terça-feira, 19 de março de 2024

Do chocolate aos cosméticos: conheça os perigos para os pets

Alimentos, plantas e produtos utilizados no dia a dia podem ser tóxicos para os animais


Com a proximidade da Páscoa, é o momento de alertar sobre os riscos da ingestão de chocolate por cães e gatos. Porém, a atenção deve ser ampliada também a outros alimentos e temperos típicos das refeições da celebração, alguns, inclusive, tão perigosos quanto o chocolate.

O cacau, presente no chocolate, contém teobromina, substância que não é metabolizada por cães e gatos e pode desencadear uma série de problemas de saúde, que vão desde sintomas leves até complicações graves e potencialmente fatais. Os sinais clínicos incluem vômito, diarreia, distensão abdominal, aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada, tremores e ataque cardíaco, podendo levar o animal à óbito.

Os chocolates mais escuros e aqueles utilizados para fazer bolos e ovos de Páscoa caseiros são o que possuem maior quantidade de teobromina e, por isso, são os mais prejudiciais. Porém, até mesmo o chocolate branco, que contém pouco cacau, mas que é rico em açúcar e gordura, deve ser evitado”, alerta a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade. O porte e a idade do animal também influenciam no grau de risco: filhotes, cães idosos ou de pequeno porte, diabéticos ou com doenças gastrointestinais crônicas são, no geral, mais sensíveis. 

Uma alternativa para que os animais não fiquem de fora das comemorações é oferecer petiscos específicos para os pets, inclusive aqueles que têm sabor e odor parecido com o de chocolate. A quantidade, claro, deve ser moderada, pois o excesso pode gerar problemas digestivos e refletir na balança.

Para os cães e os gatos que demonstram interesse por sabores doces, a veterinária lembra que a DrogaVET manipula medicamentos com o aroma e o sabor de chocolate: “Quando o pet precisar de um medicamento ou nutracêutico, vale lembrar do gosto dele para tornar o tratamento mais tranquilo e prazeroso”.

Cardápio das celebrações

Os alimentos das refeições também não devem ser compartilhados com os pets. Cebolas e alho contêm dissulfetos e tiossulfatos, que podem causar danos aos glóbulos vermelhos dos animais, levando a uma anemia hemolítica. Uva e uvas-passas estão associadas a casos de insuficiência renal aguda em cães. O abacate contém persina, que pode ser tóxica para cães e gatos se ingerida em grandes quantidades. Além disso, o caroço do abacate pode representar um risco de obstrução intestinal, assim como espinhas de peixes, outro alimento bastante comum nas comemorações.  

A dica sempre é consultar o médico-veterinário. Se o pet já faz uso de alimentação natural, o tutor já sabe como preparar as refeições e pode variar os ingredientes conforme as orientações do veterinário. Se o pet se alimenta de ração, é preciso verificar como fazer o míx feeding (combinação de alimentos secos com úmidos) sem afetar a quantidade de calorias a serem ingeridas, sempre considerando as demais condições de saúde do animal: se não possui alergias, gastrite, diabetes ou outras doenças que requerem ainda maior cuidado”, alerta Farah.

Perigos além da mesa

Não são só os alimentos que oferecem perigo aos animais de estimação. Por isso, é preciso estar atento aos detalhes em casa e fora de casa, caso o pet acompanhe os tutores em viagens e visitas a parentes ou amigos.


Produtos de limpeza contêm substâncias químicas tóxicas, como cloro, amônia, ácidos e solventes, que podem ser prejudiciais se ingeridos ou inalados pelos animais de estimação. Mesmo a exposição cutânea a esses produtos pode causar irritação ou queimaduras na pele.

Algumas plantas domésticas são tóxicas para cães e gatos, como lírios, azaleias, filodendros, espada-de-são-jorge, comigo-ninguém-pode, mamonas, sagu-de-jardim, hera inglesa e ciclames. Além disso, fertilizantes, pesticidas e outros produtos de jardinagem podem oferecer riscos. É importante mantê-los armazenados e evitar que os pets ingiram qualquer tipo de planta.

Outro cuidado essencial é manter medicamentos fora do alcance dos pets, preferencialmente armazenados em armários de difícil acesso. “É comum deixarmos os remédios à vista para lembrarmos de tomá-los ou para uma emergência, mas os pets são curiosos e podem ingeri-los acidentalmente. Gatos, por exemplo, costumam pular em prateleiras, entrar em armários e abrir gavetas”, comenta a veterinária.

A aplicação de sprays, medicamentos e cosméticos de uso tópico também deve ser cuidadosa. “Os pets podem aspirar ou lamber medicamentos ou produtos de beleza que aplicamos em nossa pele ou cabelos e determinadas substâncias podem ser extremamente tóxicas ou irritantes para eles, como repelentes, tinturas para cabelo, ácido para a pele, entre outros”, alerta Farah, lembrando que ao aplicarmos estes produtos devemos manter os pets afastados até que a pele absorva tudo ou, até mesmo, evitar o contato direto com a região durante o período de tratamento.

O alerta vale ainda para o compartilhamento de produtos. “Os pets também devem fazer uso de repelente e protetor solar, porém, isso não significa que eles podem usar os mesmos itens que nós usamos”. Cosméticos, como shampoos e lenços umedecidos, e produtos para prevenção, como repelentes e filtros, devem ser próprios para animais. “Na manipulação veterinária é possível escolher entre diversas opções de ativos específicos para pets e combiná-los em um mesmo produto conforme orientação do médico-veterinário”, finaliza.


Aumenta em 75% a quantidade de brasileiros adotando o estilo de vida sem carne

Neste Dia Mundial Sem Carne, lembrado em 20 de março, a Bio Mundo relembra que parar ou reduzir o consumo de carne reduz riscos de doenças cardiovasculares, emagrece, diminui o colesterol e melhora a microbiota intestinal

Foto: Divulgação

Um levantamento realizado pelo The Good Food Institute Brasil (GFI Brasil) indicou que o consumo das carnes bovina, suína, de frango e de peixe caiu 67% entre os brasileiros na sua última pesquisa em relação ao ano anterior. Isso ocorreu diante do impacto dos preços mais altos dos produtos e da busca por hábitos mais saudáveis, que passam por maior adoção das proteínas de origem vegetal. A pesquisa também notou que, do total de consumidores que diminuíram a carne na alimentação, 47% pretendiam reduzir ainda mais em 2023.

Esses dados sofrem influência devido ao leque de denominações para os diversos tipos de dietas em consequência da restrição alimentar e escolha por estilos de vida. Veganismo, vegetarianismo, crudivorismo, apivegetarianismo e frugivorismo são algumas dessas dietas que a carne fica totalmente de fora do cardápio.

Tanto que o Brasil está experimentando uma explosão no número de adeptos ao veganismo e vegetarianismo. Uma pesquisa recente do Ibope Inteligência revelou que 14% da população, cerca de 30 milhões de brasileiros, já se considera vegetariana. Esse número representa um aumento notável de 75% em comparação com os dados de 2012, indicando uma mudança significativa nos hábitos alimentares do país. 

Foto: Divulgação
Segundo a nutricionista Fernanda Larralde, especializada em Nutrição Esportiva, Saúde da Mulher e Fitoterapia, formada em Coaching Nutricional e palestrante, parceira da Bio Mundo (rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva), as mudanças de hábitos partem de algo ainda maior. "O que leva as pessoas a mudarem o estilo de vida, principalmente em relação a alimentação está muitas vezes associada a uma ideologia, seja a preocupação com os animais e o meio ambiente, a influência de familiares, motivos religiosos ou espirituais e, em alguns casos, isso ocorre em decorrência de alguma condição clínica. Porém, cada uma delas tem o seu valor e peso individual," afirma.

O mesmo levantamento realizado pelo The Good Food Institute Brasil (GFI Brasil) indicou também que, mais da metade (52%) dos brasileiros reduziu o consumo de carne nos últimos 12 meses por escolha própria. Além disso, praticamente dois em cada três consumidores (65%) consomem alguma alternativa vegetal (legumes, grãos, frutas) em substituição aos produtos de origem animal pelo menos uma vez por semana, enquanto no ano anterior esse percentual era de 59%.

De acordo com a Fernanda, a carne vermelha se destaca principalmente por proporcionar ferro e vitamina B12 - dois nutrientes que, caso estejam em falta no organismo, causam anemia (ferropriva e perniciosa, respectivamente).

"Parar de comer carne tem suas vantagens e desvantagens. A carne é uma das principais fontes de proteínas, cálcio, vitamina B12, minerais extremamente importantes como o ferro e outros. Por exemplo, no caso do ferro, o chamado ferro heme (Fe 2+), também chamado de ferro ferroso ou orgânico, é encontrado apenas em alimentos de origem animal, como carnes, aves e frutos do mar, a partir da hemoglobina e da mioglobina provenientes desses produtos. Então, ao passar para uma dieta mais restrita, a pessoa precisa ter um acompanhamento nutricional para assim compensar esses nutrientes e fazer uma suplementação adequada", continua ela.

Por outro lado, a carne possui gordura e colesterol que, quando consumida em excesso, pode fazer mal ao corpo a longo prazo. A escolha por parar de comer carne pode contribuir para reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, emagrecimento, diminuição do colesterol, melhora da microbiota intestinal, entre outros.

Agora, o maior desafio é não só deixar de consumir a carne, mas saber escolher o melhor alimento para substituir e compor a necessidade nutricional diária. "As dúvidas sobre os alimentos que substituem a carne são frequentes, por isso, é extremamente necessário fazer avaliações clínicas regularmente. Através de exames é possível identificar a necessidade de suplementar e repor cada nutriente de maneira correta, mas é claro, alguns alimentos já são indicados de forma tabelada nas consultas, que podem complementar a alimentação de qualquer pessoa adepta da dieta mais variada", informa a nutricionista.

É claro que os alimentos importantes para compor um prato nutritivo independe da restrição alimentar adotada, é sempre possível fazer substituições ou suplementação adequada de acordo com as indicações médicas.

Edmar Mothé, CEO da Bio Mundo, afirma que o setor foi fortemente impactado por essa onda de conscientização por melhores escolhas na hora de encher as sacolas. " Sempre vemos alguns alimentos como protagonistas de quem opta por substituir a carne. Temos a soja, ervilha, grão-de-bico, amêndoa e cereais em geral. Com essa alta na demanda, sentimos na pele a subida das vendas de todos esses itens e outros mais em toda a rede. Foi uma alta de mais de 38% nos últimos 3 anos" afirma ele frente aos dados das mais de 150 lojas espalhadas pelo país. Isso vale para todo o portfólio das unidades que giram em torno da alimentação saudável, suplementação e o mais variado granel para atender os diversos tipos de públicos. 

"É importante abrir o leque alimentar e investir em leguminosas, como a soja, a lentilha, a ervilha e o grão-de-bico, que são úteis na tarefa de ingerir proteínas. Além disso, é importante incluir cereais integrais, hortaliças, cogumelos, algas e, claro, gorduras saudáveis como a do azeite de oliva, sementes e oleaginosas. E para facilitar a absorção do ferro contido nos legumes, a recomendação é incluir na refeição uma fonte de vitamina C, que pode ser uma fruta cítrica como a laranja, o limão, a acerola e o morango", finaliza Fernanda.

No caso da carne, alimentos para substituí-la são fáceis de encontrar, mas quanto maior a variedade e qualidade no sabor, melhor será, e o desejo de consumir produtos de origem animal também será menor. O fato é que o segredo está na diversidade, por isso, a Bio Mundo pensou em proporcionar uma grande variedade e qualidade dos produtos, e assim assegurar que os adeptos das mais diversas dietas possam encontrar todos os itens necessários para o dia a dia, para a saúde e suplementação em um só lugar.

Sobre a Bio Mundo: A Bio Mundo, rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva, foi fundada em 2015, em Brasília, pelo empresário Edmar Mothé ao lado dos filhos Rafael, Bruna e Adriana. Suas filhas, em especial, já consumiam e "faziam parte" do universo mais saudável e fitness, o que colaborou e incentivou o início de toda a criação.

Possui mais de 150 lojas espalhadas em 19 estados do Brasil em apenas 8 anos de história. Conta com 3.000 produtos em prateleira e mais de 300 opções de produtos à granel.

É a vencedora do Prêmio Líderes do Brasil, com case de expansão regional e nacional e dona do Selo de Excelência em Franchising pela Associação Brasileira de Franchising - ABF.

sexta-feira, 15 de março de 2024

West Shopping realiza campanha de adoção de cães e gatos neste sábado (16/03)

A ação tem entrada gratuita e acontece no 2º piso do shopping, das 14h às 18h


Em parceria com a Associação Casa Diolanda, o West Shopping promove, neste sábado (16/03), sua tradicional Feira de Adoção de Cães e Gatos. A ação tem entrada gratuita e acontece no 2º piso do empreendimento, das 14h às 18h.

A campanha busca fazer a ponte entre animais resgatados das ruas, que foram vítimas de abandono, com famílias que desejam ter um animal em suas vidas. No local, os clientes encontrarão cães e gatos vacinados, de todos os portes e idades, e terão a oportunidade de levar um amigo de quatro patas para a casa.

Quem não irá adotar um pet, mas deseja contribuir com a causa, poderá fazer parte deste ato de amor ao doar no local rações, coleiras, potes de comida, entre outros materiais de uso animal.

Parceira do projeto, a Casa Diolanda é uma ONG sem fins lucrativos, localizada na Zona Oeste do Rio, que cuida de, aproximadamente, 200 cães e gatos abandonados.

Serviço:
Campanha de Adoção de Cães e Gatos no West Shopping
Dia: 16 de março de 2024
Horário: Das 14h às 18h
Local: 2º piso do empreendimento
Grátis

O West Shopping fica na Estrada do Mendanha, 555, Campo Grande, Rio de Janeiro/ RJ - Tel.: (21) 3514-1040.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Sereno de Campo Grande leva o Veganismo para Sapucaí em Ala Vegana!


Com o enredo "4 de Dezembro" a @Sereno de Campo Grande terá a primeira ala vegana/vegetariana do Carnaval Carioca em desfile deste sábado (10/02) na Sapucaí!

A escola da Zona Oeste Carioca, cujo mascote, é a coruja, abre os desfiles da segunda noite da Série Ouro do Carnaval 2024. Entre as novidades, uma ala composta por veganos e vegetarianos residentes no bairro de Campo Grande e adjacências.

A iniciativa de uma ala vegana na Sereno não é nova, estreia ocorreu no carnaval 2023, no desfile da conquista da Série Prata do Carnaval 2023, e como em time que está ganhando não se mexe, a ala vegana / vegetariana segue firme e forte no #carnaval2024, agora, pela Série Ouro e na Av. Marques de Sapucaí!

A coruja (símbolo da sabedoria), é a mascote da Sereno e por conta disso, a escola também é conhecida por Corujinha da Zona Oeste. Importante visar, que nem todos os componentes da escola são veganos ou vegetarianos, porém, a agremiação possui a consciência em não utilizar adereços que explorem animais, especialmente penas de aves em suas fantasias e carros alegóricos.

A ala vegana conta com 50 componentes, porém, a escola terá outros militantes do veganismo em outras alas, passistas e percussionistas. Entre os participantes veganos, estão alguns militantes da causa animal no subúrbio carioca, entre eles; @clau_shimizu (da @vegazô ), @gabrielapetris (da @academiamagarca ), @anpaulrj (coordenadora de ala), @michaelmenesesfotografia (editor do @portalrockpress, diretor do documentário @vermaisofilme e criador do Selo Cultural @Parayba Records), @titoverso, @isacastrox ... entre outros. Ao todo, a Sereno terá cerca de 1200 componentes em seu desfile e que terá início às 21 horas com transmissão ao vivo da TV Band. Vale conferir!

Sobre o Enredo 2024:

Para o Carnaval 2024, o G.R.E.S. Sereno de Campo Grande vai homenagear o orixá Iansã, a Santa Barbara do catolicismo, com o enredo: "4 de Dezembro", de autoria de: Claudio Russo, Jaci Campo Grande, Sérgio Alan, André Baiacu, Beto BR, Laio Lopes, Fabinho Rodrigues, Marcelinho do Cavaco, Reinaldo Chevett, Aurélio Brito e Fábio Bueno Intérpretes: Antônio Carlos e Igor Pitta. OUÇA: www.youtube.com/watch?v=DOW3wJln_Qc 

Relembrando: A ala vegana da G.R.E.S. Sereno de Campo Grande foi pauta do Fabio Chaves no Carnaval 2023: www.instagram.com/reel/CpdTeUGvW_Y/?igshid=MDJmNzVkMjY=

SIGA AS REDES SOCIAIS DO G.R.E.S SERENO DE CAMPO GRANDE: 


FONTE: @vegazô e @paraybarecords

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Manifestação em Copacabana pede o fim do abate dos jumentos brasileiros por chineses

Produto extraído da pele dos animais é usado na China como medicamento, porém não há comprovação de sua eficácia



A Frente Nacional De Defesa Dos Jumentos, formada por ativistas da proteção animal, com o objetivo de lutar jurídica e politicamente de impedir o abate de jumentos brasileiros no Nordeste por matadouros chineses, realizou neste domingo (30/07), manifestações em diversas capitais em nível nacional, inclusive no Rio de Janeiro.

Na capital fluminense, a manifestação se deu na Praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace e reuniu pelo menos 70 ativistas, que realizaram protesto e divulgaram informações sobre o caso.

Compareceram à manifestação diversos representantes de comissões de defesa dos animais da OAB, como da Leopoldina e da Barra da Tijuca, dirigentes de ONGs, protetores independentes, a atriz Alexia Dechamps e diversos ativistas que não economizaram críticas à situação. 

Segundo a advogada animalista Giovana Poker, os abatedouros chineses estão no Brasil para adquirir o 'ejiao', produto extraído do colágeno da pele do jumento, que tem alto valor de comercialização nos países orientais, porém sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia. 

Giovana destaca que "os chineses compram esses jumentos por até 5 Reais, além da despreocupação com a reprodução e a continuidade da espécie, que corre sério risco de extinção, esse abate não movimenta a economia brasileira. E ainda fere a Constituição Federal, que veda expressamente a crueldade contra os animais. A exploração e o abate são regulamentados por diretrizes de bem-estar, estabelecidas pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. No abate chinês os animais ficam confinados sem água e comida e muitos, já debilitados por terem sido explorados anteriormente, morrem antes do abate. Além de ser cruel, essa prática viola a nossa cultura, pois o jumento é um ícone nacional".

Para o advogado Vinicius Cordeiro, ex secretário municipal de Proteção e Defesa dos Animais do Rio de Janeiro, "foi muito importante realizar a manifestação que tem caráter nacional porque ainda é grande a desinformação quanto ao tema, que é grave, já que não somente trata da defesa do animal em si, mas também tema de saúde pública e envolve grave descumprimento a decisão judicial".

Para a advogada Jomara Knoff, presidente da Comissão De Defesa e Proteção Dos Animais da OAB Barra, toda a sociedade deve se unir contra os maus-tratos sofridos pelos jumentos: "Fiquei estarrecida ao saber o que o Nordeste do Brasil tem feito com os nossos jumentos e eu não poderia deixar de participar desta manifestação, unindo minha voz a essa corrente de união e defesa a estes animais. Estão praticando crueldades e maus-tratos ao matá-los em prol de alguns trocados, vendendo-os para a China que desenvolveu um produto que nem eficácia comprovada tem. Todos nós temos a obrigação de pedir socorro pelos jumentos, chamando a atenção para que seja cumprida a liminar concedida em uma ACP em Salvador, intentada pela Frente Nacional De Defesa Dos Jumentos, onde a Juíza entendeu que deve ser proibido o abate a estes animais".

Para saber mais sobre as ações da Frente Nacional De Defesa Dos Jumentos, acompanhe as redes sociais: @frentedefesajumentos. E o site: www.salveosjumentos.org.br

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Quais são os problemas articulares que mais acometem os pets?

Inflamações, rigidez e falta de mobilidade também são condições que afetam as articulações dos animais de estimação, mas podem e devem ser prevenidas

Foto: Divulgação

Problemas nas articulações são comuns nos pets mais idosos e ocorrem pelo desgaste natural das estruturas que compõem as articulações, mas animais jovens com predisposição genética, deficiência nutricional, excesso de peso, que tenham sofrido traumas ou que vivam em locais com o piso muito liso que dificulta a sua movimentação, também podem apresentar doenças articulares.

“De forma geral, os problemas articulares promovem a redução da mobilidade dos animais, e já foi considerado um dos principais fatores que comprometem a qualidade de vida dos pets. Os joelhos, cotovelos e o quadril são as regiões que costumam ser mais afetadas, e os sintomas mais perceptíveis de que as articulações do pet não estão bem é a dificuldade para andar e a relutância em realizar atividades rotineiras, como levantar ou subir degrau”, conta Taís Motta Fernandes, médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

Taís relata que os felinos costumam mascarar mais os sintomas de problemas articulares, alterando o seu comportamento natural. Para os tutores destes animais o aumento da agressividade, diminuição da ingestão de água, recusa de alimentos e dificuldade para urinar ou defecar na caixinha de areia podem ser sinais de alerta e devem ser investigados.

“Felinos são caçadores e mestres em camuflar suas fraquezas, por isso é importante ter total atenção aos hábitos deles e investigar qualquer mudança que não tenha um motivo evidente. Outra coisa que pode ser observada nestes animais é a redução da massa muscular em determinadas regiões pelo desuso de certas articulações”, alerta.

Quais são as doenças articulares mais comuns?

 Doença Articular Degenerativa (DAD): é uma enfermidade lenta e progressiva em que ocorre e a degradação da cartilagem que recobre as extremidades ósseas e o interior das articulações, e quase sempre está relacionada à idade do animal e ao desgaste natural das estruturas articulares ao longo da vida.  

Nos gatos, a doença é mais comum entre os animais idosos. Estudos sugerem que cerca de 90% dos felinos com mais de 12 anos de idade possuem alguma articulação acometida por DAD. Já os cães podem ser acometidos em todas as idades e os animais de “alta performance”, como cães esportistas ou de trabalho, e animais obesos e sedentários, podem desenvolver o quadro com maior facilidade.

Os principais sintomas são rigidez e dificuldade de se levantar e realizar os movimentos mais comuns da rotina diária.

Displasia coxofemoral: A displasia coxofemoral é o desenvolvimento anormal da articulação que envolve o osso do quadril e o fêmur. Ela é pouco comum em gatos, acometendo principalmente raças grandes como o Maine Coon, e mais frequente nos cães de grande porte. As causas da doença são multifatoriais, envolvendo fatores genéticos e ambientais, além de peso e idade, que interferem no desenvolvimento adequado dos ossos desta articulação.

Os animais com displasia coxofemoral apresentam mobilidade de quadril reduzida, perda de massa muscular na região de coxa, sentam-se com maior frequência de lado, apresentam dificuldade para realizar atividades comuns como correr, pular, saltar, descer e subir escadas, e podem sofrer quedas repentinas durante caminhadas. Em casos mais avançados de displasia a cirurgia pode ser indicada.

Como evitar?

Cuidar das articulações dos pets é tarefa importante e deve acontecer durante toda a vida do peludo, começando o quanto antes. Dois pilares importantes são a nutrição e a prática de atividade física leve e regular.

“Fornecer uma nutrição balanceada aos pets auxilia na manutenção adequada do peso do animal, evitando sobrecargas articulares. Suplementos alimentares que contenham condroitina, glicosamina, colágeno e ômega-3 também auxiliam na proteção e no fortalecimento das cartilagens e outras estruturas que compõem as articulações”, declara Taís. “Já a prática de atividade física leve e regular auxilia no fortalecimento da musculatura, dos ossos e das articulações. Além disso, quando realizada junto com o tutor, a atividade física ajuda a estreitar laços e multiplicar a confiança, sendo benéfico para as duas partes”, finaliza.

sexta-feira, 10 de março de 2023

Verão Animal 2023: Prefeitura do Rio promove o 'Escovão felino' no abrigo municipal Fazenda Modelo

 Ação inédita da SMPDA incentiva interação entre os gatos e a população 

Evento acontece pela primeira vez no Gatil livre. Foto: Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais - SMPDA, promove o 'Escovão felino', no abrigo público Fazenda Modelo. A ação inédita do órgão, acontece neste sábado (11/03), das 9h às 12h e visa a interação dos gatinhos com os visitantes e o bem-estar dos felinos. 


Os visitantes poderão conhecer o Gatil Livre da Fazenda Modelo, que possui mais de 350 gatinhos resgatados de maus-tratos e abandono, para escovação dos pelos. Essa prática estimula o crescimento saudável da pelagem, retira impurezas e ainda é uma ótima forma de se aproximar deles.  


Segundo o secretário da SMPDA Vinicius Cordeiro, "essa nova ação que a SMPDA está promovendo, o 'Escovão dos felinos' na Fazenda Modelo, é mais uma atividade do nosso 'Verão animal' e também mais um evento realizado no abrigo público para levar a população para interagir com esses animais, assim como fazemos nas ações de voluntários que passeiam com os cães semanalmente e também no mutirão do banho dos cães. Os felinos gostam, interagem, ficam mais sociáveis e as pessoas também saem felizes. A interação faz com que o número de adoções aumente, que é o nosso objetivo, fazer com que o pet consiga um lar definitivo". 


O evento é aberto à toda a família e integra a campanha 'Verão Animal 2023', que é um conjunto de atividades e conta com as campanhas de conscientização 'Minha pata não tem sola' (que visa alertar os donos de cães em relação a passeios em dias muito quentes), 'Carioca legal recolhe as fezes do seu animal' (que conscientiza os tutores sobre a responsabilidade pela limpeza, remoção e destino adequado das fezes dos pets), a campanha de adoção ‘Adote Um Amigo’, o 'Mutirão do Banho' no Abrigo Municipal Fazenda Modelo e a 'Acãodemia Carioca' - primeiro programa público de academias para cães do país. 


Serviço: 

Verão Animal 2023 

'Escovão felino' no abrigo municipal Fazenda Modelo 

Endereço: Estrada do Mato Alto, 5.620, Guaratiba, RJ 

Data: Sábado, dia 11/03 

Horário: Das 9h às 12h