 9h.

A iniciativa, requerida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), parte da necessidade de informar o Parlamento e a sociedade sobre as consequências desta atividade para o bem-estar animal, o meio ambiente, a segurança e a economia.

Tema - Audiência pública no Senado Federal: "Impactos e riscos da exportação de bovinos vivos no Brasil"

Onde - Comissão de Meio Ambiente do Senado

Quando - Dia 19/08 (próxima terça), às 9h

Como assistir - Através deste link:

www12.senado.leg.br/ecidadania

Convidados para o debate:

Vania Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Animal e médica-veterinária

George Sturaro, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals no Brasil;

Leticia Filpi, coordenadora do Grupo de Advocacia Animalista Voluntária e diretora jurídica da Agência de Notícias de Direitos Animais;

Maira Luiza Spanholi, professora da Universidade do Estado do Mato Grosso(UFMT).

A audiência pública vai discutir vários temas:

» O sofrimento animal no transporte marítimo, que envolve longos períodos de confinamento, além de condições precárias e adversas;

» Riscos ambientais e de segurança, considerando as embarcações que transportam animais vivos;

» Poluição do ar e das águas, bem como a ligação indireta com o desmatamento e outros impactos socioambientais;

» Fundamentos jurídicos para a proibição da exportação de animais vivos por via marítima;

» As repercussões econômicas dessa atividade.

A exportação de animais vivos é alvo de crescente debate público no Brasil e no mundo. Mais de 2.300 bovinos morreram nos últimos cinco anos durante o transporte em navios para serem exportados a partir de portos brasileiros, segundo dados noticiados por veículos de imprensa em julho.

Em apenas em uma viagem realizada pelo navio Nada, em março de 2024, 108 animais não resistiram — o maior número de mortes em uma única travessia marítima no período (de 2020 até 2025).

Sobre a entidade

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (Fórum Animal) é uma organização sem fins lucrativos, fundada há 25 anos, formada por uma equipe multidisciplinar que inclui médicos-veterinários, advogados, biólogos, profissionais de comunicação e marketing, geógrafos e pesquisadores de diversas áreas. 

Nossa missão é sensibilizar e transformar a sociedade, buscando erradicar o sofrimento, a crueldade e as piores práticas contra os animais. Nossa equipe dá suporte ao desenvolvimento de várias ações de proteção e defesa animal. 

Estamos comprometidos com a promoção de um mundo onde os direitos e o bem-estar dos animais sejam respeitados, intervindo ativamente, advogando por políticas públicas, promovendo educação e conscientização para transformar a relação entre humanos, animais e ambiente.


quarta-feira, 9 de julho de 2025

Organizações de defesa animal comemoram aprovação de Projeto que proíbe testes de cosméticos em animais

Proposta segue para sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, etapa final para virar lei no País


Petição online da Change.org Brasil teve mais de 1,6 milhão de assinaturas pedindo o fim da testagem em animais. Foto: Reprodução da Internet


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (09), o Projeto de Lei 3062/2022, que coloca fim à testagem de cosméticos em animais. Organizações como Change.org Brasil, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Proteção Animal Mundial, Fórum Animal, Mercy for Animals e Humane World for Animals celebram a aprovação considerando uma vitória histórica fruto de esforço coletivo – envolvendo organizações da sociedade civil, entidades técnicas e setores da indústria comprometidos com a ciência ética e o progresso. 

Nos últimos dias, as organizações realizaram campanha de mobilização, com apoio de artistas, como Xuxa e Maitê Proença, para sensibilizar parlamentares sobre a proibição desta prática. Outra atividade, foi a entrega de petição online com mais de 1,6 milhão de assinaturas pedindo o fim da testagem em animais. 

Acreditamos que os parlamentares ouviram a voz do povo, que clama pelo fim desta crueldade contra os animais. Segundo o Datafolha, oito em cada dez brasileiros apoiam a proibição de venda de cosméticos testados em animais. É hora de mudar”, afirma Monica Souza, diretora da Change.org Brasil

O projeto foi inicialmente apresentado em 2013, era frágil e repleto de lacunas. Foram oito anos de debates somente no Senado Federal para chegar a um texto sólido, que não só proíbe os testes, mas também a comercialização de produtos cosméticos testados em animais.

O Brasil está a um passo de se juntar às nações que colocaram um fim definitivo a essa prática cruel e ultrapassada. Agora, aguardamos com grande expectativa a sanção presidencial. Estamos prontos para celebrar o fim dos testes em animais para cosméticos em nosso país”, celebra Antoniana Ottoni, especialista sênior de Relações Governamentais da Humane World for Animals.

Para a organização, a conquista histórica se deve à aprovação de um texto verdadeiramente robusto, que cumpre de forma efetiva o propósito de proibir todos os testes em animais para cosméticos no Brasil. 

A proibição dos testes cosméticos em animais representa um grande progresso para a causa animal no Brasil. A decisão estabelece um importante precedente e assim abre caminho para novos avanços, além de aproximar o Brasil dos países que estão na vanguarda da proteção animal”, afirma George Sturaro, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals no Brasil.

A aprovação deste Projeto de Lei representa um consenso entre a sociedade civil, a comunidade científica e a indústria de cosméticos. É um avanço significativo na defesa dos animais, que não serão mais submetidos à crueldade em nome da vaidade humana”, Ana Paula de Vasconcelos, do Fórum Animal.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Verão animal 2023: Prefeitura promove a campanha 'Minha pata não tem sola' na Praia de Ipanema neste sábado (28/01)

Serão distribuídos 10 mil panfletos informativos para tutores de cães sobre o cuidado com as patas dos animais durante o verão

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA), promove neste sábado (28/01) a campanha 'Minha Pata não tem sola', uma ação educativa com distribuição de 10 mil panfletos informativos para tutores de cães sobre o cuidado com as patas dos animais durante o verão. O lançamento acontece na Praia de Ipanema, altura da Avenida Vieira Souto, 110 (Em frente ao largo do Boteco Boa Praça), das 9h às 10h30. O evento conta com o apoio da Subprefeitura da Zona Sul e da Associação de Moradores e Amigos de Ipanema (AMAI) / Viva Ipanema.

Um simples passeio na calçada ou na areia da praia pode causar sérias queimaduras. No verão carioca, a SMPDA alerta para os cuidados necessários aos animais de estimação, pois o solo quente pode ocasionar a queimadura nos coxins, a almofada das patas caninas. 

"Esse evento é fundamental na luta pela ampliação dos direitos dos animais, e é um evento que deve ser reprisado neste e em todos os verões", destaca o secretário Vinicius Cordeiro.

Os cidadãos poderão participar como voluntários na distribuição de panfletos educativos para os transeuntes e também, para os banhistas. Basta chegar no local a partir das 9h e procurar a equipe da SMPDA, que estará com colete azul.

Como prevenir

Para prevenir ferimentos e queimaduras nos coxins da pata do cachorro, o dono deve passear com ele apenas em horários de sol baixo, normalmente antes das 8h ou depois das 20h. Se puder, o dono do animal deve andar descalço ou colocar a mão no chão para verificar a temperatura. Às vezes, mesmo depois do sol ter ido embora, o chão continua quente.

É importante lembrar que o gramado ou chão com sombra é sempre mais fresco que o asfalto que recebe a luz direta. Umedecer a patinha do cachorro durante o passeio também é uma alternativa. A SMPDA orienta que o dono leve uma garrafa de água reserva para isso.

Caso o animal apresente queimadura ou descolamento de pele nos coxins, pata descascando ou machucada, é preciso realizar o tratamento urgente, levando-o o mais rapidamente possível a um veterinário.

Serviço:
Campanha 'Minha pata não tem Sola'
Dia: 28/1 Sábado
Horário: Das 09h às 10h30
Local: Altura da Avenida Vieira Souto, 110, Ipanema (Em frente ao largo do Boteco Boa Praça)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Idosa é presa em flagrante por crime de maus-tratos a animais em Copacabana

Ação da 13ª DP (Ipanema) contou com a participação da SMPDA e do Icce. Foram apreendidos animais domésticos e silvestres

Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio

Uma idosa de 80 anos foi presa em flagrante, nesta segunda-feira (9/1), pelo crime de maus-tratos a animais e guarda de animais silvestres. Ela foi detida durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em seu apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul. A ação foi realizada pela 13ª DP (Ipanema) e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (Icce). No imóvel, foram encontrados 11 cães, um papagaio e uma tartaruga em condições insalubres.

Segundo os policiais e os veterinários presentes na operação, os animais viviam em um ambiente com fezes e urina por todo o chão. Nos cães foram detectadas doenças dermatológicas aparentes. No local também havia muito entulho e sujeira, os potes estavam sem ração e a água dos bebedouros estava imunda. A operação aconteceu após denúncia de vizinhos sobre as condições da residência e a queda de um cão do 10º andar do prédio. De acordo com fiscal veterinário da SMPDA, essa foi a quinta diligência ao local.

Os cães foram encaminhados para o Abrigo Municipal Fazenda Modelo e passarão por atendimento veterinário. Já os animais silvestres foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama.

O imóvel foi interditado e a autora foi conduzida para a delegacia, onde foi autuada em flagrante. Ela será encaminhada ao sistema penitenciário e ficará à disposição da Justiça.

O secretário Vinicius Cordeiro informou que "o Departamento de Fiscalização da SMPDA aguarda os laudos para a eventual imposição de multa, além das sanções criminais cabíveis".

As denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas por meio do portal 1746 da Prefeitura do Rio.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Grupo de trabalho em prol das políticas públicas para proteção e defesa dos animais é criado pela Prefeitura do Rio

Fórum reuniu gestores da proteção animal de diversos municípios do RJ, além de representantes da OAB-RJ e de órgãos policiais

Diversos temas sobre a causa animal foram abordados no Fórum realizado pela SMPDA. Foto: Divulgação

O 2°Fórum Intermunicipal de Gestores da Proteção Animal do Estado, sediado pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA) lotou o auditório do Planetário do Rio, na Gávea, zona sul da cidade. O evento aconteceu nesta quarta-feira (23/11) e contou com a participação de diversos representantes de municípios do Estado onde há órgãos locais de proteção animal em atividade, da OAB-RJ, de órgãos policiais (DPMA e Polícia Ambiental) e da Associação Nacional de Clínicos e Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo - Anclivepa-SP.

- O encontro foi rico em troca de experiências, iniciativas na área de gestão da proteção animal, além de unificar atores importantes dessa política, como forças policiais, gestores, advogados animalistas e esse encontro já produziu e produzirá novos frutos -,destacou o secretário da SMPDA Vinícius Cordeiro.

O tema 'Proteção Animal e o Papel da Polícia de Proteção ao Meio Ambiente' foi abordado pelo Delegado Titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) Wellington Vieira, pela 1ª Tenente VET Almeida e pela 2º Tenente Livia (ambas do Comando de Polícia Ambiental- CPAM). O Dr. Wellington ressaltou que qualquer delegacia está apta para atender a causa animal. Já a Tenente Almeida explicou que a equipe do CPAM remodelou a educação ambiental para que mais pessoas conheçam a  legislação.

No painel 'Legislação Municipal de Proteção Animal e Advocacia Animalista', o Dr. Reynaldo Velloso, Presidente da Comissão de Proteção dos Animais - CPDA/RJ discorreu sobre a importância de atualizar a legislação atual. A Dra. Larissa Paciello comentou sobre a mediação nos conflitos com animais e destacou os problemas em condomínios. A Dra. Jomara Knoffe da CPDA/OAB-Barra falou sobre a importância de maior entrosamento entre os gestores.

Foto: Divulgação
Sobre o ponto 'Educação Animalista', a professora e coordenadora do Programa de Educação Animal da SMPDA Gisele Lancates ressaltou a importância de que as crianças aprendam a viver de forma harmônica com os animais. Já o coordenador da Coordenadoria Especial de Direito dos Animais de Niterói, o biólogo Marcelo Pereira, foi o grande homenageado do fórum pelo trabalho que realiza há 10 anos em defesa dos animais.

O encontro resultou num grupo de trabalho em que gestores dos municípios do Rio de Janeiro, Maricá, Niterói, Petrópolis, Macaé, Teresópolis, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Volta Redonda, Nova Friburgo, Miguel Pereira, Resende e Barra do Piraí, juntamente com os representantes da PMERJ, OAB-RJ e Anclivepa-SP, continuarão trocando informações para o avanço das políticas públicas em prol dos animais.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Prefeitura sedia o II Fórum Intermunicipal de Gestores da Proteção Animal do Estado do RJ

Gestores irão debater tópicos como legislação municipal, programas de bem-estar, educação animal e combate aos maus-tratos



A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA), sedia, nesta quarta-feira (23/11), o II Fórum Intermunicipal de Gestores da Proteção Animal do Estado do Rio de Janeiro. O evento será realizado no Planetário da Gávea, das 9h30 às 16h30, e vai reunir representantes de municípios do Rio onde há órgãos locais de proteção animal em atividade.

O fórum será uma boa oportunidade para troca de informações e experiências, tanto de gestão quanto administrativas. Haverá, ainda, debates a respeito do avanço da proteção animal na administração pública, com foco na legislação municipal, programas de bem-estar, educação animal e combate aos maus-tratos. O evento contará com a participação de representantes da OAB-RJ, órgãos policiais (DPMA e Polícia Ambiental), além dos representantes de municípios.

"Além de ser uma honra recepcionar colegas gestores de todo o estado, o evento proporciona rica troca de experiências nesta desafiadora e crescente política pública", destaca o secretário da SMPDA, Vinicius Cordeiro.

Serviço:
II Fórum Intermunicipal de Gestores de Proteção Animal no Estado do Rio de Janeiro
Data: 23/11
Horário: Das 9h30 às 16h30
Local: Planetário da Gávea
Endereço: Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 – Gávea, Rio de Janeiro