quarta-feira, 11 de março de 2026

Tráfico digital: como grupos de WhatsApp, Facebook e marketplaces impulsionam o comércio de animais no início do ano

Plataformas digitais funcionam como vitrines e canais de negociação para o comércio ilegal de fauna


Foto: Divulgação

Pesquisas acadêmicas mostram que redes sociais e aplicativos de mensagens se tornaram uma das principais infraestruturas do tráfico de animais silvestres. Grupos privados, perfis temporários e anúncios disfarçados permitem que vendedores ofereçam aves, répteis e mamíferos com entrega por transporte rodoviário ou correio informal, muitas vezes durante o período de férias, quando há maior circulação de pessoas.

Esses ambientes digitais dificultam a fiscalização porque perfis e grupos podem ser recriados rapidamente após denúncias. O resultado é um mercado fragmentado, porém constante, que conecta áreas de captura a consumidores urbanos em poucos cliques.


O Instituto Líbio, organização que recebe e reintroduz animais vítimas desse sistema, integra a Campanha Agora Você Sabe para alertar sobre a dinâmica do tráfico online e os riscos de interagir com esse tipo de conteúdo.


O comércio digital reduziu a distância entre quem captura e quem compra, o que amplia o número de animais retirados da natureza”, diz Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Informar o público sobre esses canais é parte da prevenção.”


Conheça a campanha no link: https://www.instagram.com/reel/DRk25ZyDy_h/?igsh=OHgya2h2ODBveXFt


Referências: Northumbria University — Wildlife trafficking via social media.


Promessas de bem-estar animal em publicidade entram no radar do debate sobre direito do consumidor

Organizações da sociedade civil alertam para o uso crescente de alegações de bem-estar animal em campanhas publicitárias sem transparência verificável sobre as práticas adotadas pelas empresas



De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), toda informação publicitária deve ser clara, verdadeira e passível de comprovação. Quando mensagens institucionais apresentam compromissos ou práticas éticas sem transparência sobre sua implementação, surge o risco de caracterização de propaganda enganosa ou potencialmente enganosa.


Para o movimento Stop Humane Washing (SHW), que monitora compromissos públicos de bem-estar animal assumidos por empresas, a ausência de dados verificáveis sobre essas alegações tem se tornado uma preocupação crescente.


“O consumidor tem direito de saber se aquilo que aparece na publicidade corresponde de fato às práticas adotadas pelas empresas. Quando compromissos são anunciados publicamente, é fundamental que haja transparência sobre prazos, metas e evolução da implementação”, afirma Lucas Galdioli, que realiza a gerência da iniciativa.


O fenômeno conhecido internacionalmente como “humane washing” descreve situações em que empresas utilizam o tema do bem-estar animal como estratégia de reputação ou marketing sem fornecer informações claras que permitam verificar o cumprimento dessas promessas.


Segundo Yuri Lima, mestre em Direito Animal, o comportamento do consumidor exerce papel central nesse processo: “O consumidor sempre dita as regras do mercado. À medida que cresce a preocupação com questões éticas, aumenta também a exigência para que as empresas sejam mais transparentes sobre toda a sua cadeia produtiva e sobre a rotulagem de seus produtos”, afirma em sua dissertação.


Pesquisas acadêmicas indicam que o uso de mensagens associadas ao bem-estar animal pode ter forte impacto sobre a percepção do consumidor. Estudos apontam que muitas pessoas têm conhecimento limitado sobre as condições reais de produção de alimentos de origem animal, o que pode torná-las mais suscetíveis a mensagens publicitárias que evocam imagens de cuidado ou respeito aos animais.


Para Karynn Capilé, pós-doutora em Bem-Estar Animal pela Universidade Federal do Paraná, a associação entre marketing e bem-estar animal também pode ter motivações estratégicas: “Passar a mensagem de que os animais são felizes é um bom negócio para o marketing. Essa narrativa ajuda a proteger as empresas de críticas, atrai consumidores dispostos a pagar mais por produtos considerados éticos e tranquiliza aqueles que querem agir de forma mais favorável aos animais e ao meio ambiente, mas sem mudar radicalmente seus hábitos de consumo”, explica em sua tese.


Estudos sobre comportamento do consumidor também indicam que o crescente conhecimento científico sobre emoções e cognição animal, aliado às críticas à produção animal intensiva, abriu espaço para o uso mais frequente do tema do bem-estar animal na comunicação de marcas. Em muitos casos, porém, pesquisadores apontam que o discurso publicitário pode recorrer a termos técnicos ou expressões associadas ao bem-estar animal sem que haja mudanças significativas nas práticas produtivas, fenômeno que vem sendo comparado a estratégias semelhantes ao chamado “greenwashing”.


A partir de 2016, diversas empresas do setor alimentício passaram a anunciar compromissos públicos relacionados ao bem-estar animal, especialmente no que se refere à substituição de ovos produzidos em sistemas de confinamento em gaiolas por ovos provenientes de sistemas livres de gaiolas (cage-free). A maioria dessas empresas estabeleceu 2025 como prazo para a transição completa em suas cadeias de fornecimento.


Contudo, segundo a Stop Humane Washing, em muitos casos não há informações públicas atualizadas sobre o progresso dessas metas, como percentuais de implementação, relatórios de acompanhamento ou eventuais revisões de prazo. Para o movimento, a questão central não é apenas a adoção ou não de determinadas práticas, mas a transparência sobre compromissos assumidos publicamente.


“O problema começa quando compromissos são anunciados e utilizados na comunicação institucional das empresas, mas não existem dados públicos verificáveis que permitam acompanhar sua implementação. Isso cria uma assimetria de informação que prejudica o consumidor”, afirma a organização.


Além das possíveis implicações reputacionais, o tema também pode ter impactos jurídicos, especialmente quando mensagens institucionais ou publicitárias induzem o consumidor a acreditar que determinadas práticas já foram implementadas ou estão em estágio avançado sem evidências públicas que confirmem essa informação.


O debate também dialoga com agendas globais de sustentabilidade e governança corporativa. A transparência na comunicação de compromissos socioambientais está diretamente relacionada aos princípios de consumo e produção responsáveis e integridade institucional, temas previstos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.


Nesse contexto, movimentos da sociedade civil têm ampliado o monitoramento de compromissos corporativos e buscado estimular maior transparência na comunicação das empresas com consumidores.


A Stop Humane Washing afirma que continuará acompanhando compromissos públicos de bem-estar animal e cobrando maior clareza sobre sua implementação: “O objetivo é fortalecer o direito à informação e incentivar que compromissos públicos sejam acompanhados de dados verificáveis. “Quando empresas transformam compromissos em argumento de marketing, a transparência deixa de ser opcional. Sem dados verificáveis, o consumidor não consegue distinguir a promessa de realidade.”


Mais informações e análises sobre bem-estar animal, transparência corporativa e alegações de bem-estar animal na comunicação de empresas podem ser consultadas em portavozanimal.org. Atualizações da iniciativa também estão disponíveis no Instagram @stophumanewashing e na newsletter da Stop Humane Washing: https://stophumanewashing.ipzmarketing.com/f/4kk6e-fbbX8.


8 dicas infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro

Especialista em comportamento canino explica como desafios mentais e estímulos diários impactam diretamente o bem-estar e o comportamento dos cães


Foto: Freepik


Estimular a inteligência do cachorro vai muito além de ensinar comandos básicos como “sentar” ou “dar a pata”. Cães são animais altamente cognitivos, que precisam de desafios mentais, experiências sensoriais e estímulos diários para manter o equilíbrio emocional. Quando a mente do cão é estimulada, comportamentos indesejados tendem a diminuir, a ansiedade é reduzida e a qualidade de vida do animal melhora de forma significativa.


Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, muitos problemas de comportamento estão ligados à falta de estímulos adequados no dia a dia. “Um cão precisa ser desafiado mentalmente. Estimular a inteligência é uma necessidade básica, não um luxo”, explica.


A seguir, a especialista lista dicas práticas e infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro no dia a dia:


1. Varie os passeios e os ambientes desde cedo

Passear sempre pelo mesmo caminho limita os estímulos do cão. Quando o tutor varia rotas e ambientes, como ruas diferentes, parques, trilhas ou até espaços pet friendly, o cachorro é exposto a novos cheiros, sons e imagens. Essas experiências enriquecem o repertório cognitivo e ajudam no desenvolvimento emocional, especialmente quando iniciadas ainda na fase de filhote", explica. 


2. Aposte em brinquedos interativos

Brinquedos que exigem solução de problemas, como os que liberam petiscos aos poucos, estimulam raciocínio, foco e persistência. Eles ajudam a gastar energia mental, reduzem o tédio e são grandes aliados no controle da ansiedade, principalmente para cães que passam parte do dia sozinhos", diz a especialista.


3. Transforme a alimentação em um desafio

Oferecer comida sempre no mesmo pote elimina uma grande oportunidade de estímulo mental. Tapetes olfativos, brinquedos dispensadores e jogos de busca transformam a refeição em uma atividade cognitiva, além de respeitarem o instinto natural de caça do cão. Comer também pode ser uma forma de aprender", complementa. 


4. Ensine novos comandos, mesmo os mais simples

Aprender algo novo ativa conexões cerebrais. Não é preciso ensinar comandos complexos: desafios simples como ‘deitar’, ‘girar’ ou ‘tocar a mão’ já estimulam memória, atenção e concentração. O mais importante é a constância do treino, e não o nível de dificuldade", analisa Denise.


5. Use mais o corpo e menos a voz

Os cães aprendem muito mais por meio da observação do que da fala. Gestos claros, postura corporal e movimentos bem definidos facilitam o entendimento e mantêm o cão mais atento. Trabalhar comandos com sinais corporais fortalece a comunicação e torna o aprendizado mais eficiente", completa.


6. Invista em enriquecimento ambiental

Caixas de papelão, caixas de ovos, garrafas adaptadas, varais de petiscos, diferentes texturas e objetos seguros espalhados pelo ambiente desafiam o cérebro do cão. O enriquecimento ambiental combate o tédio, reduz comportamentos destrutivos e contribui para a estabilidade emocional", diz.


7. Promova interação social de forma equilibrada

O contato com outros cães e pessoas, quando bem conduzido, estimula habilidades sociais, confiança e adaptação. No entanto, é fundamental respeitar o perfil do animal. Cães inseguros precisam de uma introdução gradual e sempre em ambientes controlados", esclarece a especialista. 


8. Estabeleça uma rotina com estímulos

A inteligência do cão se desenvolve melhor em ambientes previsíveis. Horários definidos para passeio, brincadeiras, descanso e treino organizam o cérebro do animal e facilitam o aprendizado. A rotina traz segurança emocional e cria um terreno fértil para o desenvolvimento cognitivo", completa.


Para Denise, investir em estímulos diários é também uma forma de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. “Quando o cachorro é desafiado de forma saudável, ele se torna mais equilibrado, confiante e feliz. Estimular a inteligência é cuidar da mente, das emoções e da relação entre humano e animal”, finaliza.


Fonte: Dog Corner

terça-feira, 10 de março de 2026

Como cuidar de gatos idosos?

 Por Nathali Vieira*


Foto: Freepik


Quem convive com um gato idoso sabe muito bem como a rotina se transforma para garantir a saúde e qualidade de vida a esse pet. E, por mais que muitos tutores apenas percebam esse envelhecimento através de alguns comportamentos clássicos, como miados mais baixos, pelos mais claros ou sono aumentado, como exemplo, a terceira idade felina começa antes do aparecimento desses sinais mais evidentes, pedindo um ajuste no dia a dia desse animal para garantir seu bem-estar dentro do lar. 

São cerca de 30 milhões de gatos nos lares brasileiros, segundo o PetCenso 2025. Dos 11 anos 14 anos, já podem ser considerados idosos, enquanto, após os 15 anos, são classificados geriátricos - em uma tendência natural de mudanças de comportamentais com o avançar da idade que, inevitavelmente, exigirá um olhar mais atencioso dos tutores quanto sua qualidade de vida. 

Além da alteração da cor do pelo e menor atividade do gato no dia a dia, a mobilidade reduzida e presença de tártaro também são bem comuns no envelhecimento felino. Então, para aumentar a expectativa de vida e garantir que se mantenha em boas condições de saúde, é preciso se atentar a alguns pontos importantes nessa fase. 

A alimentação específica para o pet idoso é crucial, com rações direcionadas a essa faixa etária que contenham todas as vitaminas e nutrientes necessários para seu corpo. Afinal, muitos animais idosos têm necessidades nutricionais especiais, ainda mais aqueles que tiverem algum problema de saúde nesse sentido como, por exemplo, maior dificuldade digestiva. Uma ótima opção para esses gatos, inclusive, são os sachês com fácil absorção. 

Mesmo que os felinos sejam conhecidos por serem bem limpos, o cuidado com sua higiene não pode ficar de fora em sua fase idosa. Isso envolve não apenas os pelos em si, escovando e removendo a pelagem mais velha, como, acima de tudo, a limpeza de seus dentes, a fim de evitar o tártaro e qualquer problema bucal que gere dor e desconforto ao pet. 

O check-up no veterinário não pode ficar de fora dessa lista de cuidados, algo que, inclusive, é indispensável por toda a vida de qualquer animal. Quando falamos do envelhecimento felino e da natural tendência de doenças crônicas, o gato idoso precisa de acompanhamento constante nesse sentido, incluindo a realização de exames preventivos a cada seis meses. Caso tenha uma doença específica, a frequência no médico veterinário deve ser maior, conforme recomendações e orientações do especialista. 

Por fim, o enriquecimento ambiental é outro ponto que faz muita diferença para que o lar esteja adaptado às necessidades e rotina do pet idoso. Isso inclui desde proteger a casa contra qualquer risco à sua saúde, inserindo, por exemplo, tapetes antiderrapantes; ao estímulo de exercícios como forma de evitar que fiquem sedentários. Aposte em brinquedos para gatos, como varas, bolinhas e outros objetos interativos – o que não só ajuda a evitar o sobrepeso, mas também a aliviar dores nas articulações. 

A velhice não precisa ser sinônimo de sofrimento ou de problemas de saúde desgastantes ao animal. O cuidado preventivo faz muita diferença para que os gatos cheguem à terceira idade com qualidade de vida e bem-estar, dando o máximo de conforto ao lado dos tutores. Não espere os sinais da velhice aparecerem, procure, desde já, manter a constância com o acompanhamento veterinário e garantindo que o lar esteja sempre adaptado para garantir o conforto, segurança e diversão do pet. 

*Nathali Vieira é médica veterinária na Pet de TODOS


sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carnaval: 7 sinais de que seu pet não deve ir ao bloco e como protegê-lo do barulho e da folia

Especialista em comportamento animal alerta para riscos físicos e emocionais e orienta tutores sobre como garantir segurança e bem-estar dos pets durante o Carnaval


Foto: Freepik

O Carnaval é sinônimo de alegria, música e aglomeração para os humanos, mas para cães e gatos pode representar um período de alto risco. Barulho excessivo, calor intenso, multidões e mudanças bruscas na rotina estão entre os principais fatores que afetam o bem-estar físico e emocional dos animais. Segundo Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet, o Carnaval já é a segunda data mais estressante para os pets, perdendo apenas para o Ano Novo por conta dos fogos de artifício.

O tutor precisa entender que o que é diversão para ele pode ser uma verdadeira tortura para o animal. Falta empatia em muitas situações. O pet não escolhe estar ali”, afirma o especialista.

A seguir, Cleber lista 5 sinais claros de que seu pet não deve ir ao bloco, além de orientações práticas para protegê-lo do barulho e da folia.

1. Sensibilidade extrema a sons altos

Os cães possuem uma audição muito mais aguçada do que a humana. Apitos, caixas de som, batuques e gritos comuns nos bloquinhos podem causar estresse intenso, medo e até danos auditivos. Animais que já apresentam reações negativas a fogos de artifício ou trovões estão entre os mais vulneráveis, pois entram em estado de alerta muito rapidamente. Mesmo locais próximos aos blocos não são indicados. O animal não consegue identificar a origem do barulho, não entende que aquilo é temporário e passa a viver em alerta constante, o que impacta diretamente o emocional e o comportamento”, explica Cleber.

2. Sinais de estresse, medo ou tentativa de fuga

Tremores, respiração ofegante, choros, vocalizações excessivas, agressividade repentina ou tentativas de se esconder são sinais claros de sobrecarga emocional. Em ambientes cheios, com muitas pessoas e estímulos, o instinto de fuga pode ser acionado. Fuga não é desobediência, é desespero. Muitos acidentes graves acontecem porque o pet está tentando apenas sobreviver ao medo, correndo risco de atropelamentos, quedas ou ferimentos ao tentar escapar por portas, portões ou janelas”, alerta.

3. Risco elevado de hipertermia e desidratação

Os cães têm, em média, dois graus a mais de temperatura corporal do que os humanos. O calor excessivo, somado ao asfalto quente, à aglomeração e à dificuldade de acesso à água, pode levar rapidamente à hipertermia e à desidratação. Se está quente para você, está ainda pior para o pet. Algumas raças, como o Spitz Alemão, podem ter queda de glicose, desmaios e até convulsões em situações de calor intenso associado ao estresse emocional”, explica o especialista.

4. Exposição a perigos físicos invisíveis

Vidros quebrados, lixo no chão, restos de comida, bebidas alcoólicas derramadas e objetos pontiagudos fazem parte dos riscos invisíveis do Carnaval de rua. Além disso, o excesso de pessoas aumenta o risco de pisoteamento e machucados. Fantasias, adereços e acessórios também podem causar dermatites, feridas, assaduras e desconforto térmico. Muitas vezes, o tutor só percebe o problema quando o dano já está feito”, pontua Cleber.

5. Mudanças bruscas na rotina e excesso de pessoas

Reuniões com muitos amigos e familiares, casas cheias e movimentação fora do comum afetam diretamente o emocional dos pets. Animais que vivem em ambientes tranquilos podem se sentir acuados, inseguros ou reagir de forma defensiva ao tentar proteger o território. Muitas casas ficam vazias o ano inteiro e, de repente, recebem 20 pessoas para uma festa de carnaval, por exemplo. O animal não está preparado emocionalmente para essa mudança brusca de rotina e estímulos, o que pode gerar ansiedade, medo e comportamentos indesejados”, diz.

6. Perigo de ingestão de alimentos durante os blocos

Em bloquinhos de Carnaval, é comum haver restos de comida no chão, além de pessoas oferecendo petiscos sem autorização do tutor. Alimentos como chocolate, doces, carnes temperadas, ossos, frituras e até bebidas alcoólicas podem ser ingeridos rapidamente pelo pet, causando vômitos, diarreia, intoxicação e, em casos mais graves, risco de vida. O animal come por impulso, não por escolha. Por isso, levar o pet para ambientes com comida espalhada representa um risco real e imediato à saúde”, alerta.

7. Risco de ferimentos com objetos nas ruas

O chão dos blocos costuma ficar coberto de vidro quebrado, latinhas, tampinhas, espetinhos e outros objetos cortantes. Mesmo com atenção, é impossível controlar todos os passos do animal em meio à multidão. Cortes nas patas, perfurações, ferimentos na boca e infecções são ocorrências comuns nesse tipo de ambiente. Muitas lesões só são percebidas horas depois, quando o pet já está mancando ou sentindo dor”, explica o especialista.

Como proteger o pet durante o Carnaval

A recomendação do especialista é direta: se a ideia for curtir a folia fora de casa, o mais seguro é deixar o pet em um ambiente preparado para isso. Creches, hotéis pet ou serviços de day use estruturados oferecem supervisão, rotina e cuidados adequados, reduzindo significativamente o risco de estresse, acidentes e sobrecarga emocional. Já para quem vai passar o Carnaval em casa, alguns cuidados simples fazem toda a diferença. 

Manter portas e janelas fechadas ajuda a reduzir os ruídos externos e evita fugas, enquanto abafar o som da rua com televisão ligada, música ambiente ou até o barulho do ventilador contribui para diminuir o impacto dos estímulos sonoros. Também é importante criar um espaço seguro para o pet, com caminhas, brinquedos e água sempre disponíveis, permitindo que ele se recolha quando se sentir ameaçado", comenta.

“O Carnaval pode ser divertido para todos, mas só quando o tutor entende que o bem-estar do pet vem antes da fantasia ou da foto. Amor também é saber deixar o animal em paz e fazer escolhas responsáveis”, finaliza Cleber Santos.

Fonte: Comportpet


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Como melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia? Confira 5 dicas

Especialista em comportamento canino explica por que entender a linguagem do cão é a chave para uma convivência mais equilibrada


Foto: Freepik


Latidos excessivos, ansiedade, destruição de objetos e dificuldade em obedecer comandos costumam ser interpretados como “desobediência”. Mas, na maioria das vezes, esses comportamentos são sinais claros de falha na comunicação entre tutor e pet. Diferente dos humanos, os cães não se comunicam por palavras, e sim por energia, gestos, rotina e emoção.

Segundo André Cavalieri, especialista em comportamento canino e sócio-fundador da Dog Corner, quando o tutor aprende a se comunicar na “língua do cão”, a relação se transforma. “Antes de ensinar comandos, é preciso alinhar intenção, emoção e ação. O cão lê o mundo pelo comportamento do tutor, não pelo que ele fala”, explica.

A seguir, o especialista lista dicas práticas para melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia

1. A comunicação começa antes da palavra

Os cães não entendem discurso, mas entendem energia, postura e emoção. Um tutor ansioso tende a gerar um cão ansioso. Um tutor agressivo pode gerar um cão agressivo ou extremamente medroso. Tom de voz, gestos, postura corporal e até o estado emocional do tutor impactam diretamente o comportamento do animal. Antes de pedir qualquer comando, o tutor precisa observar como está se sentindo e o que está transmitindo", comenta André.

2. Seja coerente: previsibilidade gera segurança

Amar um cão não é permitir tudo, mas oferecer regras claras e consistentes. Se hoje subir no sofá é permitido e amanhã não é, o cão não está ‘testando limites’, ele apenas tenta entender um sistema que muda o tempo todo. Comunicação eficiente exige regras simples, repetição e constância. A previsibilidade reduz a ansiedade e melhora o comportamento", diz. 

3. O silêncio também comunica

Falar demais gera ruído, não clareza. Muitos tutores repetem ‘não, não, não’ esperando que o cão entenda, mas o excesso de fala confunde. Um olhar firme, uma pausa consciente ou um redirecionamento corporal bem feito comunicam muito mais. Serenidade é uma das mensagens mais importantes que o tutor pode transmitir", explica o especialista.

4. Rotina é uma forma de amor e comunicação emocional

Para o cão, rotina é linguagem emocional. Horários definidos para passeio, alimentação, descanso e interação ajudam o animal a entender que o mundo é previsível. Isso reduz ansiedade, frustração e comportamentos destrutivos. Um cão relaxado aprende melhor e tem mais qualidade de vida", complementa. 

5. Gasto de energia também é comunicação

Nenhuma comunicação funciona se o cão está com excesso de energia física ou mental acumulada. Passeio não é luxo, enriquecimento ambiental não é mimo e atividades estruturadas não são extras. São necessidades básicas. Um cão que não explora o mundo tende a ficar ansioso, estressado e até deprimido, o que bloqueia qualquer tentativa de aprendizado", analisa.

Ouça mais, fale menos

Por fim, André reforça que o tutor precisa aprender a “ouvir” o cão. “Eles se comunicam o tempo todo por bocejos, desvios de olhar, postura corporal, respiração e velocidade dos movimentos. Ignorar esses sinais é como conversar com alguém que pede ajuda em outra língua e fingir que não está entendendo", completa.

Quando o tutor aprende a observar, respeitar e se comunicar de forma clara, o comportamento melhora naturalmente. Comunicação não é controle, é conexão”, conclui André Cavalieri.

Fonte: Dog Corner


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Fashion Mall recebe edição inédita do Pet Yoga by Nattu

Participantes terão a companhia especial de cães e gatos para adoção

 


No dia 31 de janeiro, o Fashion Mall recebe uma edição inédita do Pet Yoga by Nattu, evento que promove a prática indiana com o objetivo de conectar pessoas e animais à espera de um lar. Desta vez, a prática será realizada à luz de velas (em LED), para encantar todos os sentidos!

A ação conta com o patrocínio da marca pet PremieR Nattu e acontecerá no Piso L3 do empreendimento (ao lado do restaurante Gurumê), em três sessões – às 17h, 18h15 e 19h15, com uma média de 25 alunos em cada turma.

Durante a prática de yoga, em uma atmosfera acolhedora e cheia de amor, à luz de velas de LED, os participantes poderão interagir com turmas de cães e gatos, todos resgatados e cheios de carinho para dar. Mais do que bem-estar, o Pet Yoga é um evento com propósito: parte do valor dos ingressos é revertida sempre para uma ONG parceira, nesta edição para o Instituto Pata Real, ajudando a transformar a vida de animais que aguardam por um lar cheio de amor. Ou seja, além de desfrutar da prática revitalizante, o aluno contribui para uma causa nobre, aumentando as chances de adoção e ampliando a visibilidade da ONG.

Quem deseja participar, deve realizar a inscrição previamente através da plataforma Sympla, no link: https://www.sympla.com.br/evento/pet-yoga-edicao-especial. O valor do ingresso do Pet Yoga é de R$159,00 (+ taxa).

SERVIÇO:

Pet Yoga by Nattu no Fashion Mall

Data: 31 de janeiro de 2026 (sábado)

Horário: Às 17h, 18h15 e 19h15

Local: Piso L3 (ao lado do restaurante Gurumê)

Inscrição: Via Sympla

Ingresso: R$159,00 (+ taxa)

O Fashion Mall fica na Estrada da Gávea, 899, São Conrado, Rio de Janeiro/ RJ. Telefone: (21) 2111-4427.