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quarta-feira, 11 de março de 2026

8 dicas infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro

Especialista em comportamento canino explica como desafios mentais e estímulos diários impactam diretamente o bem-estar e o comportamento dos cães


Foto: Freepik


Estimular a inteligência do cachorro vai muito além de ensinar comandos básicos como “sentar” ou “dar a pata”. Cães são animais altamente cognitivos, que precisam de desafios mentais, experiências sensoriais e estímulos diários para manter o equilíbrio emocional. Quando a mente do cão é estimulada, comportamentos indesejados tendem a diminuir, a ansiedade é reduzida e a qualidade de vida do animal melhora de forma significativa.


Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, muitos problemas de comportamento estão ligados à falta de estímulos adequados no dia a dia. “Um cão precisa ser desafiado mentalmente. Estimular a inteligência é uma necessidade básica, não um luxo”, explica.


A seguir, a especialista lista dicas práticas e infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro no dia a dia:


1. Varie os passeios e os ambientes desde cedo

Passear sempre pelo mesmo caminho limita os estímulos do cão. Quando o tutor varia rotas e ambientes, como ruas diferentes, parques, trilhas ou até espaços pet friendly, o cachorro é exposto a novos cheiros, sons e imagens. Essas experiências enriquecem o repertório cognitivo e ajudam no desenvolvimento emocional, especialmente quando iniciadas ainda na fase de filhote", explica. 


2. Aposte em brinquedos interativos

Brinquedos que exigem solução de problemas, como os que liberam petiscos aos poucos, estimulam raciocínio, foco e persistência. Eles ajudam a gastar energia mental, reduzem o tédio e são grandes aliados no controle da ansiedade, principalmente para cães que passam parte do dia sozinhos", diz a especialista.


3. Transforme a alimentação em um desafio

Oferecer comida sempre no mesmo pote elimina uma grande oportunidade de estímulo mental. Tapetes olfativos, brinquedos dispensadores e jogos de busca transformam a refeição em uma atividade cognitiva, além de respeitarem o instinto natural de caça do cão. Comer também pode ser uma forma de aprender", complementa. 


4. Ensine novos comandos, mesmo os mais simples

Aprender algo novo ativa conexões cerebrais. Não é preciso ensinar comandos complexos: desafios simples como ‘deitar’, ‘girar’ ou ‘tocar a mão’ já estimulam memória, atenção e concentração. O mais importante é a constância do treino, e não o nível de dificuldade", analisa Denise.


5. Use mais o corpo e menos a voz

Os cães aprendem muito mais por meio da observação do que da fala. Gestos claros, postura corporal e movimentos bem definidos facilitam o entendimento e mantêm o cão mais atento. Trabalhar comandos com sinais corporais fortalece a comunicação e torna o aprendizado mais eficiente", completa.


6. Invista em enriquecimento ambiental

Caixas de papelão, caixas de ovos, garrafas adaptadas, varais de petiscos, diferentes texturas e objetos seguros espalhados pelo ambiente desafiam o cérebro do cão. O enriquecimento ambiental combate o tédio, reduz comportamentos destrutivos e contribui para a estabilidade emocional", diz.


7. Promova interação social de forma equilibrada

O contato com outros cães e pessoas, quando bem conduzido, estimula habilidades sociais, confiança e adaptação. No entanto, é fundamental respeitar o perfil do animal. Cães inseguros precisam de uma introdução gradual e sempre em ambientes controlados", esclarece a especialista. 


8. Estabeleça uma rotina com estímulos

A inteligência do cão se desenvolve melhor em ambientes previsíveis. Horários definidos para passeio, brincadeiras, descanso e treino organizam o cérebro do animal e facilitam o aprendizado. A rotina traz segurança emocional e cria um terreno fértil para o desenvolvimento cognitivo", completa.


Para Denise, investir em estímulos diários é também uma forma de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. “Quando o cachorro é desafiado de forma saudável, ele se torna mais equilibrado, confiante e feliz. Estimular a inteligência é cuidar da mente, das emoções e da relação entre humano e animal”, finaliza.


Fonte: Dog Corner

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carnaval: 7 sinais de que seu pet não deve ir ao bloco e como protegê-lo do barulho e da folia

Especialista em comportamento animal alerta para riscos físicos e emocionais e orienta tutores sobre como garantir segurança e bem-estar dos pets durante o Carnaval


Foto: Freepik

O Carnaval é sinônimo de alegria, música e aglomeração para os humanos, mas para cães e gatos pode representar um período de alto risco. Barulho excessivo, calor intenso, multidões e mudanças bruscas na rotina estão entre os principais fatores que afetam o bem-estar físico e emocional dos animais. Segundo Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet, o Carnaval já é a segunda data mais estressante para os pets, perdendo apenas para o Ano Novo por conta dos fogos de artifício.

O tutor precisa entender que o que é diversão para ele pode ser uma verdadeira tortura para o animal. Falta empatia em muitas situações. O pet não escolhe estar ali”, afirma o especialista.

A seguir, Cleber lista 5 sinais claros de que seu pet não deve ir ao bloco, além de orientações práticas para protegê-lo do barulho e da folia.

1. Sensibilidade extrema a sons altos

Os cães possuem uma audição muito mais aguçada do que a humana. Apitos, caixas de som, batuques e gritos comuns nos bloquinhos podem causar estresse intenso, medo e até danos auditivos. Animais que já apresentam reações negativas a fogos de artifício ou trovões estão entre os mais vulneráveis, pois entram em estado de alerta muito rapidamente. Mesmo locais próximos aos blocos não são indicados. O animal não consegue identificar a origem do barulho, não entende que aquilo é temporário e passa a viver em alerta constante, o que impacta diretamente o emocional e o comportamento”, explica Cleber.

2. Sinais de estresse, medo ou tentativa de fuga

Tremores, respiração ofegante, choros, vocalizações excessivas, agressividade repentina ou tentativas de se esconder são sinais claros de sobrecarga emocional. Em ambientes cheios, com muitas pessoas e estímulos, o instinto de fuga pode ser acionado. Fuga não é desobediência, é desespero. Muitos acidentes graves acontecem porque o pet está tentando apenas sobreviver ao medo, correndo risco de atropelamentos, quedas ou ferimentos ao tentar escapar por portas, portões ou janelas”, alerta.

3. Risco elevado de hipertermia e desidratação

Os cães têm, em média, dois graus a mais de temperatura corporal do que os humanos. O calor excessivo, somado ao asfalto quente, à aglomeração e à dificuldade de acesso à água, pode levar rapidamente à hipertermia e à desidratação. Se está quente para você, está ainda pior para o pet. Algumas raças, como o Spitz Alemão, podem ter queda de glicose, desmaios e até convulsões em situações de calor intenso associado ao estresse emocional”, explica o especialista.

4. Exposição a perigos físicos invisíveis

Vidros quebrados, lixo no chão, restos de comida, bebidas alcoólicas derramadas e objetos pontiagudos fazem parte dos riscos invisíveis do Carnaval de rua. Além disso, o excesso de pessoas aumenta o risco de pisoteamento e machucados. Fantasias, adereços e acessórios também podem causar dermatites, feridas, assaduras e desconforto térmico. Muitas vezes, o tutor só percebe o problema quando o dano já está feito”, pontua Cleber.

5. Mudanças bruscas na rotina e excesso de pessoas

Reuniões com muitos amigos e familiares, casas cheias e movimentação fora do comum afetam diretamente o emocional dos pets. Animais que vivem em ambientes tranquilos podem se sentir acuados, inseguros ou reagir de forma defensiva ao tentar proteger o território. Muitas casas ficam vazias o ano inteiro e, de repente, recebem 20 pessoas para uma festa de carnaval, por exemplo. O animal não está preparado emocionalmente para essa mudança brusca de rotina e estímulos, o que pode gerar ansiedade, medo e comportamentos indesejados”, diz.

6. Perigo de ingestão de alimentos durante os blocos

Em bloquinhos de Carnaval, é comum haver restos de comida no chão, além de pessoas oferecendo petiscos sem autorização do tutor. Alimentos como chocolate, doces, carnes temperadas, ossos, frituras e até bebidas alcoólicas podem ser ingeridos rapidamente pelo pet, causando vômitos, diarreia, intoxicação e, em casos mais graves, risco de vida. O animal come por impulso, não por escolha. Por isso, levar o pet para ambientes com comida espalhada representa um risco real e imediato à saúde”, alerta.

7. Risco de ferimentos com objetos nas ruas

O chão dos blocos costuma ficar coberto de vidro quebrado, latinhas, tampinhas, espetinhos e outros objetos cortantes. Mesmo com atenção, é impossível controlar todos os passos do animal em meio à multidão. Cortes nas patas, perfurações, ferimentos na boca e infecções são ocorrências comuns nesse tipo de ambiente. Muitas lesões só são percebidas horas depois, quando o pet já está mancando ou sentindo dor”, explica o especialista.

Como proteger o pet durante o Carnaval

A recomendação do especialista é direta: se a ideia for curtir a folia fora de casa, o mais seguro é deixar o pet em um ambiente preparado para isso. Creches, hotéis pet ou serviços de day use estruturados oferecem supervisão, rotina e cuidados adequados, reduzindo significativamente o risco de estresse, acidentes e sobrecarga emocional. Já para quem vai passar o Carnaval em casa, alguns cuidados simples fazem toda a diferença. 

Manter portas e janelas fechadas ajuda a reduzir os ruídos externos e evita fugas, enquanto abafar o som da rua com televisão ligada, música ambiente ou até o barulho do ventilador contribui para diminuir o impacto dos estímulos sonoros. Também é importante criar um espaço seguro para o pet, com caminhas, brinquedos e água sempre disponíveis, permitindo que ele se recolha quando se sentir ameaçado", comenta.

“O Carnaval pode ser divertido para todos, mas só quando o tutor entende que o bem-estar do pet vem antes da fantasia ou da foto. Amor também é saber deixar o animal em paz e fazer escolhas responsáveis”, finaliza Cleber Santos.

Fonte: Comportpet


terça-feira, 5 de novembro de 2024

Dia do Adestrador: entenda o importante papel deste profissional*

Parceiro da Special Dog Company compartilha dicas valiosas para adestrar um cão


Foto: Freepik


O Dia do Adestrador, celebrado em 5 de novembro, homenageia os profissionais dedicados ao treinamento de cães. O adestramento é uma prática essencial que não apenas facilita a educação dos pets em atividades específicas, mas também promove uma convivência harmoniosa, garantindo que os animais desempenhem um papel ativo na vida doméstica contemporânea.

Além de melhorar o comportamento dos cães, o adestramento fortalece o vínculo entre o animal e seu tutor. Métodos positivos, que recompensam bons comportamentos e utilizam reforços, são as melhores abordagens para um adestramento eficaz. O respeito e a paciência são fundamentais nesse processo, assegurando resultados duradouros.

Luís Zuccolo, adestrador parceiro da Special Dog Company, empresa com mais de 20 anos de experiência em nutrição animal, compartilha dicas valiosas para um adestramento de qualidade:

Ambiente

Criar um ambiente enriquecido é essencial para que o filhote compreenda seus limites e aprenda os comandos de forma gradual. "Um espaço seguro e tranquilo é fundamental para que o cachorro possa se concentrar", afirma Luís. O uso de reforço positivo, como petiscos e elogios, é crucial para incentivar comportamentos desejados desde o início.

Momentos das Necessidades

Um aspecto fundamental do adestramento é ensinar o cão a fazer suas necessidades no local correto. "Designar um espaço específico e recompensar o animal ajuda a facilitar esse aprendizado, evitando frustrações tanto para o tutor quanto para o pet", complementa o especialista.

Passeios

Os passeios são outra parte vital do adestramento, pois ajudam na socialização do cão e no seu comportamento em público. "Cães não nascem sabendo como passear ao lado de humanos. É importante ter paciência para apresentar essa nova forma de caminhar e os elementos que a envolvem, como coleiras, peitorais e guias", explica Luís.

Alimentação

Uma alimentação adequada é essencial para um adestramento eficaz. Manter o cão em uma condição corporal ideal garante que ele esteja saudável e pronto para os treinamentos”, afirma Zuccolo. “Recomenda-se alimentá-lo de duas a três vezes ao dia, o que também ajuda a reduzir a ansiedade”, completa o especialista.

Além de petiscos, opções como sachês, patês e snacks tornam o aprendizado mais agradável. A Special Dog Company oferece, em todas as suas linhas de produtos — do Premium ao Super Premium — opções especialmente formuladas para cães de todas as idades e tamanhos, contendo os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável.

Os alimentos destinados a filhotes das linhas Special Dog Ultralife e Bionatural Prime, por exemplo, incluem DHA, um nutriente essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso. A ingestão adequada de DHA melhora a capacidade cognitiva dos cães, contribuindo para um aprendizado mais eficaz.

*Para mais dicas e orientações sobre o cuidado com seus pets, visite o Portal Pet da Special Dog Company. E em caso de sintomas graves ou preocupações com a saúde do seu animal, consulte sempre um médico-veterinário de sua confiança.