sexta-feira, 12 de julho de 2024

Saúde intestinal dos pets: Você sabe a importância?

Assim como em humanos, a flora intestinal dos pets desempenha um papel importante na manutenção da saúde e do equilíbrio do organismo

Foto: Pixabay

Quando pensamos na saúde dos pets, é fácil nos concentrarmos em aspectos visíveis, como a pelagem brilhante ou o peso corporal ideal. No entanto, há um componente interno essencial que muitas vezes passa despercebido, mas que desempenha um papel fundamental no bem-estar geral do animal: a saúde intestinal.

 Assim como em humanos, a flora intestinal dos pets desempenha um papel importante na manutenção da saúde e do equilíbrio do organismo. Quando essa flora está desequilibrada, o bem-estar do pet também fica comprometido.

Dizemos que a microbiota intestinal (ou flora intestinal) do pet não está em equilíbrio quando há algo errado com a população de microrganismos que habita o intestino do animalzinho. “Esse desequilíbrio é chamado de disbiose. Ela ocorre quando há um aumento de bactérias patogênicas ou a diminuição de bactérias benéficas no organismo. Os animais afetados apresentam distúrbios gastrointestinais, como diarreia, constipação, flatulência, dor abdominal e desconforto digestivo. A disbiose pode ser causada por diversos fatores, como alimentação inadequada, estresse, uso excessivo de antibióticos ou parasitas intestinais” explica Tais Mota, médica veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

Alguns sinais de alerta para a saúde intestinal do pet incluem:

Diarreia: Alterações nas fezes do animal podem indicar um desequilíbrio na flora intestinal.

Náuseas: Vômitos frequentes ou persistentes podem indicar problemas gastrointestinais, incluindo desequilíbrios na flora intestinal.

Apetite desregulado: Mudanças repentinas no apetite do pet, seja uma diminuição ou aumento significativo na ingestão de alimentos, podem ser um sinal de que algo não está bem no sistema digestivo.

Ruídos intestinais: Borbulhos, estalos ou outros sons incomuns provenientes do abdômen do pet podem indicar problemas digestivos, incluindo desequilíbrios na flora intestinal.

Para restaurar o equilíbrio da flora intestinal e promover a saúde intestinal do pet, é importante considerar a inclusão de probióticos na dieta do animal. “Os probióticos são suplementos compostos por microrganismos vivos, como bactérias e leveduras, que ajudam a repovoar e equilibrar a flora intestinal. Eles podem ser encontrados em forma de cápsulas, pó ou até mesmo em alimentos específicos”, detalha a profissional.

A suplementação contribui para melhorar a saúde intestinal, a digestão, a absorção de nutrientes, fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de distúrbios gastrointestinais.

É importante ressaltar que, antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental consultar o médico veterinário. “Cada animal é único, e um profissional qualificado poderá avaliar as necessidades individuais do pet e recomendar o tratamento mais adequado. Além disso, o profissional pode ajudar a identificar a causa subjacente do desequilíbrio intestinal e fornecer orientações sobre mudanças na dieta e estilo de vida que possam ajudar a promover a saúde digestiva a longo prazo”, afirma Tais.

A saúde intestinal dos pets desempenha um papel crucial em seu bem-estar geral. Por isso, os tutores devem ficar atentos aos sinais de desequilíbrio na flora intestinal para ajudar os peludos a viverem vidas mais saudáveis e felizes.

Fonte: www.avertsaudeanimal.com.br  e www.vidamaisromrom.com.br/

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Botafogo tem primeira sessão de cinema petfriendly neste sábado (18/05)

Criada pela Cinesystem, Cinepets já levou mais de 4 mil cães e tutores para a frente das telonas

Foto: Reprodução da internet

Quer curtir um filme emocionante, ao lado do seu fiel companheiro de quatro patas? A hora é agora! A primeira edição no Cinesystem da Praia de Botafogo do projeto CinePets, sessão de cinema petfriendly criada em 2019 pela exibidora e que já levou mais de 4 mil pessoas – e muitos pets, para a frente das telonas, acontece no próximo sábado (18/05)! O projeto proporciona um momento único de interação entre cães e humanos, com toda adaptação para os olhos e ouvidos sensíveis dos peludos, mas sem que a qualidade de exibição seja perdida! 

O longa escolhido será “Amigos Imaginários”, que  conta a história de uma garota que passa a enxergar os amigos Imaginários de todos e embarca numa grande aventura! 

A Cinesystem tem em seu DNA oferecer conteúdos inovadores aliados a entretenimento e boas experiências dentro de uma sala de cinema. Queremos que nossos clientes possam colecionar lembranças inesquecíveis em família, com nossas salas como plano de fundo. E o CinePets é isso, uma oportunidade para que memórias incríveis, com a companhia dos pets, sejam criadas”, pontua a Gerente de Marketing e Produtos da Rede, Samara Vilvert.

O longa será exibido às 14h, em sessões adaptadas para os cães e seus donos em Brasília (DF), Ananindeua (PA), Santarém (PA), Arapiraca (AL), Imperatriz (MA), Paulista (PE), Vila Velha (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Hortolândia (SP), Curitiba (PR), Londrina (PR), Rio Grande (RS) e São Leopoldo (RS). 

Como Funciona: Para que a experiência dos tutores e seus cachorros seja o mais prazerosa possível, a exibição conta com toda a adaptação necessária de som e luz, deixando o ambiente mais agradável aos olhos e ouvidos do pet, mas sem que os humanos percam a qualidade do filme. 

Existem também algumas regras para quem for participar. A primeira delas é que as poltronas são reservadas para os donos, os cachorros podem ficar no colo ou no chão. Estão liberados cães de pequeno e médio porte e que sejam sociáveis. Além disso, todos os animais precisam estar com as vacinas em dia e usar coleira. Ração e petiscos, assim como água - em recipientes adequados - são permitidos. 

Por fim, a dica é passear com o cachorro antes da exibição, para que depois ele aproveite o tempo na sala para descansar, e, se necessário, sair ao longo da exibição para que o pet possa fazer as necessidades.

Mais informações: https://www.cinesystem.com.br

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Por que meu gato está se escondendo?

Entenda as razões que levam a esse comportamento e como ajudar o pet a se sentir confortável em casa


Foto: Divulgação

Os gatos adoram procurar refúgio em locais fechados e se esconder, seja dentro de caixas ou até mesmo debaixo da cama. Esse comportamento natural da espécie é utilizado para descansar brincar, ou até mesmo para trazer conforto perante a novas situações.

Porém, o seu pet está passando mais tempo que o habitual nos esconderijos? Esse pode ser um sinal de que ele está lidando com uma situação estressante, como alterações na rotina ou até mesmo a mudança para um novo lar.

Desta forma, entender os motivos por trás do comportamento é essencial para proporcionar mais conforto e segurança. Para auxiliar os tutores nessa identificação, a médica veterinária gerente de produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal, Marina Tiba, listou 5 razões pelas quais o gato pode estar se escondendo:

Personalidade Tímida: Alguns gatos têm uma inclinação natural para serem tímidos. Eles preferem espaços calmos e privados para se sentirem à vontade. Respeitar o tempo e o espaço do pet é essencial e deve-se oferecer opções de esconderijos seguros, como caixas ou caminhas aconchegantes.

Estresse: Se o gato está se escondendo mais do que o habitual, isso pode ser sinal de que algo o está incomodando. O tutor deve observar fatores que podem estar gerando estresse, como alterações na rotina, a chegada de um novo membro, ou até mesmo a mudança para uma nova casa. Neste caso, o animal poderá apresentar outros sinais de estresse, como arranhaduras em locais inadequados ou marcação urinária.

Adaptação à Nova Casa: Mudar de ambiente pode ser desafiador para os gatos. Eles precisam de tempo para se acostumar. Se esse for o caso, permita que o pet se esconda, fornecendo espaços seguros e familiares, isso fará com que o pet se sinta confortável e comece, aos poucos, a explorar e interagir com o novo lar.

Sensibilidade a Barulhos: Gatos são sensíveis a sons altos. Barulhos repentinos, como equipamentos de manutenção, aspiradores de pó e até mesmo sons fora do habitual podem assustá-los, levando-os a se esconder.

Alterações no Ambiente: Os gatos gostam de previsibilidade, sendo assim, quando algo muda em seu ambiente é natural que ele se esconda para lidar com o desafio.

Como visto, os felinos precisam de tempo para se adaptar a uma nova experiência. Portanto, caso o animal passe a se esconder mais que o habitual o tutor deverá ter paciência e criar uma atmosfera o mais positiva, calma e tranquila possível, pois diminuir o estresse contribuirá para reduzir o hábito de se esconder do pet”, detalha Marina.

Adicionalmente, o tutor pode investir em medidas simples, como investir no enriquecimento ambiental, com arranhadores, brinquedos e quebra-cabeça com petiscos, desta forma o animal ficará entretido e terá menos tempo para ficar no esconderijo.

Além disso, o uso de feromônios pode auxiliar no controle do problema. Quando sente este odor característico, o gato interpreta que aquele ambiente em que ele está é seguro e que não existe necessidade de se preocupar com perigos ou ameaças, fazendo com que ele se sinta no controle da situação.

Observar e compreender os hábitos dos gatos é essencial para garantir seu bem-estar. Enquanto é normal que eles se escondam ocasionalmente, um comportamento excessivo pode ser um sinal de estresse ou desconforto. Mas não se preocupe! Com paciência e algumas medidas simples é possível ajudar os felinos a se sentirem seguros e acolhidos.

Fonte: www.ceva.com.br

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Rio Grande do Sul: Inteligência Artificial possibilita "match" entre animais desaparecidos e seus tutores

Idealizador do projeto pede ajuda para divulgar a plataforma e unificar todas as informações entre abrigos e tutores. Atualmente existem mais de 2.900 tutores cadastrados procurando seus pets, enquanto a plataforma possui apenas o registro de 1.400 animais

Cerca de 10 mil animais foram resgatados durante as enchentes no RS. Foto: Divulgação

Em Canoas (RS), o casal Gustavo Furtado e sua esposa Jéssica Phoenix juntam forças para ajudar na mobilidade do processo de busca, depois de perceberem a dificuldade dos tutores encontrarem os seus pets. Gustavo criou uma plataforma que utiliza um software da Monday.com, que está servindo como a base de dados e o modelo de inteligência artificial da empresa Pix Force e com o apoio das equipes da A-Players e de Zeno Junior que estabeleceu a base para centralizar todas as informações.

Precisamos que todas as bases de dados sejam integradas ao sistema, em todas as cidades afetadas pela enchente. Por enquanto esse trabalho está sendo feito manualmente por poucos voluntários e isso atrasa muito. Todos os abrigos criaram páginas de Instagram e fica difícil para os tutores irem uma por uma procurar seu animalzinho. Ontem tivemos nosso primeiro match e estamos muito felizes, nossa IA está pronta!”, comemora Gustavo.

De um lado, há um link de cadastro onde o tutor cadastra seu animal perdido, usando fotos de boa qualidade e preenchendo campos como "nome do pet", "sexo", "cor", "porte" e adiciona um WhatsApp de contato. Por outro lado, há um segundo link onde os animais que estão em abrigos são cadastrados, preenchendo as mesmas características e anexando fotos em boa qualidade.

O Gustavo idealizou os formulários, programou as automações e uniu pessoas incríveis para se doar a esse projeto. Em Canoas já existem 45 abrigos diferentes e alguns deles possuem mais de 1 mil animais resgatados que ainda procuram por seus donos. Precisamos divulgar o projeto com urgência para que a plataforma unifique dados de animais perdidos e seus tutores. Hoje as informações estão espalhadas, dificultando todo o processo”, conta Jéssica.  

Como se cadastrar:

Se você é Tutor de algum animal e está procurando um animalzinho perdido, cadastre-se pelo link:

https://forms.monday.com/forms/427267b195e4cac5093a5fc8038af2a8?r=use1

Se você estiver em algum Abrigo, informe quais são os animais que estão com você pelo e-mail gustavo.furtado@a-players.io ou whatsapp (51) 99205-5082.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Abril Laranja: mês da prevenção à crueldade animal

Campanha aborda a importância da conscientização da causa

Crédito: Pexels

Os pets são os melhores amigos do homem e devem ser amados, cuidados e protegidos. Reafirmando essa ideia, neste mês é celebrado o Abril Laranja, uma campanha mundial de prevenção contra a crueldade animal criada pela ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade a Animais).

A campanha começou em 2006, nos Estados Unidos, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre o tema. A iniciativa do Abril Laranja representa a importância de cuidar dos pets, destacando a necessidade de promover o bem-estar deles em todos os aspectos da vida.

A prevenção da crueldade animal é um compromisso que abrange desde a conscientização sobre os sinais de abuso até a defesa por políticas públicas”, afirma a médica-veterinária da Special Dog Company, Kelly Maiara Lopes Carreiro. No Brasil, a crueldade contra cães e gatos é crime desde 1998. Em 2020, foi sancionada a lei nº 14.064, que aumentou as penas para quem maltrata os animais.

A Special Dog Company, empresa com mais de 20 anos de tradição em nutrição animal, zela pelo cuidado dos animais de estimação. Este é um ponto fundamental das práticas alinhadas ao programa de sustentabilidade socioambiental da marca, o MAIS Sustentável, que foca nos pilares Meio Ambiente, Animais Indivíduo e Sociedade.

Educar as pessoas sobre a responsabilidade do cuidado com os pets, denunciar casos de negligência e apoiar organizações dedicadas ao bem-estar animal são passos importantes para combater a crueldade. “O zelo pelos animais não deve ser apenas uma reflexão sazonal, mas sim uma jornada contínua em direção a um futuro no qual todas as criaturas possam viver livres do medo e da dor”, reflete a especialista.

Caso presencie ou tenha conhecimento de alguma situação de maus-tratos, é fundamental reportar o ocorrido. Você pode fazer uma denúncia ligando para o número 181 (Disque Denúncia) ou diretamente para a Polícia Militar pelo número 190. 

Fonte: Special Dog Company

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Cidade do Rio vai ganhar hospital veterinário público municipal em Irajá

O hospital será construído pela iniciativa privada no andar térreo de um prédio que pertenceu a uma concessionária de telefonia

Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

O Rio vai ganhar um novo hospital veterinário público municipal na Zona Norte. A Prefeitura lançou, nesta quarta-feira (10/4), em parceria com a Cury Construtora, as obras do Hospital Veterinário de Irajá, na Rua Hannibal Porto, 450. O equipamento será construído pela iniciativa privada no andar térreo de um prédio de nove andares que, no passado, foi ocupado por uma concessionária de telefonia. O edifício foi doado à municipalidade pela construtora como contrapartida de licenças de empreendimentos residenciais na região.

"Esse era um compromisso nosso, fazer um hospital veterinário de referência. Temos duas unidades na cidade que nos orgulham e funcionam muito bem. Mas era um sonho ter um hospital de ponta e que vai ser o melhor hospital veterinário do Brasil. É mais uma unidade pública na cidade. Temos uma em Santa Cruz, outra na Mangueira e agora teremos essa em Irajá", afirmou o prefeito Eduardo Paes.

O projeto do Hospital Veterinário de Irajá prevê ambulatórios, consultórios, sala de raio X, enfermarias, centro cirúrgico, área para farmácia, laboratório, administração, refeitório e vestiários de funcionários. Todo o equipamento ficará em uma área de cerca de 790 metros quadrados no primeiro andar e a previsão é a de que seja entregue no terceiro trimestre deste ano. A ocupação dos demais andares ainda será definida pelo município.

"É importante destacar o esforço que a Prefeitura tem feito no adensamento das zonas mais estruturadas em infraestrutura na cidade. Neste caso, estamos falando da Zona Norte, e a Cury, entendendo essa diretriz, vem realizando empreendimentos na região. Isso é muito bem-vindo no ponto de vista do planejamento da cidade. Hoje, estamos num evento de doação de um equipamento público que decorre de obrigações que surgem por conta dos empreendimentos residenciais. Então, aqui a Cury propôs doar esse prédio para o Município e fazer o hospital veterinário", disse o subsecretário Executivo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico (SMDUE), Thiago Dias.

O prédio de nove andares foi cedido pela Cury Construtora em virtude de contrapartida de licenças de obras de quatro conjuntos residenciais na mesma região. A lei urbanística da cidade prevê que licenças para construção de grupamentos, ou seja, condomínios com mais de 500 unidades residenciais, devam ter a contrapartida de doação de terreno por parte da construtora responsável para instalação de equipamento público. Com processos de licença em andamento para construção de unidades residenciais na região, a empresa optou por suprir a exigência repassando para o Município um prédio já construído, em vez de um lote.

"Ao adquirirmos esse terreno, uma coisa que chamou a nossa atenção foi o fato de aqui já ter um prédio instalado, um patrimônio. Em conversas com a Prefeitura, pensamos em como utilizar esse prédio para poder gerar valor para a região. E não simplesmente demolir o prédio e se perder isso. A partir dessas conversas, pegamos as contrapartidas para trazer esse hospital e atender ao bairro de Irajá", declarou o vice-presidente de Negócios da Cury Construtora, Leonardo Mesquita.

Este será o segundo hospital veterinário público municipal. Em fevereiro do ano passado, a Prefeitura do Rio inaugurou o Hospital Veterinário de Santa Cruz, que funciona nas dependências do Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho. A unidade, administrada pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária (IVISA-Rio), tem capacidade para atender cerca de 80 animais com consultas veterinárias, exames, cirurgias eletivas, curativos, aplicação de medicamentos, microchipagem e vacinação antirrábica.

A Prefeitura tem ainda a Unidade de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, que presta serviços gratuitos de veterinária e atendimentos especializados para animais de estimação a baixo custo, tais como cirurgias, consultas, exames laboratoriais e de imagem, sepultamentos e até cremações. Entre os serviços oferecidos gratuitamente estão castrações, diagnóstico de zoonoses, microchipagem e vacinação antirrábica. O centro também promove adoções de bichos de estimação.

terça-feira, 19 de março de 2024

Do chocolate aos cosméticos: conheça os perigos para os pets

Alimentos, plantas e produtos utilizados no dia a dia podem ser tóxicos para os animais


Com a proximidade da Páscoa, é o momento de alertar sobre os riscos da ingestão de chocolate por cães e gatos. Porém, a atenção deve ser ampliada também a outros alimentos e temperos típicos das refeições da celebração, alguns, inclusive, tão perigosos quanto o chocolate.

O cacau, presente no chocolate, contém teobromina, substância que não é metabolizada por cães e gatos e pode desencadear uma série de problemas de saúde, que vão desde sintomas leves até complicações graves e potencialmente fatais. Os sinais clínicos incluem vômito, diarreia, distensão abdominal, aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada, tremores e ataque cardíaco, podendo levar o animal à óbito.

Os chocolates mais escuros e aqueles utilizados para fazer bolos e ovos de Páscoa caseiros são o que possuem maior quantidade de teobromina e, por isso, são os mais prejudiciais. Porém, até mesmo o chocolate branco, que contém pouco cacau, mas que é rico em açúcar e gordura, deve ser evitado”, alerta a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade. O porte e a idade do animal também influenciam no grau de risco: filhotes, cães idosos ou de pequeno porte, diabéticos ou com doenças gastrointestinais crônicas são, no geral, mais sensíveis. 

Uma alternativa para que os animais não fiquem de fora das comemorações é oferecer petiscos específicos para os pets, inclusive aqueles que têm sabor e odor parecido com o de chocolate. A quantidade, claro, deve ser moderada, pois o excesso pode gerar problemas digestivos e refletir na balança.

Para os cães e os gatos que demonstram interesse por sabores doces, a veterinária lembra que a DrogaVET manipula medicamentos com o aroma e o sabor de chocolate: “Quando o pet precisar de um medicamento ou nutracêutico, vale lembrar do gosto dele para tornar o tratamento mais tranquilo e prazeroso”.

Cardápio das celebrações

Os alimentos das refeições também não devem ser compartilhados com os pets. Cebolas e alho contêm dissulfetos e tiossulfatos, que podem causar danos aos glóbulos vermelhos dos animais, levando a uma anemia hemolítica. Uva e uvas-passas estão associadas a casos de insuficiência renal aguda em cães. O abacate contém persina, que pode ser tóxica para cães e gatos se ingerida em grandes quantidades. Além disso, o caroço do abacate pode representar um risco de obstrução intestinal, assim como espinhas de peixes, outro alimento bastante comum nas comemorações.  

A dica sempre é consultar o médico-veterinário. Se o pet já faz uso de alimentação natural, o tutor já sabe como preparar as refeições e pode variar os ingredientes conforme as orientações do veterinário. Se o pet se alimenta de ração, é preciso verificar como fazer o míx feeding (combinação de alimentos secos com úmidos) sem afetar a quantidade de calorias a serem ingeridas, sempre considerando as demais condições de saúde do animal: se não possui alergias, gastrite, diabetes ou outras doenças que requerem ainda maior cuidado”, alerta Farah.

Perigos além da mesa

Não são só os alimentos que oferecem perigo aos animais de estimação. Por isso, é preciso estar atento aos detalhes em casa e fora de casa, caso o pet acompanhe os tutores em viagens e visitas a parentes ou amigos.


Produtos de limpeza contêm substâncias químicas tóxicas, como cloro, amônia, ácidos e solventes, que podem ser prejudiciais se ingeridos ou inalados pelos animais de estimação. Mesmo a exposição cutânea a esses produtos pode causar irritação ou queimaduras na pele.

Algumas plantas domésticas são tóxicas para cães e gatos, como lírios, azaleias, filodendros, espada-de-são-jorge, comigo-ninguém-pode, mamonas, sagu-de-jardim, hera inglesa e ciclames. Além disso, fertilizantes, pesticidas e outros produtos de jardinagem podem oferecer riscos. É importante mantê-los armazenados e evitar que os pets ingiram qualquer tipo de planta.

Outro cuidado essencial é manter medicamentos fora do alcance dos pets, preferencialmente armazenados em armários de difícil acesso. “É comum deixarmos os remédios à vista para lembrarmos de tomá-los ou para uma emergência, mas os pets são curiosos e podem ingeri-los acidentalmente. Gatos, por exemplo, costumam pular em prateleiras, entrar em armários e abrir gavetas”, comenta a veterinária.

A aplicação de sprays, medicamentos e cosméticos de uso tópico também deve ser cuidadosa. “Os pets podem aspirar ou lamber medicamentos ou produtos de beleza que aplicamos em nossa pele ou cabelos e determinadas substâncias podem ser extremamente tóxicas ou irritantes para eles, como repelentes, tinturas para cabelo, ácido para a pele, entre outros”, alerta Farah, lembrando que ao aplicarmos estes produtos devemos manter os pets afastados até que a pele absorva tudo ou, até mesmo, evitar o contato direto com a região durante o período de tratamento.

O alerta vale ainda para o compartilhamento de produtos. “Os pets também devem fazer uso de repelente e protetor solar, porém, isso não significa que eles podem usar os mesmos itens que nós usamos”. Cosméticos, como shampoos e lenços umedecidos, e produtos para prevenção, como repelentes e filtros, devem ser próprios para animais. “Na manipulação veterinária é possível escolher entre diversas opções de ativos específicos para pets e combiná-los em um mesmo produto conforme orientação do médico-veterinário”, finaliza.